ENTROSAMENTO: UMA HABILIDADE SOCIAL

27 de dezembro de 2011

 Paula Borowky

 

 

Qual a criança ou adulto que um dia não teve medo de ser rejeitado em um grupo? No caso das crianças, esta manifestação de recusa é mais explí­cita, fazendo com que aquela recém chegada sinta-se   í  margem das brincadeiras das quais deseja participar.

 

 Geralmente as crianças apresentam diferentes estratégias para aproximarem-se de um grupo. Elas serão bem sucedidas dependendo da habilidade social da crianças em perceber , observar   e empatizar com o grupo, além de sua capacidade de relacionar-se de maneira interpessoal. Mesmo aquelas mais populares são  í s vezes rejeitadas ou repelidas quando tentam entrar num grupo já brincando. í‰ que as  crianças são muito francas em manifestar afetos e, devido ao temor da rejeição,  elas tornam-se extremamente cuidadosas na forma de abordar e chegar nele. Esta ansiedade na certa não é muito diferente da sentida por um adulto, num coquetel com estranhos, por exemplo. Em geral, aquela que se mostra mais cautelosa para integrar-se obtém maior sucesso de aceitação do que outras que impíµem sua presença de maneira abrupta, ou demonstram atitude de  dominadoras, mandonas.  

 

 Crianças impopulares, com sentimento de menos valia, muitas vezes tentam entrar í  força num grupo, tentando mudar o tema de uma maneira precipitada, fazendo valer suas opiniíµes de forma intransigente, com intuito de chamar a atenção para si mesma. Isso resulta em serem geralmente ignoradas ou excluí­das. Diferente daquelas que conquistam logo um carisma, e muitas vezes uma liderança,  mas por demonstrarem ser prudentes, observadoras, sensí­veis aos  interesses dos outros. Mostram empatia e capacidade de tolerar a espera e o melhor momento para se apresentar, sem serem intrusivas.        


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