EM DEBATE: Casas em risco no Morro do Farol

18 de abril de 2014

Deslizamento no Morro do Farol destruiu muros em chuvarada de março

 

A situação das casas interditadas no Morro do Farol foi pauta na sessão da Câmara dos Vereadores da última segunda-feira (14). Em conta de um requerimento do vereador Marcos Klassen (PMDB), foi chamado a participar da tribuna popular o coordenador da Defesa Civil aqui em Torres, Adalberto Chagas da Silva. Ele lembrou que o Morro do Farol foi recentemente avaliado por técnicos do Ministério de Minas e Energia, e que foi classificado como sendo de médio a baixo risco para deslizamentos. O municí­pio, através da secretária do Meio Ambiente, vai apresentar um projeto para providências futuras, procurando evitar escorregamentos no Morro do Farol, destacou Adalberto.

Sabatinado pelos vereadores de Torres, Adalberto respondeu a várias perguntas sobre a situação do municí­pio frente í s intempéries climáticas recentemente enfrentadas. Apesar do risco não ser considerado alto, o coordenador da Defesa Civil conta que os moradores das casas localizadas junto a encosta do Morro do Farol foram notificados a se retirarem de suas residências por questão de segurança. Uma das casas em particular está em área de grande risco, onde há uma pedra que está por ceder e não pode ser removida. O municí­pio está isento da culpa por qualquer dano nas casas, os moradores estão conscientes do risco que correm estando por lá e foram indicados a saí­rem de suas residências, ressalta.

Foi explicado o plano de drenagem pluvial previsto para o morro, um projeto que, embora não possa ter garantia de 100% de eficiência, ao menos irá melhorar o escoamento da água significativamente. Quando questionado sobre o custo da obra, Adalberto falou o seguinte: Tecnicamente o custo não foi passado ainda. Haverá licitação para contratar uma empresa, pois hoje a estrutura de Torres não tem condiçíµes de prestar o serviço internamente. O projeto foi aceito por unanimidade pelos proprietários e penso que deveria ser uma medida de urgência, sair o quanto antes.

 

Preparação para casos de emergência

 

Para o caso de Torres ser novamente atingida por intempéries climáticas “ como pesadas chuvas e ventanias – a prefeitura solicitou que, o mais rápido possí­vel, fosse feito um levantamento técnico “ juntamente a órgãos como a Corsan, Fepam e secretária do Meio Ambiente. O objetivo é coletar dados e informaçíµes que permitam levantar as áreas de maior riscos (como casas nas encostas de morros) e minimizar os danos numa situação de emergência. Também tivemos recentemente a conferência regional de Defesa Civil, e estamos criando um centro de monitoramento integrado entre os municí­pios do Litoral. Nos preocupamos muito com os alagamentos perigosos, principalmente nas proximidades da BR-101. Além disso, o monitoramento constante e o estado de alerta em relação a possí­veis extremos climáticos é essencial para a prevenção de uma situação mais agravada. Abrigos para pessoas que eventualmente tenham que sair de suas casas também serão disponibilizados.

Adalberto lembrou que a Coordenadoria da Defesa Civil é agregada a Secretária de Administração e não conta com recursos próprios. Apesar de não termos orçamento previsto, há demandas necessárias para que a Defesa Civil possa realizar seu trabalho de forma segura e o mais eficiente possí­vel frente uma situação de emergência. Precisamos de uniformes “ capas de chuva e botas de borracha “ um barco a remo (no mí­nimo). Já temos a disponibilidade de um veí­culo, mas deverí­amos ter uma camionete 4 x 4, que nos permita chegar em áreas de difí­cil acesso.

 

Definição de calamidade pública

 

Segundo determinação do Governo Federal, uma situação de emergência se configura quando há alteração intensa e grave das condiçíµes de normalidade em um determinado municí­pio, estado ou região, decretada em razão de desastre, comprometendo parcialmente sua capacidade de resposta. Já a calamidade pública ocorre quando há comprometimento substancial na capacidade de resposta do municí­pio atingido.

O reconhecimento do caso de calamidade pública, feito pela Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil, é necessário para que os municí­pios recebam ajuda federal para assistência í s ví­timas e outras açíµes emergenciais. Porém, segundo Adalberto Chagas da Silva, a situação pelo qual Torres passou com as últimas chuvas, embora tenha provocado muitos danos ao municí­pio, dificilmente se configurará como calamidade pública pelo índice da Defesa Civil Nacional. E, para estar precavido financeiramente em situaçíµes como estas, sugiro que seja criado um fundo para defesa civil municipal, o mais rápido possí­vel, indicou o coordenador da Defesa Civil em Torres, que concluiu dizendo Não é qualquer enchente e vendaval que serve como motivo para o morador atingido sacar o Fundo de Garantia (FGTS), isso apenas ocorre quando é reconhecida a calamidade pelo Ministério da Integração.

 


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