Geração celular

21 de maio de 2011

Nos dias de hoje parece inconcebí­vel imaginar ou encontrar alguém que não tenha um celular, principalmente para os adolescentes. Nenhum grupo incorporou tão rápida e amplamente esta tecnologia  í  sua rotina quanto os jovens. Mas qual o efeito causado pelo uso constante desses aparelhos nos relacionamentos entre pais e filhos, e no comportamento de ambos? O que leva os jovens a fazerem um uso muitas vezes exagerado? Ele pode desenvolver uma dependência?

Primeiramente é importante que possamos educar nossos filhos para o uso do celular, pois não pode ser utilizado a qualquer hora e em qualquer lugar. O que pode haver de tão importante para ser dito e que não possa ser adiado?   Para entendermos todos estes questionamentos, é preciso compreender o significado do celular para alguns jovens. Em geral, eles não usam o celular apenas para troca de informaçíµes objetivas, mas para participar da rotina do outro, expressar proximidade, afeto, dar vazão aos sentimentos, troca de carinhos virtuais em seus relacionamentos. Quanto mais o adolescente telefone ou recebe telefonemas, menor a possibilidade de se sentir solitário. Outro motivo seria a de poder encontrar os amigos a qualquer momento, em qualquer lugar, também ajuda a controlar a insegurança e a solidão. No entanto, a comunicação por telefone jamais poderá substituir os encontros pessoais. Os programas com os amigos são tão importantes quanto antigamente. A comunicação por escrito, para alguns, pode facilitar a demonstração de carinho e desejo para aqueles mais tí­midos.  

 Mas o advento do celular trouxe controvérsias. Por um lado, questíµes bem práticas a ser relevadas, como o valor alto das contas no final do mês     que muitas vezes deixam os adultos de cabelo em pé, pois muitos filhos não conseguem ter sozinhos o controle do gasto, e os pais devem colocar limites. A necessidade do adolescente de liberdade, entre em conflito como a necessidade de limite. Se de um lado o jovem pode entrar em contato com seus amigos a qualquer momento sem interferência dos pais, estes, pos suas vez, podem participar mais intensamente da vida de seus filhos.

A independência do jovem pode aumentar se compararmos com geraçíµes passadas. Já para os pais, o celular pode oferecer a ilusão, em alguns casos, de exercerem controle a distancia sobre seus filhos. Essa possibilidade de cuidado a distancia pode fazer com que os pais concedam maior liberdade aos filhos. Porém, há adolescentes que ficam envergonhados por receberem constantes telefonemas de alguns pais mais ansiosos, na presença dos amigos, e tentam escapar da coleira eletrí´nica.    Em   outros casos, tanto pais e filhos podem sentir um efeito tranqí¼ilizante com os telefonemas regulares durante uma ausência prolongada.  

 Ainda em outros casos,   o celular pode funcionar como uma espécie de cordão umbilical virtual, quando não conseguem se desligar dos pais, nem pelo celular, ligando até para falar bobagens. Se os pais alimentam este comportamento estando solí­citos, e permanentemente disponí­veis, podem retardar o processo da conquista de independência de seus filhos. Alguns adolescentes podem reagir com impaciência, irritabilidade se por alguma razão não podem ligar e quando não receberam um telefonema ou mensagem esperada. Neste caso, é importante observar, pois o jovem pode desenvolver uma dependência do celular, principalmente quando passa por momentos difí­ceis, de angústia, em que se sentem abalados com alguma coisa; situaçíµes estas freqí¼entes durante esta etapa frágil e delicada de crise da adolescência.


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