Guerra no centro de Torres

20 de agosto de 2012

 

 

 

 

Os bancos não estão preocupados com a segurança da vida de seus clientes, se preocupam mais com o dinheiro de seus clientes e com seu próprio dinheiro. Mesmo captando moeda com taxas de juros que não chegam a 1% ao mês e emprestando este mesmo dinheiro a taxas que chegam a 10%, as instituiçíµes financeiras não colocam seguranças bem treinados para proteger a população dos vândalos da bandidagem, que se sentem verdadeiros deuses equipados com armamento de guerra, como assistimos aqui em Torres nesta última madrugada de terça-feira (14/8). A polí­cia acaba sendo a culpada. A sociedade quer que exista um batalhão de PMs em todos os bancos, todos os dias e há todas as horas, pois assalto não tem endereço nem horário.   O que é impossí­vel, ainda mais em um paí­s onde o exército ocupa vários homens que passam o dia inteiro trancado em quartéis, fazendo abdominais e apoios e esperando a guerra chegar, e recebendo salários da população.

 

Bandidos treinados em planejamento

 

E foi neste contexto que nossa cidade de Torres foi palco de uma guerra na madrugada de terça-feira.   Profissionais do crime brincaram de filmezinho de assalto í  banco ao explodirem um andar inteiro da agência do Banco do Brasil (o Banco que é nosso, dos brasileiros). Chegaram lá sabendo que não havia guardas, somente alarme e Câmeras. Para prepararem-se para enfrentar as Câmeras, vestiram toucas-ninja. Para enfrentar o alarme, trataram de ir pegando reféns pela rua, como se pega galinhas em galinheiro rumo í s panelas. Usaram os simples viventes como escudo humano, quando da chegada da BM, já esperada pelos ladríµes. Pronto, o assalto estava feito! Chegou a BM, como era esperado, e os bandidos, provavelmente dopados por cocaí­na (maconha não é, não daria esta coragem, embora a droga inofensiva a terceiros seja considerada crime como a cocaí­na), riam e davam tiros contra os militares. A guerra ocorreu em 200 metros da Avenida Barão do Rio Branco. í‰ que tiros de fuzil 556 (usado em guerras) foram disparados pelos bandidos contra brigadianos na Caixa Federal, há duas quadras do banco onde aconteceu o assalto.

Os bravos homens do Batalhão da BM de Torres enfrentaram os inimigos com profissionalismo. Como em primeiro lugar esta em jogo as vidas de civis, não atiraram contra os ladríµes que os usavam como escudo humano. Atiravam somente contra algum bandido afoito, e mesmo assim não acertaram ninguém.   Mas os policiais recebiam tiros dos espertinhos ladríµes que foram deflagrados para acertar. Felizmente ninguém se feriu.

 

Resumo da ópera

 

Os ladríµes roubaram a quantia ainda não divulgada de nosso Banco, o Banco do Brasil. Não se preocupe leitor. O seguro paga tudo e mais um pouco.   Portanto, não haverá prejuí­zo para os brasileiros, donos do BB.  Provavelmente o senhor aí­ da cadeira vai ter de pagar somente mais uma taxinha daquelas que vem no estrato bancário, por conta do aumento do premio anual do seguro, que deve aumentar após o ocorrido, pois é assim que funciona o cálculo dos seguros no Brasil, diga-se de passagem, somente ultrapassados no desrespeito ao consumidor pelos altos preços justamente pelas taxas de juros dos Bancos, dos Bancos inclusive nossos, dos brasileiros.  Isto se o senhor ou a senhora aí­ da poltrona tiver o privilégio de ter conta em banco, como os juí­zes e altos funcionários públicos do primeiro escalão são obrigados a ter, pois ganham de R$ 24 ml para mais e não há como guardar tudo isto embaixo do colchão, mesmo os atuais king-size.

 

Busca dos larápios

 

Os bandidos estão sendo perseguidos por uma força tarefa da BM de toda a região e da Polí­cia Militar. Há apoio do BOE, da capital, e apoio, inclusive, da polí­cia do Estado de Santa Catarina, afinal, o Passo de Torres é como se fosse um bairro de Torres. De pista até agora, fora muitas fofocas descritas na cidade em divulgadas em jornais que se dizem grandes como Zero Hora e Correio do Povo, todas sem fundamento e com fontes questionáveis, as autoridades só divulgam que foi encontrado um automóvel suspeito, um Pólo, preto, encontrado na Praia Itapeva, abandonado, sem placas e com pó de extintor de incêndio espalhado pelo carro para esconder as digitais.

 Outras pistas? í‰ claro que a polí­cia deve ter, mas, responsavelmente, esconde da sociedade para não colocar por água abaixo as investigaçíµes. O comandante de um dos batalhíµes da BM de Torres, tenente Bruhn e o delegado de polí­cia da cidade Celso Jaeger, afirmaram para A FOLHA que estão trabalhando para, em breve, poder dar a noticia que pegaram os espertinhos, os covardes bandidos da sociedade brasileira. Os bancos, inclusive o nosso banco, o Banco do Brasil, que já está praticamente remodelado não anunciam novidades, alem das taxas de juros. Quanto í s medidas de seguranças adicionais, esperam que venham leis especí­ficas. E a eleição está aí­.

 


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