O relatório
A América Latina e o Caribe receberam US$ 153,4 bilhíµes (R$ 296,2 bilhíµes) em investimento estrangeiro direto (IED) no ano passado. Essa cifra simboliza 10% de todo fluxo monetário estrangeiro mundial em 2011, valor superior ao recorde histórico de US$ 137 bilhíµes, registrado em 2008.
As informaçíµes constam de um relatório apresentado na última quinta-feira (03) pela Comissão Econí´mica para a América Latina e o Caribe (CEPAL).Comparado ao volume de ingressos de 2010, quando a região recebeu US$ 120,9 bilhíµes, houve alta de 26,8%. Já em 2009, por causa da crise econí´mica mundial, as entradas somaram US$ 81,6 bilhíµes.
Importância brasileira
Segundo o estudo, o Brasil foi o país que mais recebeu investimentos do exterior, respondendo por US$ 66,7 bilhíµes (ou 43,7% do total), seguido do México (19,4 bilhíµes de dólares), Chile (17,3 bilhíµes de dólares), Colí´mbia (13,2 bilhíµes de dólares), Peru (7,7 bilhíµes de dólares), Argentina (7,2 bilhíµes de dólares), Venezuela (5,3 bilhíµes de dólares) e Uruguai (2,5 bilhíµes de dólares).Desses países, Brasil, Chile, Colí´mbia, Peru e Uruguai alcançaram recordes históricos.
Já entre os maiores investidores, quem lidera a lista é a União Europeia, com 40% do total aplicado na região, seguida por Estados Unidos (18%).
Por outro lado a pesquisa apontou que houve um aumento das remessas de lucro pelas multinacionais í s suas matrizes no exterior. O rendimento de investimento estrangeiro direto transferido para os países de origem aumentou de 20 bilhíµes de dólares anuais entre 1998 e 2003 para 84 bilhíµes anuais entre 2008 e 2010. Ou seja, os investimentos estrangeiros chegam porque são rentáveis para seus países de origem.


