Mais uma sessão extraordinária da Cãmara aprova três projetos polêmicos

11 de julho de 2011

Na polí­tica as coisas se repetem. Quem está no poder pede para contratar e quem está na oposição geralmente rejeita, ou ao menos reclama. O argumento da situação é sempre o necessário aparelhamento da máquina publica para trabalhar, quando nem sempre é isto que acontece. Já o insistente argumento da oposição é na maioria das vezes a veia polí­tica das contrataçíµes. Dizem os opositores que se trata de aparelhamento polí­tico a casuí­smo, quando em muitas vezes não é este o verdadeiro teor nas atitudes da situação. O eleitor deve nestes casos (sempre) escolher em quem acreditar. O processo se repete em todas as esferas do poder, nas cidades, nos Estados e na Nação.    

 í€ pedido da prefeitura e após sessão extraordinária na semana passada, realizada no dia 30, a Câmara Municipal de Torres realizou mais uma sessão extraordinária após o recesso que iniciou no dia 1 º de julho na última quarta-feira (6), í s 16 horas. Na pauta os três projetos que foram adiados de discussão e votação na semana anterior, também em sessão extraordinária. As votaçíµes e discussíµes foram polêmicas e a oposição reclamou sobre o porquê de deixar este tipo de assunto para ser votado nos recessos, sem participação do povo e sem a transmissão das rádios da sessão.  

          Oposição votou contra em bloco.   Presidente Gimi (PMDB)

não precisou desempatar

 

A oposição se posicionou em boco contra a aprovação de dois projetos. Mas a maioria de vereadores da base aliada acabou conseguindo sua aprovação. O presidente da casa, vereador Gimi (PMDB), não precisou votar para desempatar, e acabou ficando isento de posicionamento formal, já que não defendeu os projetos do governo, assim como nenhum outro membro da base utilizou a tribuna para defendê-los.  Os vereadores José Ivan Pereira (PMDB), Tiago Silva (PMDB), George Rech (PTB) e Betão da Cal (PPS), base aliada, votaram a favor dos três processos, conseguindo sempre as aprovaçíµes.  

No processo 55/11, o vereador Rogerinho (PP) criticou o número de cargos requeridos pela municipalidade para um projeto que, conforme ele, busca melhorar o atendimento odontológico publico na Saúde de Torres.  Ele criticou a contratação de, conforme disse, um enfermeiro para planejar e coordenar as operaçíµes de atendimento bucal; de um farmacêutico que receberia R$ 2,6 mil para fiscalizar as farmácias locais e de uma psicóloga para atender os próprios funcionários da Saúde Pública. Temos o CAPS para atender estes casos, trata-se de um processo de contrataçíµes polí­ticas para mim, disse Rogerinho.    

Já a vereadora Lú (PT) também achou o processo estranho e se posicionou contra.  Sempre voto a favor da Saúde, mas não vejo nada   de excepcional nestas contrataçíµes. E os funcionários atuais, pergunto, cumprem os horários? Vou pedir informaçíµes, afirmou Lú. Já o vereador Brocca (PP) foi mais radical. Vou votar contra porque vejo falhas do processo. Votaria a favor em algumas partes, mas já que veio desta forma eu vou votar contra tudo, disse. Está se formando uma ditadura feita pelo PMDB, que sempre se disse a favor da democracia, sugeriu Brocca. Estão comprando todo mundo com cargos para se manterem no poder, desabafou. Os três vereadores da oposição votaram contra: Brocca (PP) Rogerinho (PP) e Lú (PT).

   

Oposição diz que contrataçíµes são um casuí­smo

   

O processo substitutivo 17/11 também repetiu o formato de discussão. Os vereadores Brocca (PP), Rogerinho (PP) e Lú (PT) votaram contra. Para eles todos se tratou de um casuí­smo da municipalidade, que estaria contratando pessoas para ajeitar parcerias polí­ticas novas, sem citar que parcerias seriam estas.   Já os vereadores da base aliada votaram a favor, mas também não se manifestaram na tribuna defendendo o mérito da matéria.    

Brocca disse ser decepcionante o processo. Estão criando cargos para trazer partido para dentro da prefeitura, vamos parar de gastar, isto é compra direta, disse Brocca.   Já a professora Lú também afirmou que mais parece um casuí­smo o processo. Concordo em colocar alguém que tem segundo grau com um salário mais alto, mas discordo em dar para outro cargo salários de pessoas que teriam curso superior quando neste caso o servidor somente possui segundo grau, disse.

   

Projeto aprovado por unanimidade recebeu várias emendas

   

O projeto 46/11, sobre o convênio com o Hospital Navegantes, foi aprovado por unanimidade, mas com várias emendas, que obrigam o Hospital que se adapte em procedimentos e horários para poder receber os recursos conveniados.   Foram várias pequenas emendas com parágrafo, que até o fechamento desta edição A FOLHA não teve possibilidade de ter acesso.   Pela falta de defesa em tribuna, a aprovação parece que recebeu apoio unânime dos vereadores antes de entrar em pauta na sessão. Todas as emendas foram aprovadas por unanimidade assim como o projeto.

 Mais detalhes sobre os projetos podem ser obtidos no site da Câmara de Vereadores de Torres.

 


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