Muito Cacique, pouco í­ndio

18 de março de 2012

 

Pedágio ou não pedágio no RS? Secação de gelo!

 

 

A questão de ter ou não ter pedágios nas estadas é antiga e fará história na polí­tica gaúcha. A pergunta que a opinião pública faz sempre é a seguinte: queremos ou não queremos pedágio? Ora é claro que não. í‰ o mesmo que perguntar para um cliente no restaurante se ele quer pagar a conta ou prefere almoçar de graça…

A resposta absolutista para isto é a seguinte. Ter ou não ter pedágio e o preço dos mesmos depende do estado que a possí­vel concessionárias receberá a rodovia pedagiada. O governo tem, sim, a opção de fazer a vontade do povo: não cobrar nada. Mas aí­ teremos as estradas gaúchas esburacadas como a maioria hoje, pois se o governo estampa que não tem dinheiro para nada a não ser  para pagar os custos fixos, não cairá de árvores notas de 100 reais para que viabilize a manutenção da malha rodoviária do Estado, muito menos o asfaltamento de mais vias.

Se o governo e o povo querem estradas boas e não têm dinheiro, só resta terceirizar a manutenção dos trechos ou de estradas inteiras. Se a estrada está boa e o governo garante participar de possí­veis aportes para recapeamentos em alguns trechos no futuro,  o pedágio será barato.   Agora, se a estrada está em petição de miséria e o governo exige que a estrada fique boa e a concessionárias arrume tudo e duplique a via em dois anos o pedágio será mais caro, não acham? Falei algo que uma criança de 12 anos não entenderia? Acho que não.

Mas o governo do RS contratou uma consultoria carí­ssima, de milhíµes e milhíµes de reais, para mostrar isto para ele. O governo Yeda já havia feito isto, mas o governo atual não acredita no trabalho feito pela Fundação Getúlio Vargas para o governo Yeda, que por sua vez não deve ter acreditado em outro trabalho anterior do governo Rigotto. E o pior é que a resposta será sempre a mesma. A estrada X, na situação Y, necessita de investimento Z. Caso isto seja feito pelo Estado antes de entregar í  concessionária, o pedágio será baixo. Mas caso o governo queira fazer o óbvio: pedir para a concessionária arrumar e duplicar as estradas, pois não tem dinheiro para isto, o pedágio será caro. Simples como ovo frito. Mas os polí­ticos querem planilhas extensas que provem isto, par depois não fazer ou cobrar pedágio caro, as únicas saí­das.

Isto já se chamou Duplica RS no governo Yeda Crusius, mas foi bombardeado pelo PT e seus comparsas na Câmara. Não saiu. Agora deve ver com outro nome, ou justificativas fugazes, como sempre.      Mais uma vez digo: bom é ter consultorias. Se ganha milhíµes para se saber que adiante será encomendado a mesma coisa, basta trocar o governo.

 

Cadê o abono?

 

Os professores estaduais fizeram greve de três dias com adesão quase que total em Torres e parece que no Estado inteiro. Eles querem o pagamento do piso salarial, que é lei federal aprovada. Acho que não vão levar embora mereçam.

No governo anterior, a secretária Marisa Abreu propí´s abono salarial para as classes mais baixas, e paciência para que o Estado negociasse com o governo o í´nus do pagamento do piso. Propí´s também a meritocracia.

 Neste governo, não apareceu sequer o abono para os mais baixos. Os salários baixos estão sendo tratados da mesma forma que os salários altos. E a meritocracia se repete, só que com outro nome.

Trata-se de, mas uma repetição da mesma novela, somente falada em outra lí­ngua. E os pais de alunos assistem ao espetáculo polí­tico.     E os professores, nem abono?

 

 Muito Cacique, pouco í­ndio

 

Chega! Chega? Não dá mais para as autoridades federais e estaduais ficarem cuspindo regras para os torrenses. São almofadinhas trancafiadas em salas climatizadas, vestidos de pinguins, que tratam de despachar decisíµes esdrúxulas. E a cidade e seus moradores que se danem.

O MP Federal mandou que Torres tivesse 100% de esgoto captado e tratado até o ano de 2014. Já estamos chegando á 82%, quando a média do Brasil não chega a 30%. Mesmo assim, promotores e juí­zes arrotam sentenças fedorentas e fazem com que cidadãos fiquem correndo atrás do rabo para saberem o que fazer. Foi o que aconteceu no caso das notificaçíµes emitidas pela prefeitura para que muní­cipes construam e provem com laudos técnicos fossas assépticas com padríµes europeus, praticamente usinas de tratamentos de esgoto domiciliares. Isto foi feito por exigência do MP Federal. Se o prefeito não faz, vai preso.

Quem vai tratar de despachar a demissão destes pinguins burocratas? Ninguém, eles têm estabilidade de emprego e nem Deus consegue demiti-los, só após a morte.

 

Muito Cacique, pouco í­ndio 2

 

A Vila São João pede, com MUITA razão mais segurança para o bairro. í‰ importante lembrar que a Vila tem mais de 8 mil habitantes, se contar o interior junto. Não e de graça que o local pleiteia ser transformado em municí­pio, o que pode acontecer até 2015, com eleiçíµes locais já em 2016.   E com a duplicação da BR 101 ficou fácil para os larápios agirem por lá. Saí­das rápidas e asfaltadas em muitos casos não faltam.

Mas a Brigada Militar de Torres não recebe aumento de efetivo suficiente. Deveria ter lá uma viatura fixa com soldados nas ruas em apoio í  mesma, 24 horas por dia. E sem efetivo, não dá. Dizem que a Polí­cia Civil de Torres está tão aviltada por falta de pessoal que corre o risco de não poder fazer plantão nas noites. E pessoal? Nada.

Mas o governo Tarso tratou de contratar 500 CCs pensantes para o governo com salários bastante altos, alguns de Marajás, como o de secretarias especiais. Além disto, vem trabalhando para aumentar custos fixos saindo de terceirizaçíµes. Digam-me: Como o governo irá resolver a falta de recursos para a segurança? Como irá colocar mais brigadianos nas ruas se não consegue sequer pagar salários dignos para soldados e para patentes mais baixas da corporação?     Como irá conseguir pagar o piso salarial para os professores sem caixa? Não sei, sou um otimista de nascença, espero que resolvam esta equação quase que irresoluta.

E a Vila São João deverá rebolar muito para conseguir seu justo pleito. Os caciques não vão dirigir viaturas, fazer rondas, ficar í  noite campanando vagabundo. Eles mandam fazer, mas falta $$$!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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