O secretário de Tributação, Controle e Atendimento ao Cidadão de Torres, João Oriques, é o mais novo nome dentro do PMDB que irá concorrer internamente para ser o candidato í prefeito de Torres pela sigla, em outubro deste ano. Ele irá somar seu nome aos de Pardal, Gimi e José Ivan Pereira, estes já abertos como pré-candidatos também no PMDB anteriormente.
Conforme Oriques, que pessoalmente comunicou sua decisão em visita oficial ao jornal A FOLHA, a opção saiu de dentro do partido. Alguns expoentes do PMDB o chamaram, colocaram a ele a possibilidade estudada pelo grupo interno, e ele aceitou…
João acha que é uma solução diferenciada para a escolha do partido. Ele lembra que está dentro da prefeitura há quase oito anos e que participou na cúpula das decisíµes das duas campanhas, a da eleição e reeleição de João Alberto, em 2004 e 2008. Mas o que motivou mesmo João Oriques foi o nascimento de seu nome: vindo de dentro do partido.
João é formado em Administração de Empresas.
Caminho da Santinha: o problema já existia no século IX…
"Pelos inícios desta Primavera desabou da falésia do Farol uma enorme pedra. Por sorte não atingiu alguém ou alguma casa. Caiu sobre o caminho que circunda Torres pelo lado do mar. O fato repercutiu até na imprensa da Capital que logo procurou culpado. Trata-se, contudo, de fení´meno natural que dificilmente se poderia atribuir a causa humana predominantemente"
Tirando a "repercussão na imprensa da Capital" parece noticia recente, mas é de 1989 e consta da crí´nica do R. Ruben Ruschel, de 10/11/1989. A descoberta foi feita por Tommaso Mottironi, membro do grupo da rede social Facebook chamado Em defesa da manutenção do Caminho da Santinha. Ele alerta para a recorrência do risco, desde séculos passados, e sobre a causa: natural.
Portanto, é saudável que o MP alerte, que a prefeitura investigue, que se faça algo… Mas nunca será coerente o fechamento do local: trata-se de um evento natural, que poderá ou não ocorrer, tanto em um dia como em um século. Somente teóricos da conspiração podem alegar o absolutismo do risco.
Exageros í parte…
Foi um sucesso o Carnaval de Rua de Torres. í‰ de se registrar que dificilmente nossa cidade não será, daqui a poucos anos, considerada referência de Carnaval de sucesso em veraneios, concorrendo com folias da Bahia, e até do Rio, é claro nas devidas proporçíµes.
A empresária Cláudia Miranda deve ser homenageada pela coluna. Foi ela a idealizadora da idéia e é ela ainda que coordena a qualidade do evento e seus progressos, agora muito bem ajudada pelo nosso secretário de Turismo Roniel Lumertz, que teve a humildade de aceitar a idéia e o profissionalismo de melhorar o que é possível, além do apoio, essencial para o sucesso do evento.
Mas há de se ter cuidado com os excessos. Tem que se ter em mente que Torres abriga no veraneio muita gente que sequer quer saber de Carnaval. E muitos destes moram ou se hospedam no local onde a festa rola quando encerra o desfile. Profissionalismo é também olhar na frente e tentar manter o clima, evitando futura incomodação, que virá, sem dúvida, caso o formato se mantenha.
Uma idéia a ser avaliada é a de o Carnaval ser ambulante. Como no início, na Avenida Barão do Rio Branco, a folia poderia ser referenciada por percorrer a cidade durante toda a noite. Aí todos têm a chance de ver o bonito e descontraído desfile, como todos terão sua meia hora de barulho e festa em frente de suas casas ou hotéis, mas saberão que aquilo termina, em algumas dezenas de minutos. Fica a idéia.
Mas parabéns í todos os organizadores da festa deste ano. Torres já tem outro evento de destaque em seu calendário turístico, de igual para igual com o Reveillon e o Balonismo.
Exageros a parte II
A vereadora Professora Lú também elogiou o Carnaval de Torres, diga-se de passagem, todos os edis assim o fizeram na sessão da Câmara da última quarta-feira (22). Mas Lú chamou a atenção para alguns exageros de permissividades conforme seus conceitos e conforme as leis brasileiras.
Ela reclamou que a festa de rua teria recebido menores de idade bebendo álcool e algumas meninas, também menores, com trajes pouco morais para a idade, qual seja, conforme Lú, com o corpo í mostra além do admissível para menores de idade.
A vereadora pediu mais atenção do Conselho Tutelar para os eventos seguintes. Mas eu, particularmente, lembro que as mães destes menores é que deveriam se ligar. Se comprovado, deveriam também (as mães) serem punidas, pois a lei é clara e os responsáveis pelos menores são seus pais.


