O FUTEBOL AMADOR POR QUEM CONHECE: Entrevista com o atacante Gregory Tomé

28 de março de 2014

Nos últimos anos, Gregory Tomé vêm se destacando nos campeonatos municipais de futebol em nossa região. Com 21 anos de idade e natural de Três Cachoeiras, o jovem atacante é uma máquina de fazer gols. No ano passado, em Torres, ele foi um dos destaques do CEI Guarani, equipe do bairro Jacaré que foi campeã invicta do municipal 2013. Mesmo sem ser titular absoluto, Gregory foi peça chave para a campanha de sua equipe, com importantes assistências e 9 gols marcados, sendo o mais importante na final do campeonato (que lhe rendeu o troféu de destaque da final). Mas apesar da pouca idade do atacante, a vitória no municipal de Torres em 2013 foi só mais uma em sua carreira, que já chama atenção pelos campos do nosso Litoral. E ao jornal A FOLHA, Gregory Tomé falou sobre sua relação com o esporte, e a realidade futebol amador na região.  

 

 

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MUNICIPAL DE TORRES 2013: Gregory recebendo o troféu de destaque da final

 

 

 

A FOLHA –  Quando você era criança, jogar futebol era seu sonho para o futuro?

GREGORY – Desde pequeno sempre tive o sonho de ser jogador de futebol, e comecei muito cedo a jogar bola

 

Quando começou a competir com o futebol?

Comecei a competir com uns 10 anos, já fazendo testes e peneiras nas categorias de bases dos times. E desde então continuo jogando, só que agora apenas disputo competiçíµes amadoras.

 

Qual o motivo que te leva a jogar campeonatos municipais de futebol?

O que me leva a jogar é a paixão pelo futebol. Amo jogar bola, pra mim sempre é um prazer enorme estar disputando uma partida.

 

A torcida participa ativamente nos campeonatos?

Depende. Aqui em Três Cachoeiras, algumas equipes tem torcida, outras não. Nos jogos do CEI Guarani pelo municipal de Torres, sempre ia bastante gente nos jogos.

 

 

Que campeonatos municipais tu já jogou?

Já joguei vários campeonatos municipais, a maioria no litoral gaúcho ou no sul de Santa Catarina: já disputei aqui em Três Cachoeiras “ minha cidade natal –   Morrinhos do Sul, Mampituba, São João do Sul, Criciúma , Torres, Terra de Areia, Arroio do Sal, Capão da Canoa. E espero que cada vez mais se abram novas portas, competiçíµes em novos lugares.

 

Quais os resultados e atuaçíµes mais marcantes na tua carreira de futebolista amador?

Acho que é sempre marcante o primeiro campeonato que se vence. Comigo, foi quando ganhamos o municipal aqui em Três Cachoeiras, eu jogava pelo time do Pontal e só tinha 15 anos, entrava quase sempre só no segundo tempo. Na final do campeonato,   precisávamos ganhar e eu entrei no segundo tempo e fiz um gol. Daí­ ganhamos de 2 a 1 e o jogo foi para os pênaltis. Nas cobranças fui o ultimo a bater e converti a cobrança! Assim fomos campeíµes do municipal de Três Cachoeiras contra o Vila Nova (acho que foi no ano de 2007), o que foi bem marcante para mim.

 

Já recebeu algum dinheiro para jogar futebol?

Já sim. Chegaram a me oferecer R$ 350 por jogo para disputar um campeonato em Morrinhos do Sul, mas eu já havia me comprometido com outro clube. Além do fato de jogar futebol ser algo que realmente eu gosto de fazer, quando a atuação é remunerada é algo maravilhoso, uma valorização do esforço do jogador.

 

Tu já participou de peneiras em times profissionais. O que você tem a falar desta experiência?

Fiz peneiras em vários clubes. Testei no Criciúma, Juventude, Grêmio, Inter, Novo Hamburgo, Canoas. í‰ uma experiência boa e ao mesmo tempo ruim: boa porque você tem a oportunidade de mostrar seu futebol, e ruim porque as vezes vemos coisas que nos deixam muito tristes.   Percebi que o futebol depende muito da indicação ou poder que tu tens, nem sempre o melhor jogador é o que é chamado. Vi jogadores surgirem com empresários fortes, apesar de não merecerem estar jogando. Vi jogadores com padrinhos fortes que investem no clube – e até mesmo filhos de sócios que contribuem para o clube – e ai seus filhos jogam no time.

 

Tu ainda sonha em jogar futebol profissional?

 Já sonhei muito com o futebol, passei minha infância e minha adolescência jogando, buscando um caminho para a profissionalização. Mas hoje já não penso mais em ser jogador, já passei da idade de fazer testes e peneiras (estou com 21 anos). E também vi muitas coisas que me desiludiram no futebol, agora prefiro só jogar no amador.

 

Tem alguém, entre teus conhecidos do futebol, que tenha chegado a se tornar futebolista profissional?

Conheço sim tenho amigos que ainda jogam, e procuro manter contato com eles, através do Facebook. Tenho amigos jogando no profissional do Caxias, no Novo Hamburgo, no Canoas.

 

Você faz alguma preparação fí­sica para estar disposto e disputar os jogos dos campeonatos?

Sempre procuro fazer meus exercí­cios, uma corrida ou uma pedalada diariamente para estar bem preparado para os jogos. Claro que não é como no futebol profissional, mas sempre tento me preparar o melhor possí­vel.

 

Quais as principais diferenças entre jogar futebol 7 e futebol 11?

 Futebol sete é mais tocado, mais posse de bola, espaço curto e muita movimentação, raciocí­nio rápido. Já o futebol 11 não deixa de ser tudo isso também, só que com mais espaço, mais força e necessidade de resistência.

 


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