Estima é amor é querer a mim mesmo. Eu me amar, eu acreditar, confiar e não me comparar, ou permitir que me critiquem levianamente, tendo que me justificar ou me recriminar por esta crítica. Pois se assumo isso para mim, eu sou o maior crítico e estou concordando no meu íntimo com aquela pessoa.
Posso ouvir outra opinião, sem perder minha autoestima nem me despersonalizar, mas refletir, pensar que as pessoas são diferentes e pensam diferentes, e não quer dizer que uma ou outra maneira é certa e a outra é errada. Se vivo pensando que o meu jeito de viver é o único e achando que o mundo deve agir e pensar como eu, sofrerei mais, porque o mundo não funciona assim: existem várias possibilidades e jeitos diferentes de ser, pensar e agir sobre as mesmas coisas. Não posso impor meu jeito só porque eu acredito, mas devo aprender a dialogar e ouvir.
Se precisar que o outro concorde comigo, então é porque sou inseguro e dependo da opinião do outro para fazer valer o que penso, senão não precisaria convencer ninguém. Nem sempre chegamos a um consenso. Mas isso não quer dizer que tenhamos que romper com as pessoas, brigar ou odiá-las, mas sim respeitar as diferenças.
Existe uma diferença entre discutir e dialogar. Na primeira, se parte do princípio de que ele ou eu têm razão, é dono da verdade. Geralmente existem trocas de ofensas, julgamentos, e saímos frustrados porque não conseguimos convencer o outro e assim o julgamos: teimoso, cabeçudo. Por outro lado estamos querendo impor a nossa verdade, e muitas vezes, por insegurança, não suportamos que alguém pense diferente de nós. Então, para que nos sentimos melhor, podemos tender a ridicularizar e diminuir o outro. Podemos pensar diferente: eu tenho meu valor, minha opinião, e se silencio não é porque tenho medo, vergonha, mas porque sei que não preciso brigar para fazer valer minha idéia. Silenciar não quer dizer concordar.
A questão é que existem diversos olhares sobre a mesma coisa, sobre o mundo, e nenhum é certo nem errado: apenas são maneiras diferentes, que até podem se complementar. No diálogo existe o respeito í opinião, ou seja, continuo acreditando na minha idéia mesmo o outro discordando, e também posso estar aberta para pensar de outro jeito.
Há pessoas que também se diminuem, só porque o outro tem mais cultura, títulos, ou cargo importante, podendo ficar envergonhada de se expor, pois no fundo lhe falta uma boa autoestima. No fundo, ela própria se desqualifica, menospreza. Eu tenho que me amar primeiro, e isso não quer dizer ser mais que os outros; e sim eu me aceitar do jeito que sou, como um ser especial e único.


