Paula Borowky
Qual a criança ou adulto que um dia não teve medo de ser rejeitado em um grupo? No caso das crianças, esta manifestação de recusa é mais explícita, fazendo com que aquela recém chegada sinta-se í margem das brincadeiras das quais deseja participar.
Geralmente as crianças apresentam diferentes estratégias para aproximarem-se de um grupo. Elas serão bem sucedidas dependendo da habilidade social da crianças em perceber , observar e empatizar com o grupo, além de sua capacidade de relacionar-se de maneira interpessoal. Mesmo aquelas mais populares são í s vezes rejeitadas ou repelidas quando tentam entrar num grupo já brincando. í‰ que as crianças são muito francas em manifestar afetos e, devido ao temor da rejeição, elas tornam-se extremamente cuidadosas na forma de abordar e chegar nele. Esta ansiedade na certa não é muito diferente da sentida por um adulto, num coquetel com estranhos, por exemplo. Em geral, aquela que se mostra mais cautelosa para integrar-se obtém maior sucesso de aceitação do que outras que impíµem sua presença de maneira abrupta, ou demonstram atitude de dominadoras, mandonas.
Crianças impopulares, com sentimento de menos valia, muitas vezes tentam entrar í força num grupo, tentando mudar o tema de uma maneira precipitada, fazendo valer suas opiniíµes de forma intransigente, com intuito de chamar a atenção para si mesma. Isso resulta em serem geralmente ignoradas ou excluídas. Diferente daquelas que conquistam logo um carisma, e muitas vezes uma liderança, mas por demonstrarem ser prudentes, observadoras, sensíveis aos interesses dos outros. Mostram empatia e capacidade de tolerar a espera e o melhor momento para se apresentar, sem serem intrusivas.


