Mais um fantasma contra as obras em Torres

9 de julho de 2010

 

Espaço para Marina

 

   

Continua a falta de ideologia clara dos dois principais concorrentes í  cadeira de presidente da república no Brasil. José Serra (PSDB) e Dilma Roussef (PT) entraram na campanha e mais parece que a disputa ficará entre a empatia dos candidatos. Dilma parece um poste do governo Lula; não entra com nenhuma novidade e insiste em afirmar que o Brasil é outro por conta da administração de Lula nos últimos oito anos. Serra não quer entrar nesta linha de debate e diz que sabe fazer muito melhor tudo que Lula fez, só não diz como.  

E a candidata Marina Silva (PV) entra na disputa com vantagens neste caso. Além de ser a única candidata (com chances), que mostra novos paradigmas de administração pública, ainda inova diariamente no formato de fazer polí­tica. Foi a primeira a se inscrever oficialmente; foi a primeira a declarar os gastos de campanha e o patrimí´nio; e agora entra com um novo formato de militância, motivando que simples viventes, nas cidades, nos bairros, nas ruas do Brasilzão, optem, sem custos de campanha, por criarem comitês de apoio í  candidata, independente dos partidos que os eleitores são se são filiados ou não, enfim: uma simples vias de duas mãos, onde, por um lado, alguém acredita na candidata e na sua fragilidade econí´mica no pleito e opta de forma voluntária, sem contratos, a apoiá-la; recebendo de contrapartida mais chances para uma candidatura que apresenta um formato de administrar o Brasil inovador, o único ganho do militante, diferente dos cargos que outros militantes tradicionais exigem após o pleito, caso o candidato seja eleito, no formato antigo de fazer polí­tica.  

Tenho certeza que Marina Silva deverá crescer abruptamente nos próximos dias nas pesquisas.

 

     

Segundo turno?

   

Aqui no RS a campanha também continua parecida como antes, parece que o primeiro turno será uma eleição entre a esquerda para definir quem vai para o segundo turno, com altas chances para a candidatura de Tarso Genro, que somente terá bastante voto roubado pelos eleitores do PSOL, do PSTU e do PV; e a eleição da definição dos partidos de pensamento mais liberal que farão, aí­ sim, um belo embate entre as candidaturas encabeçadas pelo PMDB e PSDB. Neste caso haverá disputas acirradas entre Yeda, apoiada por Amélia Lemos, e de Fogaça, com a força da sigla PMDB e do fiel PDT, embora na questão do palanque, favorável í  Dilma pela militância do PDT, não seja o mesmo pensamento dos peemedebistas gaúchos, muitos deles ainda não tendo digerido a coligação PMDB/PT em Brasí­lia, e apoiado Serra abertamente.

 Os votos do PTB e do DEM se dividirão entre Yeda e Fogaça, pois os partidos deixaram os militantes livres. Conforme for, o PV também pode roubar votos do PMDB ou do PSDB, pois o partido ultimamente está mais ligado aos projetos liberais do que os centralizados.

Se houver uma pisada na bola de um dos partidos da eleição entre as siglas liberais, o PT de Tarso pode facilmente vencer o pleito já no primeiro Turno. Mas existe o discurso do PSOL, que vai bater em todo mundo e pode sobrar para o PT, fazendo com que outro candidato também ganhe a eleição no primeiro turno, pelo abandono de militantes petistas mais liberais í  proposta de continuidade do governo Lula proposto por Tarso para o Estado.  

 

   

Campanha pela WEB

 

 

   Não acredito que algum candidato consiga decidir sua eleição usando a internet, como muitos acham que podem após o exemplo dado por Barack Obama na eleição dos EUA para a presidência. O presidente dos Estados Unidos foi eficiente na net porque seu apelo era para que as pessoas que acreditassem nele entrassem na corrente de apoio, doassem dinheiro, abrissem comitês, dentre outras novidades. E para isto tem que ter uma proposta inovadora e viável, do tipo nos podemos ( We can)…

Mas existem candidatos que se colocam na web como se fossem mercadorias para compra, gastando dinheiro para isto, o que acaba até incomodando o eleitor. Quem vai ganhar dinheiro aí­ é o pessoal de TI, que será contratado í  peso de ouro para as campanhas, mas não acredito que o resultado seja muito grande, pode até ser bola nas costas em alguns casos.

