O QUE í‰ AUTOESTIMA?

18 de janeiro de 2012

Estima é amor é querer a mim mesmo. Eu me amar, eu acreditar, confiar e não me comparar, ou permitir que me critiquem levianamente, tendo que me justificar ou me recriminar por esta crí­tica. Pois se assumo isso para mim, eu sou o maior crí­tico e estou concordando no meu í­ntimo com aquela pessoa.

 

 Posso ouvir outra opinião, sem perder minha autoestima nem me despersonalizar, mas refletir, pensar que as pessoas são diferentes e pensam diferentes, e não quer dizer que uma ou outra maneira é certa e a outra é errada. Se vivo pensando que o meu jeito de viver é o único e achando que o mundo deve agir e pensar como eu, sofrerei mais, porque o mundo não funciona assim: existem várias possibilidades e jeitos diferentes de ser, pensar e agir sobre as mesmas coisas. Não posso impor meu jeito só porque eu acredito, mas devo aprender a dialogar e ouvir.

 

Se precisar que o outro concorde comigo, então é porque sou inseguro e dependo da opinião do outro para fazer valer o que penso, senão não precisaria convencer ninguém. Nem sempre chegamos a um consenso. Mas isso não quer dizer que tenhamos que romper com as pessoas, brigar ou odiá-las, mas sim respeitar as diferenças.

 

 Existe uma diferença entre discutir e dialogar. Na primeira, se parte do princí­pio de que ele ou eu têm razão, é dono da verdade. Geralmente existem trocas de ofensas, julgamentos, e saí­mos frustrados porque não conseguimos convencer o outro e assim o julgamos: teimoso, cabeçudo. Por outro lado estamos querendo impor a nossa verdade, e muitas vezes, por insegurança, não suportamos que alguém pense diferente de nós.  Então, para que nos sentimos melhor, podemos tender a ridicularizar e diminuir o outro. Podemos pensar diferente: eu tenho meu valor, minha opinião, e se silencio não é porque tenho medo, vergonha, mas porque sei que não preciso brigar para fazer valer minha idéia. Silenciar não quer dizer concordar.

 

A questão é que existem diversos olhares sobre a mesma coisa, sobre o mundo, e nenhum é certo nem errado: apenas são maneiras diferentes, que até podem se complementar. No diálogo existe o respeito í  opinião, ou seja, continuo acreditando na minha idéia mesmo o outro discordando, e também posso estar aberta para pensar de outro jeito.    

 Há pessoas que também se diminuem, só porque o outro tem mais cultura, tí­tulos, ou cargo importante, podendo ficar envergonhada de se expor, pois no fundo lhe falta uma boa autoestima. No fundo, ela própria se desqualifica, menospreza. Eu tenho que me amar primeiro, e isso não quer dizer ser mais que os outros; e sim eu me aceitar do jeito que sou, como um ser especial e único.    

 


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