Jornais testam sistema para cobrar acesso a conteúdo
22 de janeiro de 2011
Jornais do mundo todo se questionam diariamente como cobrar pela leitura de artigos online sem haver perda de leitores e de receita publicitária. Uma provável resposta pode estar sendo apresentada por um grupo de pequenas e médias publicaçíµes dos Estados Unidos. De acordo com reportagem publicada no dia 17 pelo jornal The New York Time, o editor Steven Brill, responsável pelo projeto Journalism Online, que desenvolveu um sistema que permite a jornais cobrarem dos visitantes mais assíduos, analisou dados preliminares das publicaçíµes que adotaram a ferramenta. Apesar das previsíµes em contrário, ele constatou que não houve redução significativa de receitas publicitárias e de tráfego. O tamanho da amostra de dados de Journalism Online, no entanto, foi pequeno “ duas dúzias de títulos. Além disto, o estudo também não permite afirmar o que ocorreria em se tratando de grandes jornais.
De acordo com o NYT, os resultados iniciais mostraram que os jornais tiveram sucesso com o modelo de pagamento, fixando um limite para o número de artigos de visitantes que podem ler gratuitamente a cada mês. A medida é aplicada somente aos visitantes mais assíduos. O estudo de Journalism Online identificou queda entre zero e 7% nas visitas únicas dos sites. O índice de page views caiu até 20%. Os editores não relataram declínio em receitas publicitárias.
Para a realidade americana, a sugestão de Brill é que os jornais definam um número de leitores livres com permissão de acesso de cinco a 20 artigos por mês. A sugestão de valor para assinatura mensal varia entre US$ 3,95 e US$ 10,95. Com exceção de The Wall Street Journal “ que colabora no projeto de Brill “, os sites de grandes jornais americanos têm acesso livre. O NYT planeja adotar sistema de cobrança ainda em 2011.
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