EDITORIAL – Educação, sim, mas com limites…

14 de janeiro de 2011

 

O atual contexto do Brasil e a demanda de todos os partidos polí­ticos da nação, mesmo daquelas siglas que não são levadas por ideais, sugerem que um investimento pesado em Educação é a única fórmula de termos daqui a uns 20 anos uma nação verdadeiramente autí´noma,  e que não se desenvolverá somente se não houver vontade polí­tica, ou se não houver ambiente macroeconí´mico no mundo que permita isto. Os fatos provam esta afirmação. A maioria dos problemas enfrentados para a erradicação da pobreza e da diminuição da criminalidade em nosso paí­s é causada justamente pela falta de educação e conhecimento dos indiví­duos. Uma pessoa bem educada não coloca no mundo uma dezena de filhos sem saber se terá recursos financeiros e tempo para educá-los. Uma pessoa bem educada não invade uma terra em um morro, correndo risco de vida, sem antes saber se o Estado não possui uma alternativa melhor para ela, ou sem antes tentar uma vida baseada em valores lí­citos. Uma pessoa que recebeu educação condizente básica, na escola ou em casa, não bate na mulher ou nos filhos para desabafar sobre problemas, problemas na maioria causados para elas por elas mesmas: busca uma solução até que seja de rompimento, mas atua de forma respeitosa para com seu par.  

Educação é a formação do Ser Humano em todas suas esferas. Portanto,    Educação que não exige limite destes seres não é uma forma inteligente de formar uma nação civilizada. E é por isto que não basta as autoridades públicas ficarem trabalhando e projetando melhoras na Educação baseadas em indicadores quantitativos ou em notas de Português e Matemática. Há de se formatar um projeto novo de diretrizes básicas que pressuponha a disciplina, o compromisso e o resultado disto nos valores a serem passados para nossas futuras crianças. Não adianta os educadores passarem para as famí­lias a responsabilidade da má educação de costumes realizada nos lares e fugirem desta responsabilidade nas salas de aula. í‰ justamente pressupondo a falta de limites dados na educação privadas que as escolas devem educar com mais rigidez, buscando passar para os alunos valores que provem que o compromisso e a responsabilidade são mais importantes para uma vida digna do que os direitos e a liberdade sem comprometimento nenhum, como sugerem algumas correntes de educação.    

Se nossos lares atualmente são liderados por pais que não receberam limites em sua educação, pública e privada, não é de se esperar que eles dêem limites na educação de seus filhos. Se um professor foi educado sem limites, dificilmente ela será arauto de açíµes disciplinares nas escolas. A polí­tica pública deveria entrar nesta hora: como uma forma estruturada de redimir erros anteriores, muitos deles até com projeçíµes menos desastrosas como as que estamos vendo nos resultados dos indicadores educacionais    em nosso Brasil.  Deve de entrar com um conteúdo e um formato de educar onde o compromisso seja valor fundamental e a cidadania um tema dado de forma exemplar nas salas de aula, sem politicagem e de forma pura e isenta de opiniíµes idealitárias.    

Com certeza a causa de um polí­tico entrar na corrupção sem medir conseqí¼ências como vemos hoje nos noticiários diários é a falta de limites que ele teve em sua vida. Um empresário que sonega imposto vendo nesta fórmula um novo negócio para enriquecimento rápido as custa da falta de fiscalização,  com certeza não recebeu limites de seus pais, muito menos foi cobrado por compromisso nas salas de aula.    Os psicopatas existem e sempre exigirão e são as causas das mazelas do mundo, mas quando um paí­s chega ao ní­vel de promiscuidade como chegou o Brasil, os atores destas mazelas não são somente psicopatas: são cidadãos mal educados e levados por um movimento modal, o que é mais preocupante.

 Enquanto a sociedade proteger um aluno que bate na professora sem puni-lo exemplarmente, não adianta criarmos escolas em turno integral. Isto será mais uma polí­tica pública de secação de gelo e fórmula para polí­ticos ganharem votos. Urge que ataquemos a educação, mas que seja uma educação dada com limites claros entre a liberdade e a libertinagem.


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