Em coletiva de imprensa, Ní­lvia aponta problemas e projeta ações do governo

12 de janeiro de 2013

 

Encontro reuniu   a prefeita, o vice Brocca e representantes dos meios de comunicação da cidade

 

             A prefeita de Torres, Ní­lvia Pereira, apontou nesta quinta-feira (10), durante coletiva í  imprensa, os principais problemas do municí­pio de Torres e os planos de governo que irá adotar para atender as demandas. Nós recebemos o governo com infinitas precariedades em todas as áreas. O primeiro semestre será para arrumar a casa e atender as necessidades emergenciais para o verão, afirmou a prefeita, agradecendo o trabalho que tem sido feito pela imprensa e pedindo ainda mais parceria para promovermos a cidade.

                      Durante seu discurso, Ní­lvia falou das condiçíµes que recebeu a prefeitura. Nos deixaram os computadores todos trancados com senha, não recebemos nenhuma chave da prefeitura, vários equipamentos estão sem condiçíµes de uso, além de parte do teto ter caí­do no último domingo, disse. Segundo a prefeita, a prefeitura deve ser trocada imediatamente de lugar por questíµes de segurança e de facilidade ao contribuinte. Hoje a prefeitura está uma colcha de retalhos, uma secretaria em cada lugar. Isso dificulta muito a vida do contribuinte, que muitas vezes tem que ir em cinco lugares diferentes para resolver um determinado problema, garantiu Ní­lvia.

 

                      Problemas também na saúde e educação

 

                      Na área da saúde, a prefeita apontou dificuldades como falta de profissionais e a infraestrutura precária. São muitas dificuldades como falta de médicos com especialidade em traumatologia e pediatria. Temos um quadro totalmente deficitário de profissionais técnicos não só na área da saúde, mas também em biologia, engenharia e veterinária, destacou Ní­lvia acrescentando ainda o problema dos baixos salários da prefeitura. Uma das nossas metas é revisar o plano de cargos e salários da prefeitura, porque hoje os salários são ruins e não se encontra mão de obra qualificada. Iremos também abrir concurso público até o final do ano para suprir a carência de profissionais.

                      Na área da educação, Ní­lvia mostrou a defasagem deixada pelo governo anterior. As escolas Mampituba e a Creche do Torrense não serão inauguradas em março por falta de recurso e a escola Manoel Ferreira Porto terá que ser reformada por falta de espaço compatí­vel com o número de alunos, afirmou a prefeita, ressaltando ainda que o municí­pio de Torres perdeu em 2012 mais de R$ 2,2 milhíµes em recursos federais cancelados por falta de apresentação de prestação de contas em tempo hábil, além de problemas nas obras.

Além da saúde e educação, a prefeita citou problemas com a mobilidade urbana e limpezas das ruas. Nós assumimos a cidade sem recolhimento de lixo. No dia 5 de janeiro foi regulada a coleta e instalado os banheiros quí­micos. Para não haver processo licitatório, tendo em vista que os banheiros estariam na praia somente em abril, assumimos o risco de contratar a empresa que tem o contrato vigente, mesmo que ela esteja sendo investigada pelo Ministério Público, falou Ní­lvia, informando também que não hesitará em tomar medidas que facilitem a mobilidade urbana.

 

                      Recursos

 

                      A prefeita de Torres apontou ainda durante a reunião os recursos captados pelo seu governo junto ao Estado. Conseguimos cerca de R$ 3 milhíµes de recursos da Funasa que serão destinados í  Recivida, R$ 200 mil para o Centro Ecológico do Litoral Norte, R$ 275 mil para construção do Centro de Referência de Atendimento í  Mulher ví­tima de violência, R$ 2 milhíµes para ampliação do ponto de atendimento junto ao posto de saúde central, R$ 8 milhíµes da Corsan para construção da bacia 9, R$ 7 milhíµes do PAC para a construção da segunda entrada da cidade, além da cedência de máquinas agrí­colas do governo do Estado para o uso do municí­pio e a doação de um carro para o conselho tutelar, listou a prefeita.

Segundo ela, a prefeitura está ainda em negociação com a Corsan para o asfaltamento de ruas em troca de mão de obra e máquinas para a ampliação da rede de coleta de esgoto do municí­pio e tem a necessidade de 3 mil caçambas de saibro para consertar 250 km de estrada de chão na zona rural, que custarão em torno de R$1 milhão e cerca de R$ 480 mil para asfaltar ruas que serão uma entrada alternativa para a cidade.

 

 

CONFIRA MAIS PRIORIDADES DO GOVERNO

 

·                 Cuidar das pessoas, de Torres, do turismo, do desenvolvimento rural, ambiental e econí´mico e da gestão;

·     Promover reformas na estrutura administrativa da prefeitura para atender as polí­ticas dedicadas ao idoso, ao jovem, í  mulher, ao homem, í  criança, ao adolescente e a participação popular;

·       Focar naqueles que mais precisam do poder público, independente de cor ou opção religiosa e sexual;

·   Criar um departamento especí­fico na Secretaria de Educação que tratará do resgate das crianças e adolescentes por meio da cultura, arte e esporte;

·       Tratar com seriedade a agricultura orgânica familiar e a economia solidária.

·   Criar a Secretaria do Trabalho, Indústria e Comércio para fomentar a geração de novos postos de trabalho, organizar o macrosetor da construção civil e moveleiro, além da qualificação dos trabalhadores;

·     Transformar o turismo na maior fonte de renda da cidade por meio de promoçíµes de eventos culturais e esportivos;

·   Planejar a cidade com responsabilidade, embelezando, padronizando, estilizando, ambientando e resgatando aspectos materiais da nossa história;

·         Criar o Departamento de Aceleração do Crescimento de Torres (DEPAC), que buscará permanentemente recursos de toda ordem para reconstrução de pontos crí­ticos urbanos e rurais;

·         Pensar em alternativas para melhorar o trânsito e facilitar a mobilidade urbana;

·         Implantar o cartão de controle de combustí­vel e de saúde cidadã;

·         Implantar o programa Prefeitura na Rua e o Conselho de Desenvolvimento Econí´mico e Social;

·   Fazer com que as belezas e os recursos naturais de Torres não sejam vistos como entrave do desenvolvimento, mas como aliados das novas rotinas em sustentabilidade ambiental.

 

 

             

 


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