O aumento do emprego e da renda no perí­odo eleitoral em Torres

8 de agosto de 2012

 

 

 

Em épocas de eleição, em cidades tipicamente sazonais como Torres, há de se valorizar acima da média o impacto econí´mico que um pleito municipal ocasiona na geração de emprego e renda no municí­pio. Além das atividades em si, que movimentam famí­lias inteiras na militância de candidatos com apoio institucional familiar, que movimentam neste ano de 2012 em torno de uma centena de nomes que disputam as 13 cadeiras da Câmara Municipal, que agitam as ruas e fazem com que a disputa seja um dos assuntos mais importantes em todas as rodas de conversa de todas as classes sociais e culturais, existe a injeção de recursos na economia. Vindos de fora da cidade aumentam também as divisas; e vindos de empresas e pessoas fí­sicas locais, fazem girar com mais divisão de renda a poupança interna da cidade.

Neste ano são calculados quase R$ 2 milhíµes que serão investidos formalmente através das duas coligaçíµes partidária. Os dados são os que aparecem, pois se sabe que no Brasil, com uma economia onde a carga tributária beira 40% do que um cidadão produz, a utilização de recursos não contabilizados acaba quase que dobrando os investimentos declarados em campanhas eleitorais. Ainda mais em lugares como Torres, onde o turismo e as atividades que circundam a economia gerada pelos turistas e visitantes, são na maioria informais e muito do dinheiro faturado pelos pequenos e médios empresários acabam ficando na informalidade, sem registro contábil.

 

Exército de militantes se movimenta conforme a

estratégia, mas dinheiro e empregos vêm em boa época  

 

Os comitês eleitorais e os comitês de campanha dos vereadores utilizam quase que na totalidade dos casos, um organograma padrão de açíµes de militância pelos votos. São cabos eleitorais, muitos sem remuneração mas outros tantos remunerados por conseguirem trazer votos para candidatos, algumas pessoas marcadas em bairros da cidade que são até concorridas entre os polí­ticos; são os militantes de rua, que são contratados na maioria das vezes pelos comitês para ficarem pela cidade sacudindo bandeiras e distribuindo os chamados santinhos eleitorais; são donos de carros que são recrutados para difundirem as músicas de candidatos í  prefeito e vice e de vereadores e passearem com seus veí­culos com adesivos propagando nome, número e coligação de nomes que concorrem ao pleito, além do pessoal administrativo dos comitês, que trabalha na organização do dia-a-dia das campanhas de seus chefes temporários: os polí­ticos que concorrem í  eleição.

Ainda não há um número especí­fico de pessoas contratadas pelas  campanhas nesta eleição de 2012. í‰ que as coligaçíµes trabalham conforme a postura da concorrência e conforme os dados de pesquisa aferidos pelos coordenadores de campanha. Portanto, o número de militante é variável, mas nas ruas podem-se notar homens, mulheres, jovens e pessoas de idade trabalhando pelas esquinas. Um serviço que vem a calhar e em boa época: no inverno em um lugar onde a produção principal, o turismo e o veranismo, acontecem no verão.

 

Atividades empresariais e empregos adicionais

 

Atividades tí­picas de perí­odo eleitoral também são acionadas na cidade. São gráficas produzindo e editando materiais impressos em papel; são empresas de adesivos trabalhando para fazerem materiais para carros e outras atribuiçíµes de marketing, são postos de gasolina trabalhando mais e vendendo mais litros de combustí­vel para mover os carros da militância, são salas comerciais sendo alugadas por tempo determinado para abrigar comitês de coligaçíµes e candidatos, enfim: várias empresas de Torres atendem serviços locais e de outros municí­pios vizinhos que não possuem estrutura produtiva como na cidade, mas que também editam eleiçíµes municipais.

Regina Lima, diretora da gráfica Praiagrandense calcula que o movimento nestes meses, em ano eleitoral, aumenta em no mí­nimo 20% em relação aos mesmos meses de anos normais.    Gilberto Grossmann, dono da Gil Painéis, calcula que o aumento das vendas de sua oficina de materiais adesivos aumente em até 40%, já que a oficina recebe trabalhos até da capital. Na empresa de Gilberto, são gerados mais cinco empregos para suprir os pedidos adicionais.

Já os postos de gasolina, conforme informam parte dos donos dos estabelecimentos em Torres aumentam entre 10% e 15% no perí­odo de eleição municipal, em média, com picos maiores em momentos especí­ficos da campanha.

 

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados