A ministra das Relaçíµes Institucionais, Ideli Salvatti, disse na segunda-feira (5) que o governo não se oporá í votação da regulamentação da Emenda Constitucional n º 29 “ que fixa percentuais mínimos a serem investidos anualmente em saúde pela União, por estados e por municípios. Perguntada se o governo iria se opor í votação, Ideli disse: Ninguém vai ser contra. A ministra participou da posse dos dois ministros que tomaram posse no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Aurélio Buzzi e Marco Aurélio Bellizze.
Ideli também voltou a dizer que o debate está aberto no Congresso Nacional e que a presidenta Dilma Rousseff espera que haja capacidade de se chegar a alguma alternativa. O que a presidenta tem dito é que uma mera votação não acrescenta recursos nem será a solução.
A ministra também disse que a melhoria da saúde se dará com o aporte de novos recursos se a Câmara tiver condiçíµes de estabelecer esse debate. Os governadores estão vindo e trazendo sugestíµes. Nós esperamos que o mês de setembro traga não só a primavera, mas também a solução para a saúde. A votação do projeto foi marcada para o dia 28 de setembro.
A Emenda 29 é do ano 2000. Ela obrigou a União a investir em saúde 5% a mais do que havia investido no ano anterior e determinou que nos anos seguintes esse valor fosse corrigido pela variação nominal do Produto Interno Bruto (PIB). Os estados foram obrigados a aplicar 12% da arrecadação de impostos em saúde e os municípios 15%. A regra era transitória e deveria ter existido até 2004, mas continua em vigor por falta de uma lei complementar que a regulamente.


