Medidas de controle cambial na Argentina devem diminuir o numero de hermanos” no verão torrense

5 de novembro de 2012

 

As recentes medidas de controle do câmbio que o governo da presidente da Argentina, Cristina Kirchner, vem tomando desde o fim de outubro de 2011, devem reforçar a tendência de redução no número de turistas argentinos que virão passar o verão aqui   em Torres, bem como em Santa Catarina. O quadro é parecido com o que ocorreu em 2001, ano da histórica crise econí´mica argentina

Acostumados a poupar em dólares, os argentinos estão praticamente proibidos de comprar a moeda norte-americana no mercado oficial. A medida do governo visa conter a desvalorização do peso e a disparada do dólar no mercado paralelo, de grande importância na Argentina.

 No turismo, os controles do mercado de câmbio condicionam a compra e a venda de dólares í  comprovação do destino, data e motivo da viagem. Recentemente as medidas chegaram até aos cartíµes de crédito: a Afip (Administração Federal de Rendas Públicas) fiscalizará a remessa que a operadora tem de fazer para pagar os consumos feitos fora do paí­s.

 

Turismo argentino deve diminuir principalmente nas classes mais baixas

 

O aperto cambial afeta menos as classes mais altas, com maior facilidade de comprovar reservas em moeda doméstica. Isso porque, ao viajarem para o Brasil, só poderão retirar reais de suas contas em pesos se tiverem uma caderneta de poupança em dólares na Argentina. Como apenas 30% dos argentinos tem conta bancária (por conta da crise de 2001), a dificuldade de adquirir moeda estrangeira é muito elevada.

João Eduardo Amaral Moritz, presidente da Câmara Empresarial de Turismo, comentou que as agências de turismo argentinas continuam vendendo pacotes para Santa Catarina (com passagens aéreas, transfer e passeios inclusos), assumindo os serviços de câmbio e comprovação. Essa, porém, é uma forma mais cara de viajar para o nosso paí­s. O turista que mais está sofrendo é aquele que vem de automóvel e í´nibus, conclui.

Ainda que o número de turistas argentinos perdeu força, o setor continuou a crescer de maneira forte em virtude da expansão do mercado interno. A expectativa da Fecomércio-RS é de que tanto o movimento quanto o faturamento continue crescendo na temporada de verão em 2012/2013.

 

 

As restriçíµes cambiais de Cristina Kirchner evem influenciar o perfil do turista argentino de duas formas:

 

1)Chegarão a Torres e ao litoral catarinense os argentinos de maior poder aquisitivo, seguindo a mesma tendência que se desenhou após a crise 2001. Isso porque, além de terem mais facilidades de lidar com as novas medidas, as restriçíµes a viagens para a Europa e os EUA são ainda maiores e, por isso, as classes mais altas podem optar por vir para o Brasil;

 

2) Em paralelo, o turismo das classes mais baixas e menor poder de compra (que chegam de carro e í´nibus) continuará diminuindo.

 

 


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