Por Fausto Júnior
Como de costume no Brasil, em plena fase final da Copa do Mundo de seleçíµes nacionais, se inicia o período eleitoral para a escolha de presidente da república, governadores de estados, senadores, deputados federais e deputados estaduais.Desde sexta-feira (4) começou a corridas políticas aos principais cargos de poder em toda nossa nação.
Aqui no Rio Grande do Sul são 8.327.714 eleitores, que definirão o futuro das 55 cadeiras da nossa Assembléia Legislativa; das 31 vagas nas quais nosso estado tem direito na Câmara dos Deputados, em Brasília; de uma vaga para uma cadeira de Senador da República, das três que o RS tem direito; do nome escolhido pelos gaúchos para ocupar a Cadeira Maior de governador do Estado; e da parcela local que contribuirá para eleger o novo ou a nova presidente da República do Brasil.
Influencia da copa e coligaçíµes estranhas
Para os brasileiros mais sentimentais, o fato do Brasil ganhar ou perder a copa do Mundo seria ponto “ chave para o resultado dos pleitos, principalmente para a vaga da presidência da República, mas também de certa forma para as outras. Como neste ano a competição é realizada no Brasil “ consequentemente os cofres públicos tiveram de colaborar para o feito turístico da nação “ os brasileiros contra o estabelecido há 12 anos (tempo do PT no poder) acreditam que, se o Brasil ganhar a Copa do Mundo, a presidente Dilma Rousseff estará reeleita, obedecendo í s tendências das pesquisas pré – período eleitoral. Mas se o Brasil perder o título da Copa, o povo de certa forma se rebelaria e a presidenta atual teria problemas para se reeleger. Trata-se, no entanto, de algo exotérico. A copa se realizou no Brasil; seus legados positivos serão igualitários em ambos os resultados para nossa Seleção; e o tema deve ser parte dos debates, independente de derrota ou vitória de nosso time, o time de todos os brasileiros, independente de bandeira política.
Já as coligaçíµes se mostram quase que patéticas. Aqui no Estado, os quatro partidos principais que devem protagonizar a disputa “ PT, PMDB, PP e PDT – estão coligados em Brasília junto com o PT, que tem o poder por lá. E dois deles – PP e PMDB apóiam candidatos adversários de Dilma Rousseff. O Psol, que vai ao governo com o candidato Roberto Robaina está isento de coligaçíµes, já que tem a gaúcha Luciana Genro como candidata ao governo. E outros partidos de representaçíµes menores nas pesquisas pré-eleitorais terão candidaturas que podem ser lançadas até esta sexta-feira.
Os progressistas têm a senadora Ana Amélia Lemos como candidata ao governo, e estão dando palanque aberto ao candidato Aécio Neves para a presidência. Embora – de direito – a convenção do partido tenha formalizado o apoio í reeleição da nossa presidenta.
O PMDB lança o ex-deputado e ex-prefeito de Caxias José Ivo Sartori para governador do Estado, mas apóia o socialista Eduardo Campos, mesmo tendo Michel Temer como vice-presidente na chapa do PT de Dilma.
O PDT lançou o deputado e promotor público licenciado Vieira da Cunha para concorrer í cadeira do Palácio Piratini contra o PT “ onde os brizolistas tiveram várias secretarias neste governo de Tarso Genro, que busca a reeleição. Eles não abriram apoio aos adversários do PT, se mantêm no governo federal – aliados ao partido de Dilma, mas serão vorazes na busca da cadeira de governo de Estado e do Senado, contra a chapa do governador da qual foram aliados, do PT.
No litoral o pleito será bem organizado
Os quatro principais partidos que concorrem ao governo do estado do RS possuem boas representaçíµes no Litoral Norte e em Torres. Consequentemente devem militar com força aqui pela região.
O PT tem a vantagem de ter a prefeita Nílvia Pinto Pereira como militante da reeleição de Tarso Genro e deve usufruir de todas as possibilidades legais para tal. Já o PMDB tem a vantagem de ter o ex-prefeito de Torres João Alberto Machado como secretário Geral do partido em todo o estado e que também será coordenador da campanha de José Sartori em todo o interior.
O PP parece que centralizará a campanha para Ana Amélia Lemos em Capão da Canoa, mas possui grande militância na cidade, além de ter o vice-prefeito Ildefonso Brocca com cargo e poder dentro da prefeitura, o que proporciona manobras legais de articulaçíµes políticas locais com outras prefeituras, onde o PP tem o poder, como Morrinhos do Sul, por exemplo. Tem também a figura da vereadora Gisa Webber, considerada por Ana Amélia Lemos uma representante formal do projeto do partido aqui em Torres.
Já o PDT terá sua campanha para militar por Vieira da Cunha e “ principalmente, para militar pelo forte candidato ao senado Lasier Martins – centralizada em Osório, junto ao presidente dos brizolistas no Estado Romildo Bolsan. A participação do PDT na prefeitura, junto í secretaria de Saúde e da secretaria de Indústria & comércio também podem apoiar a busca por votos pelo pelos pedetistas na corrida eleitoral.


