O descaso da educação brasileira: O desenvolvimento do paí­s deve começar pelas escolas

30 de novembro de 2011

 

Imagem divulgação WEB

Por Guilherme Rocha

           

O exemplo da Coréia e nossas mazelas

   

O Mundo inteiro reconhece que o desenvolvimento de uma nação é diretamente proporcional ao investimento em educação. Exemplo veemente desta relação é a Coréia do Sul, paí­s localizado no Sudeste asiático que no passado elegeu a educação como uma das prioridades de sua polí­tica de governo e atualmente colhe os resultados. Em 1960, a renda per capita da Coréia era a metade da dos brasileiros – em 2000, ela era mais do que o dobro. Isso ocorreu porque, a partir de 1962, este paí­s resolveu investir maciçamente em educação, básica e universitária, além de dar ênfase í  promoção das exportaçíµes. Isso representou ampliação do numero de escolas e criação de incentivos para estudantes de engenharia e de cursos técnicos.

 

No Brasil podemos registrar alguns projetos que foram fundamentais neste setor, embora ainda sejam necessárias muitas outras medidas. Além da Lei de Diretrizes Básicas da Educação, podemos citar o Fundef, que foi um avanço, possibilitando a universalização do ensino fundamental.

 

í‰ evidente, no entanto, que ainda não encaramos a educação como algo realmente sério. Em tempos onde se acostumamos com a erotização de crianças (insuflada pela internet), individualismo (e decadência familiar), seqí¼estros, assassinatos em massa nas estradas, gente estressada, hipocrisia e falta de caráter institucionalizado (não por todos), um sistema polí­tico distante da população (muitas vezes ineficiente e facilmente corrupto), um sistema econí´mico que prevê o pobre como massa a ser explorada (e louvando o poder do dinheiro), grandes bancos ditando o compasso de nossas vidas, pessoas alienadas distantes umas do outro pela televisão (ou pela violência, amores mentirosos, confusão mental e pontos de vista unilaterais), fica difí­cil perceber que o esforço para a melhoria da educação em nosso paí­s passa pela valorização do trabalho do professor e a garantia de melhores condiçíµes de trabalho para este profissional.  

   

Na Coréia do Sul, investimento em educação estimula desenvolvimento da nação

     

As incoerências e a falta de incentivo í  educação

   

O professor brasileiro de primário é um dos que mais sofre com os baixos salários, mostra pesquisa feita em 40 paí­ses pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) e a Organização das Naçíµes Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) divulgada, em Genebra, na Suí­ça. A situação dos brasileiros só não é pior do que a dos professores do Peru e da Indonésia.

 

Um brasileiro em iní­cio de carreira, segundo a pesquisa, recebe em média menos de US$ 5 mil por ano para dar aulas. Isso porque o valor foi calculado incluindo os professores da rede privada de ensino, que ganham bem mais do que os professores das escolas públicas. Além disso, o valor foi estipulado antes da recente desvalorização do real diante do dólar. Hoje, esse resultado seria ainda pior, pelo menos em relação í  moeda americana.

 

Na Alemanha, um professor com a mesma experiência de um brasileiro, ganha, em média, US$ 30 mil por ano, mais de seis vezes a renda no Brasil. No topo da carreira e após mais de 15 anos de ensino, um professor brasileiro pode chegar a ganhar US$ 10 mil por ano. Em Portugal, o salário anual chega a US$ 50 mil, equivalente aos salários pagos aos suí­ços. Na Coréia, os professores primários ganham seis vezes o que ganha um brasileiro.

 

O estudo mostra que, no Paí­s, apenas 21,6% dos professores primários têm diploma universitário, contra 94% no Chile. Nas Filipinas, todos os professores são obrigados a passar por uma universidade antes de dar aulas. A OIT e a Unesco dizem que o Brasil é um dos paí­ses com o maior número de alunos por classe, o que prejudica o ensino. Segundo o estudo, existem mais de 29 alunos por professor no Brasil, enquanto na Dinamarca, por exemplo, a relação é de um para dez.

 Por que há tanta diferença?


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