OPINIíO – Nosso Tema de Casa

8 de novembro de 2011

Maria Helena Tomé Gonçalves

 

                      Sempre que viajo quando volto para casa tenho uma sensação estranha de que há algo muito errado conosco, com a nossa cidade. Ao sair da Estrada do Mar e entrar no acesso para casa, um sentimento bom me invade porque voltar para casa é sempre muito gostoso, mas ao olhar a falta de cuidado com tudo, a falta de jeito com que as coisas são feitas por aqui, sinto nascer aquela sensação estranha de aluno que chega í  sala de aula sem ter feito o dever de casa.

 

                      O acesso í  cidade deveria ser um cartão postal, um belo pórtico dando boas vindas, uma boa pavimentação, um canteiro central arborizado e florido, retornos bem feitos (sem postes í  beira do caminho como no novo retorno da ULBRA), acostamento com calçadas já que estamos em perí­metro urbano, ciclovia segura para quem necessita transitar de bicicleta. Isso é tão pouco e tão fácil de fazer, entretanto…

 

                      A cidade toda está um caos. A gente sabe que as obras são fundamentais, que a colocação do sistema de esgoto é importantí­ssima, que a reforma das praças é benéfica, mas o que a gente não entende é a falta de método de trabalho, ou melhor, o método de trabalho utilizado. Não há sequência na realização das obras, é um tal começa e para, para e recomeça que não dá para entender mais nada. Antes de terminar uma coisa, já está outra começada e nada é concluí­do. O trabalho da CORSAN é lastimável. Os operários esburacam tudo. Fecham os buracos. Daqui há alguns dias retornam e esburacam novamente e a pavimentação jamais volta a ser feita em boas condiçíµes. E o esgoto ainda não chegou no IGRA Norte, ou melhor, está chegando mas não fica pronto…

 

                      Estamos contentes com as obras, queremos é vê-las concluí­das dentro de prazos viáveis sem que tenhamos essa impressão de obra inacabada, inconcluí­da, abandonada. Os retornos, as rótulas são lastimáveis. Jamais entendi o retorno (ou rótula?) para a ponte para o Passo. í‰ um entrevero de carro prá lá, seta prá cá, carro que não pode virar, carro que vira para o lado errado, ninguém entende aquilo como está agora. E a rótula da ULBRA que nunca fica pronta? E a Prainha abandonada? E as árvores que se foram sem que outras tenham sido imediatamente plantadas? Felizmente o calçamento da Praça Getúlio Vargas foi retomado e parece estar sendo feito mais rapidamente. E o resto?

                        O verão está batendo í  porta e a casa não está pronta. Mais uma vez nossa casa/cidade não está devidamente preparada para receber nossos veranistas nem nossos turistas. Quando aprenderemos a lição? Quando faremos o tema de casa no momento certo?  


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados