O dilema dos veterinários plantonistas

27 de agosto de 2011
Alexandre Rodrigues: nem sempre é possí­vel estar disponí­vel o tempo todo

Por Guilherme Rocha  

  No último sábado, Rose Sorrentino passou por um drama particular aqui em Torres. Sua cadela Pepa, uma chow chow de 13 anos, começou a passar mal naquela noite, vomitando e babando muito, sempre sedenta por água. Preocupada, Rose tentou contatar um veterinário. Ligou para quatro diferentes veterinários , mas nenhum atendeu.   Sem ter mais o que fazer, Rose esperou Pepa dormir e foi se deitar. Quando acordou, a cadela estava morta.    

  "Eu entendo que a Pepa era uma cadelinha velha, e que talvez não houvesse mais nada a ser feito no caso dela. Mas ainda assim eu preferiria ouvir isto do próprio veterinário, ao invés de ficar angustiada, impotente, sem ter o que fazer. Os cachorros fazem parte de nossa vida, a Pepa era como uma filha para mim, e agora ela se foi", diz Rose, que ainda cuida de outros 11 cães, sendo 4 filhotes. Esta falta de amparo sentida por Rose abre espaço para uma questão:   Existem médicos veterinários disponí­veis para situaçíµes de emergência como esta?  

  De acordo com o veterinário Alexandre Duarte Rodrigues, sua clí­nica presta atendimento em casos de emergência sempre que é possí­vel. "Caso alguém nos procure com uma situação emergencial, atendemos 24 horas por dia, seja final de semana ou feriado. A única condição é trazer o bichinho até a clí­nica, para possibilitar um melhor atendimento". Alexandre indica que esse procedimento é importante para garantir a saúde do animal, pois numa emergência pode ser necessária a realização de alguma medicação especí­fica ou procedimento cirúrgico , e somente a clí­nica teria aparelhagem e preparo necessário. "A única coisa que o cliente deve entender é que o veterinário também tem uma vida privada e, por mais exista boa vontade, nem sempre é possí­vel estar disponí­vel o tempo todo" destaca o veterinário.

  Já Márcio Vitório Mesquita Reck indica que, por mais que não tenha montado sua própria clí­nica ainda, um veterinário deve ter responsabilidade com os seus clientes. "Mas entendo o drama desta senhora que perdeu seu cachorro, e entendo que seria interessante caso houvesse um maior contato entre os entre os veterinários de Torres para garantir que, todo o final de semana, haja algum profissional de plantão". sugere Márcio.

 

 

 

 

Rose Sorrentino:   Os cachorros fazem parte de nossa vida, a Pepa era
 como uma filha para mim, e agora ela se foi",

 

 


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