 

   

Mais um fantasma contra as obras em Torres

 

   

Se não bastasse a maratona que os municí­pios precisam percorrer em Brasí­lia para conseguir verbas federais para obras nas cidades, agora, época de eleição federal e Estadual, outro fantasma bate nas portas de nossos prefeitos e, naturalmente, nos muní­cipes de todos os municí­pios. Trata-se da chamada Licitação Vazia. í‰ que a Caixa Federal, saudavelmente, aperta os valores pagos pelas obras do governo federal; e aí­ os empreiteiros escolhem primeiro outras obras, que são mais importantes pelo perí­odo eleitoral, para satisfazer os polí­ticos que encaminham as mesmas para seus redutos eleitorais, e consequentemente recebem orçamentos mais flexí­veis pela pressa… Vide a BR 101, que já está o dobro do orçado…  

E a Prainha, aqui em Torres, por exemplo, é uma das ví­timas desta mazela nas obras públicas. Falei com a responsável pelos projetos da prefeitura de Torres e ela me disse que já foram feitas duas licitaçíµes para a obra de reforma daquela praia. As duas foram vazias. Deve sair outra ainda em julho e temos de torcer para que as obras emergenciais do governo federal e estadual no Estado estejam prontas. Aí­ deverá se apresentar mais uma empresa, e, se ganhar, a obra propriamente dita começa 60 dias após. Isto quer dizer que entraremos verão adentro com obras na Prainha…    

O bom disto tudo, para consolo de simples viventes como nós, é que os recursos já estão em contas vinculadas, esperando que as etapas da obra sejam cumpridas para serem liberados. Isto quer dizer que a Prainha terá reforma, seja lá qual for o governo que estará no poder. Isto também é fato para mais outras várias obras como a Praia Grande (Calçadão), dentre outras. Mas pelo jeito, estas outras deverão ficar para o ano que vem.

 

 

    E os asfaltamentos?

   

Outras obras que esperam somente que apareça empreiteira são a Rótula da Ulbra, o acesso a ponte de concreto entre Torres e o Passo e agora mais muitos e muitos metros de asfalto novo e tapa buracos. Parece-me que se, de uma hora para a outra, todas as obras iniciassem ao mesmo tempo, seria quase impossí­vel trafegar na cidade… Diariamente a prefeitura anuncia novas conquistas de obras de asfaltamento para a cidade, e poucas estão iniciadas. Mas que a cidade se torne intrafegável… Se for para, após, enxergarmos outra cidade, vale í  pena… Se vale!

 

   

Uma avenida completa e exemplar  

   

A Avenida Silva Jardim vai ser asfaltada até a beira do rio Mampituba. Para mim, após a nova pavimentação, a rua vai ficar a mais bonita da cidade. Ela é larga, passa pelas quatro praças, é arborizada e liga a lagoa do Violão até o Rio Mampituba, uma rota mais que turí­stica. Bom para os donos de imóveis daquela linda avenida, que vai ficar ainda mais bonita, e bom para o turismo da cidade, que terá uma rua linda ligando uma lagoa linda í  Rota Gastroní´mica…

 

   

Pavimentação nos bairros

 

 

   Outra obra de extrema importância para a melhoria da autoestima da população mais simples da cidade é a pavimentação de ruas do bairro Guarita, que se transformarão de ruas de saibro em rua pavimentada… Para quem mora o local é um alí­vio, pois o pó em dias secos e o barro em dias de chuva não mais estorvam os moradores, a maioria deles pedestres porque não têm dinheiro para ter um carro. Para uma famí­lia trabalhadora simples e que batalha dia a dia pelo pão, este tipo de ação em alguns casos muda completamente o jeito das mesmas enxergarem a vida. E, alem disto, valoriza os imóveis para que o bairro comece a receber melhorias nas casas nas ruas reformadas.                      


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