O candidato do partido Democrata Americano Barack Obama, derrotou por curto espaço o republicano Mitt Romney e foi reeleito presidente dos Estados Unidos da América, a nação mais poderosa do mundo, admirada por muitos cidadãos do globo terrestre assim como odiada por outros tantos. A vitória de Obama mostra a aceitação do povo americano ao caminho vendido pelo democrata há quatro anos. Mesmo com dificuldades, o primeiro homem negro a dirigir a maior nação do mundo recebeu sinal verde das urnas para continuar seu projeto de poder. Yes, We Can, o slogan do candidato há quatro anos, recebe uma nova ponte. Trata-e de mais um mandato na mão para o democrata tentar transformar os EUA em uma nação mais humanista, menos pragmática, sonho de muitos por lá, principalmente os imigrantes.
Mas a boa votação do republicano Mitt Romney acede uma luz amarela no jogo do poder americano. Mostra que quase metade dos estados locais queria uma administração mais pragmática na economia. Queria maior liberdade para os empreendedores crescerem, queria menos impostos e mais ação progressista no sistema. E as pesquisas americanas mostraram também que o povo nato dos EUA elegeria o republicano com folga. Os imigrantes foram os que levaram Obama í reeleição.
O interessante de se observar no processo de votação americana vista aqui no Brasil é a quase hegemonia dos torcedores de Obama. O motivo? A suposta contrariedade í suposta também postura do investimento positivo no setor bélico do republicano. Diziam as redes sociais, que Romney traria de vota as guerras. Por outro lado, as mesmas redes diziam que Obama, ao contrário, investira mais no bem estar dos americanos, na saúde, nas açíµes sociais, na distribuição de renda.
Os brasileiros são os primeiros a apoiarem açíµes, inclusive bélicas, contra ditadores que fecham seus países e escravizam a população. Não precisamos ir longe. Lembram da Primavera írabe, no ano passado? í€ época, os brasileiros nas redes sociais diziam que eram a favor da intervenção bélica dos americanos para derrubar ditadores. Na captura e morte de Osama Bin Laden, o ato foi comemorado como se fosse a descoberta da cura do câncer pelos brasileiros. Mesmo sendo um ato bélico que matou gente. Portanto, existe uma dissonância no inconsciente coletivo dos brasileiros. Por um lado, defendem o slogam Guerra Nunca Mais, mas por outro lado são os primeiros a torcer pelos mocinhos armados, quando os Estados Unidos investem contra uma nação que estaria aterrorizando os direitos humanos. Isto acontece também na Europa Socialista. Governos eleitos com esta bandeira no primeiro mundo criticam o crescimento bélico americano, mas mantém seus poderes bélicos, inclusive investindo junto com os EUA contra açíµes e ditadores empreendidas pelo mundo afora. Defendem a bandeira da paz, mas são os primeiros a chamar os guerreiros dos EUA, quando a coisa aperta para seus valores humanos.
No Brasil, altamente socialista como o atual, os governos eleitos também têm conseguido seus feitos em cima de promessas de mais açíµes clientelistas para sua população. A população não sabe que quem paga esta conta é ela mesma, através dos impostos em cascata cobrados quando se compra um saco de arroz, uma réstia de cebola e uma lata de óleo no mercado para alimentar os lares. Se os impostos fossem mais justos, todos nós, principalmente os pobres da nação, pagaríamos metade do preço do que se paga atualmente por esta cesta de sobrevivência básica.
Nos EUA, o discurso de Obama promete o mesmo. A população de lá acredita que o país irá se manter na liderança econí´mica mundial aumentando os benefícios sociais. A Europa está numa fase adiante. A crise global tem obrigado os administradores públicos do primeiro mundo a diminuírem sensivelmente os benefícios sociais. Corte de empregos públicos, venda de Estatais, diminuição de aposentadorias e aumento da idade mínima para se aposentar são algumas destas açíµes, em andamento sem volta. Mas o povo, liderado pelos militantes do socialismo dos países da Europa estão, quase todos, demonstrando que discordam de seus dirigentes. Greves, passeatas, entre outras manifestaçíµes têm demonstrado isto nos meios de comunicação diariamente. Mesmo assim, os governos não têm saída: Obrigam-se a manter a cartilha da responsabilidade fiscal sob pena de quebrar, definitivamente, suas naçíµes.
Há e se fazer uma reflexão: Será que a vontade do povo é de eleger governos clientelistas? Ou será que os povos estão sendo enganados pelas corretes socialistas, modelo que mostra Cuba praticamente falida? Uma reflexão.


