Ainda bem que o PP do RS deverá ficar fora do acordo com o PT na governança do Estado. O PDT já está no lado do Governo Tarso, mesmo após ter sido oposição na eleição e um dos seus ícones inclusive ter sido também vice da chapa com o PMDB, o que é de ar enjí´os… Mas os petistas queriam o PP também para ter mais ainda apoio legislativo. Isto quer dizer, fazer o que quer que a oposição ficaria sem força de voto. E isto é perigoso…
Já vamos ter de abrir mão da já tradicional oposição ferrenha a tudo do deputado do PT Raul Ponte, do deputado Carrion, Júnior e de parte do PSB, que se mostraram nos últimos anos oposicionistas ferrenhos de tudo que era feito pelo governo Yeda. Agora eles estão na situação e vão ter de fazer sua oposição nos espelhos de suas casas para não enlouquecerem… E ficar somente com o DEM, o PMDB e o PPS ficaria muito fraca a posição do contraponto na Assembléia.
Vem por aí decisíµes importantes que colocarão em jogo de oposição ideais mais libertadores com ideais mais estatizantes. Devemos ter boa oposição na AL para colocar públicos os contrapontos.
Para mim, governo bom é aquele que consegue convencer até a oposição de que seus projetos são bons para o Estado. Se isso não ocorrer, é melhor que os projetos sejam rejeitados.
A imprensa terá também um papel fundamental nos próximos quatro aos ao se antenar e colocar públicos os fundamentos das decisíµes em jogo para que os eleitores possam se manifestar, com seus deputados estaduais ou na rua, se preciso. Quero só ver o CEPRGS, agora…
Onde vamos parar
Um grupo de deputados federais está defendendo o aumento dos salários deles próprios quase dobrando o valor atual, chegando a R$ 30 mil, o Teto do governo (que pé direito, hein?). A argumentação dos congressistas brasileiros é a de diminuir as verbas para contratação de CC dos gabinetes, que chegam a R$ 60 mil mensais em troca do aumento astroní´mico. Sabe-se que isto se aprovado funciona nos primeiros meses, pois a seguir seguem as demandas por servidores contratados, e tudo volta como era antes, mas o salário não… Onde vamos parar?
Em matéria de valores de salário de deputados, já passamos em muito, por exemplo, a Inglaterra, que tem PIB per capita 10 vezes maior do que o nosso.
Somando todas as verbas pagas ao deputado no Brasil como salário e para exercício da função, incluindo pagamento de funcionários, o custo total anual por parlamentar já é R$ 108 mil mensais e, multiplicado por quinze, (pois eles ganham 13 º, 14 º e 15 º salário, não sei por que) fica R$ 1,6 milhíµes por ano, fora hora extra. São 800 mil dólares, salário de presidente de empresa americana… E querem aumento?
Moto Beach e público-alvo
O sucesso de participação de público e motociclistas no Moto Beach é inquestionável. Cidades que necessitam de recursos como Torres, não podem abrir mão de um evento já tradicional e prestigiado aqui. Mas me parece que não é mais prudente fazer o evento na Avenida Beira Mar. Inclusive acho que não podemos fazer este evento próximo de casas e edifícios como é há anos, tampouco podemos fechar o trânsito de ruas turisticamente fundamentais em Torres como foi feito neste ano.
Precisamos urgentemente definir nosso público alvo. E, de alguma forma já definimos, num trabalho feito junto ao SEBRAE no ano passado, que durou três meses, com encontros de imersão entre os hoteleiros e restauranteiros de Torres. No trabalho foi definido que o público mais buscado pela cidade seria FAMíLIAS QUE BUSCAM CONVíVIO COM A NATUREZA E INFRAESTRUTURA GASTRONOMICA E URBANA COMPATíVEL COM CIDADES ORGANIZADAS. Mas infelizmente o trabalho ainda não foi adiante e ficou restrito aos anais do SEBRAE e da Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares.
Deveríamos ainda buscar o perfil cultural deste público para sabermos se eles valorizam ou não eventos do tipo Moto Beach. Mas mesmo valorizando, acho eu, humildemente, que não deveria nunca mais ser na Praia Grande. O Parque da Guarita, o Parque do Balonismo e até o aeroporto (que está ocioso) poderiam abrigar o evento do ano que vem. í‰ minha opinião, mas o que tenho certeza é que deveria ter uma ampla discussão sobre isto. O evento é bom, mas o local é bastante questionável.
