Número de argentinos hospedados em hotéis em Torres éigual ao da temporada passada

24 de janeiro de 2012

Muitos são fiéis á Torres e outros utilizam a cidade como pousada de passagem

 para Santa Catarina

       

Os nossos Hermanos argentinos, protagonistas principais do maior desenvolvimento que a cidade de Torres já obteve em todos os tempos, nas décadas de 1980 e 1990, continuam vindo para a cidade em menor número que naqueles anos de glória. O fator Câmbio está prejudicial e o paí­s vizinho vem tendo baixas do poder aquisitivo da classe média nas últimas décadas. Mesmo assim eles estão sempre presentes na cidade. Em janeiro, principalmente, já é normal vermos os carros de placas pretas passearem pelas ruas de Torres, assim como é normal ouvirmos a lí­ngua castelhana passando em conversas próximas aos nossos ouvidos.

   

Uma constatação clara de mudança de perfil dos visitantes do paí­s vizinho é a época escolhida. Até alguns anos atrás, era normal sentirmos a presença de argentinos na cidade a partir do dia 25 ou 26 de dezembro. Parece que os ilustres e queridos visitantes mal esperavam terminar os festejos natalinos em famí­lia para iniciar a romaria rumo í s praias do sul do Brasil, onde Torres foi o maior destaque de iní­cio. Eles queriam passar a virada e ano já na praia, e as reservas em hotéis e o aluguel de casas aquecia com os hermanos, que concorriam com os brasileiros que lotam a cidade no réveillon já há muito tempo.   Agora eles começam a chegar pelos dias 3, 4, 5 ou 6 de janeiro, e mantêm suas estradas na cidade até a metade do mês geralmente. Deve ter sido uma medida fruto da crise orçamentária deles, já que os imóveis e as diárias em Torres custam o dobro ou o triplo no perí­odo que circunda o réveillon.

 

Outra constatação ainda mais visí­vel e a utilização da cidade como uma espécie de trampolim para ví´os mais altos pelo Brasil afora. Muitos argentinos chegam í  Torres com o claro intuito de passar no máximo dois dias (muitos somente pernoitam) e seguem para Santa Catarina, ou até para outros estados de sua preferência, como o Rio de Janeiro, por exemplo.  

     Alguns hotéis se acostumaram com os argentinos e

  os argentinos se acostumaram com eles

   

Existem hotéis em Torres onde a ocupação do mês de janeiro se concentra com até 70% de argentinos. São pacotes vendidos com antecedência, onde o hoteleiro garante a receita com antecipação e os turistas garantes preços promocionais em contrapartida. Nestes estabelecimentos de hospedagem, já há uma tradicional inter-relação entre los hermanos e o funcionamento do hotel, o que sugere alta fidelidade de ambas as partes. Eles trabalham com pacotes que vão de 7 a 10 dias, onde os grupos vão trocando de turma de tempo em tempo. Estes argentinos são os que dão informaçíµes suficientes que permitem que afirmemos que eles são fiéis a Torres, pois geralmente passam seus perí­odos de férias inteiros na cidade, onde consomem e se divertem por todos os cantos, demandando os orçamentos inteiros aqui em Torres. Os hotéis que trabalham com reservas com baixa antecedência, como os da beira da praia, por exemplo, apresentam em torno de 10 %a 15%    de ocupação feita por argentinos em janeiro.  Já os hotéis da entrada da cidade e longe das praias locais são cativos para os argentinos que estão somente de passagem por Torres. Ficam somente um ou dois dias e seguem adiante, mas acabam sendo uma grande clientela por conta da alta rotatividade de viajantes que vão e vêm do Estado vizinho e de outros no veraneio.

   

Associação diz que movimento é igual ao de 2011

   

Para o presidente da Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Torres (AHRBST) Euclides Cunha, o movimento em 2012 está se comportando como o do ano anterior, tanto quantitativa como qualitativamente.   São perí­odos que se concentram em sete dias em média, onde os argentinos participam com em torno de 20% da ocupação dos leitos dos hotéis, concentrados mais ní queles que vendem pacotes antecipados.

 

Para o mesmo presidente da AHRBST, o Kidinho (como carinhosamente é chamado no meio empresarial), não houve, ainda, o fechamento dos números de forma organizada, mas há fortes indí­cios que também se confirme que o numero de hermanos argentinos que passaram pela rede hoteleira neste ano seja igual ao registrado no ano de 2011.

 


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