O azeite de oliva: presente dos deuses para uma vida saudável e saborosa

8 de novembro de 2011

 

Por Guilherme Rocha*        

As gorduras representam 33% do total da energia ingerida diariamente. Para uma alimentação saudável, seria essencial substituir o consumo de gorduras saturadas por monoinsaturadas, como é o caso do azeite – chave para uma saúde melhor.  O azeite de oliva acompanha o ser humano há muitos milênios, e há muitos milênios que já se sabe dos seus benefí­cios para a saúde, para o paladar e até para a alma.

   

O fruto sagrado da oliveira

   

A origem da oliveira, na sua forma primitiva, remonta í  Era Terciária, anterior, portanto ao aparecimento do homem. Por volta de 3000 anos antes de Cristo, a oliveira já seria cultivada por todo o Crescente Fértil. Sabe-se que, há mais de seis mil anos, o azeite era usadas pelos povos da Mesopotâmia como um protetor do frio e para o enfrentamento das batalhas, ocasiíµes em que as pessoas se untavam dele. A propagação da cultura do azeite pelas demais regiíµes mediterrânea provavelmente deve ter ocorrido por meio dos fení­cios e dos gregos. Assim, já na Grécia antiga se cultivava a oliveira, bem como a vinha. E, desde o século VII a.C., o óleo de oliva começou a ser investigado pelos filósofos, médicos e historiadores da época em razão de suas propriedades benéficas ao ser humano.

 

Para os egí­pcios, o cultivo da oliveira teria sido ensinado por ísis. Na Bí­blia, o azeite é utilizado como sí­mbolo da presença do Espí­rito Santo. De acordo com a mitologia grega, a deusa Atenas cria uma oliveira capaz de produzir óleo para iluminar a noite, suavizar a dor dos feridos e de servir como um alimento precioso, rico em sabor e energia, a azeitona. Em Gênesis, quando as águas do dilúvio tinham cessado e a arca ainda navegava sobre as águas, o patriarca Noé teria soltado uma pomba, que retornou trazendo um ramo de oliveira.

 

   

Os muitos benefí­cios do azeite de oliva

   

                      As últimas novidades nutricionais coincidem em assinalar que o uso de azeite de oliva reduz o colesterol e ajuda a prevenir as doenças cardiovasculares. Isso devido ao seu alto teor de ácidos monoinsaturados. Além disso, numerosos pesquisadores, médicos e nutricionistas afirmam que o azeite de oliva é uma fonte rica em vitamina E, que protege contra o câncer e as doenças do coração. Por ser extraí­do da fruta e especialmente rico em antioxidantes, retarda o processo de envelhecimento celular.

 

                      Outros benefí­cios do azeite de oliva são:

 

·                 Ajuda a prevenir a arteriosclerose e seus riscos;

·                 Melhora o funcionamento do estí´mago e do pâncreas;

·                 Digere-se com maior facilidade do que qualquer outra gordura comestí­vel, não tem colesterol e proporciona a mesma caloria dos outros óleos;

·                 Acelera as funçíµes metabólicas;

·                 Produz efeito protetor e tí´nico da epiderme;

·                 Estimula o crescimento e favorece a absorção de cálcio e a mineralização.

                          O azeite de oliva é o óleo mais adequado para ser consumido tanto ao natural como em fritura. Em virtude de sua composição, o azeite de oliva mantém suas propriedades, mesmo nas temperaturas mais elevadas. Uma fritura feita em azeite de oliva, na temperatura adequada, protege o alimento mantendo suas propriedades e incorporando seus elementos positivos.      

                O azeite em nossas cozinhas

   

                Alice Maria Moreira Araujo Santos é uma cozinheira das boas. Entusiasta (e praticante) da alimentação saudável, ela conta com o azeite de oliva sempre presente no cardápio í‰ um sabor muito especial, transforma qualquer comida em uma obra deliciosa da culinária. Conta também o fato de o azeite de oliva ser muito mais saudável que outros óleos vegetais, é como se fosse um remédio. Nos paí­ses próximos ao Mediterrâneo (foco de maior tradição no cultivo das oliveiras), as pessoas tem uma saúde, longevidade e qualidade de vida maior pelo fato de consumirem o azeite com grande freqí¼ência.

 

                      Alice pensa que, mesmo com o azeite de oliva mais barato que em outros tempos, o produto ainda não é uma constante na mesa dos brasileiros O azeite de oliva é o melhor, mas ainda é muito caro e pouco acessí­vel ao brasileiro no geral. O preço do azeite está mais barato do que no passado, e existe uma grande opção de azeites com variados graus de pureza, de nacionalidades diferentes e custo variável. Mas penso que o Brasil poderia produzir o próprio azeite, inclusive porque o solo ideal para o cultivo das oliveiras é semelhante ao solo dos nossos vinhedos. Só então o azeite seria realmente acessí­vel a todos.

   

O exemplo de Caçapava do Sul

   

O Brasil é o sétimo maior importador mundial de azeite de oliva, e o segundo de azeitonas. A principal causa para isto é que de acordo com a Emater e o Ministério da Agricultura, não há registro de produção de azeite no paí­s.   Mas esta realidade está mudando.

 

Caçapava do Sul, distante 263 quilí´metros de Porto Alegre, está produzindo o que pode ser o primeiro azeite de oliva do Brasil. Ainda que em caráter experimental, a produção do óleo extra virgem e 100% puro é a prova de que é possí­vel transformar azeitonas cultivadas aqui em um acompanhamento que já faz parte dos pratos dos brasileiros. E em épocas de incentivo a cultura do azeite no paí­s, Caçapava é a cidade do paí­s com maior área de oliveiras plantadas. São mais de 120 hectares e 39 produtores. Em 2013, espera-se que Caçapava produza 2,5 mil toneladas de azeitonas, que devem culminar na produção de mais de 400 toneladas de azeite.

   

*Com informaçíµes do ClicRBS, Wikipedia e Portal Brasil.net

 

 


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