Luto: a intensa dor da perda

21 de janeiro de 2011

O processo de luto é uma reação í  perda de algo que afetivamente era importante, seja a morte de uma familiar querido, o rompimento de uma relação amorosa, perda do emprego. No iní­cio do processo, primeiro aparece uma reação de choque, depois a negação, inconformismo, depressão e por fim a aceitação.  

í‰ preciso vivenciar o luto em todo seu processo doloroso para que possa ser elaborado. Sentir-se triste, desanimado, chorar são reaçíµes naturais e esperadas no luto normal. A pessoa enlutada se sente invadida por sentimentos de desamparo, solidão, angústia, falta de interesse pelo mundo, retraimento, sentimento de culpa, também   são freqí¼entes. Além destes sintomas psí­quicos, podem ocorrer sintomas fí­sicos, tais como: aperto no peito, falta de ar, insí´nia, cansaço, perda de apetite.  

 Apesar de ser um processo muito difí­cil, a dor não deve ser negada. Ao contrário do que muita gente pensa, falar com a pessoa enlutada sobre a dor  se trata de um processo fundamental, ao invés de evitar o assunto, acreditando que assim pouparia a pessoa do sofrimento. Em geral, o luto é um processo de longo prazo, e as mortes traumáticas, inesperadas costumam demorar mais tempo para serem elaboradas. Após este perí­odo é esperado que a pessoa retome sua vida normal, podendo, ainda, haver momentos de recaí­da, principalmente diante de datas que remetam í  perda como Natal, aniversário, etc.  

 Em alguns casos, o processo de luto ocorre de forma patológica, quando, por exemplo,  a  pessoa age como se nada tivesse acontecido, não se permitindo sentir dor. O problema é que o sofrimento fica reprimido e um dia pode se romper   de forma intensa e abrupta. Outro caso seria quando a pessoa não consegue sair do luto, superá-lo, não se recuperando e se desfazendo dos objetos que lembram o morto, não conseguindo retomar suas atividades.   Nestas situaçíµes é necessário a ajuda de um profissional.      


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