Camping? Só terceirizando…
O camping Itapeva está interditado pela justiça por conta de uma ação do MP julgada procedente. í‰ que, como disse aqui na semana passada, os fios do local estão tão depreciados que já está dando choque no chão. Algum bebum no veraneio poderia até achar que está recebendo alguma entidade por lá quando na verdade está recebendo um choque…
Mas as notícias não devem ser boas. O futuro do local com certeza passa pela terceirizada do espaço, para que os investimentos e reparos sejam feitos sob a ótica do mercado. Se continuar sendo público, dificilmente o local terá uma administração eficaz, e muito menos batalhará por incluir o parque como um todo em passeios turísticos, é claro, sob regras ambientais firmes e formais, necessidade urgente para utilizar o TODO…
Mas o atual governo que assumiu do PT é contra a privatização ou terceirização. E, então, será difícil que o local reabra. í‰ mais provável que se transforme na sede do Parque, e ponto final.
Parece que o Ministério Púbico não ajuda os cidadãos donos dos terrenos e casas do Parque. O governo não paga as compras de Terra, mas continua proibindo peremptoriamente que os donos sequer reformem suas casas. Trata-se de uma arbitrariedade. E o MP, não vai fazer nada?
Idéia de projeto de lei
Após comemorar que mais vários prédios estão sendo construídos aqui em Torres, imagino que a Câmara Municipal poderia fazer um projeto de lei que de alguma forma obrigue os construtores de edifícios acima de alguns andares que arrumem a rua que o prédio fica. A construtora EP fez isto por conta própria em parceria com a prefeitura, e é de receber elogios pela iniciativa.
í‰ que as obras naturalmente destroem as ruas. São caminhíµes pesados com ferro, cimento, madeira, pisos, etc., que trafegam pra lá e pra cá nas vias durante pelo menos um ano e meio. E certamente a rua não resiste ao esforço adicional.
Portanto, o projeto poderia trocar, por exemplo, as chamadas compensaçíµes por açíµes reais e locais. Elas deveriam constar como obrigação dos construtores. Se não, as ruas acabam entrando na enorme fila de ruas e buracos a serem consertados, e sabem-se lá quando isto ocorrerá. Além disto, há o interesse do construtor em entregar os apartamentos em uma rua reformada, de preferência asfaltada. í‰ de se pensar, mãos í obra vereadores.
Na vitrine do desenvolvimento
Falando e edificaçíµes, Torres foi protagonista da contracapa do caderno de economia de Zero Hora da semana passada. A matéria falava do alto desenvolvimento da Construção Civil aqui na cidade e elogiava a obrigatoriedade do estudo de impacto ambiental e de vizinhança exigidos em lei. Falava também da falta de mão de obra que a cidade sofre hoje por conta deste aquecimento, tendo que importar operários de fora em muitos casos.
Parabéns í prefeitura e aos empreendedores. Fomos para a vitrine dos bons exemplos de desenvolvimento no Estado.
Não sei se fecha a conta
O competente e claro secretário do Meio Ambiente de Torres Alziro Antí´nio Ramos discursou na Tribuna Popular da sessão da Câmara realizada na última terça-feira (16). Ele explanou a situação atual dos projetos e açíµes da secretaria com uma clareza de dar inveja, deixando todos sabendo do que está acontecendo.
Mas uma das açíµes que o secretário colocou no seu pronunciamento foi referente a fórmula de projeção para solucionar o problema de segurança do Parque. Ele disse que está previsto que esta responsabilidade fique por conta do empresário que arrendar o Bistrí´ previsto para ser construído logo logo ao lado do Museu do Mar que lá se instalará.
í‰ que é difícil um negócio que possui movimento de fluxo forte somente durante três ou no máximo quatro meses ao ano, ter fluxo de caixa e capacidade econí´mica para pagar uma equipe de segurança para o parque com leis sociais e tudo. Não haverá quem tope esta empreitada, acho…
Sugiro que o parque seja policiado por funcionários do governo estadual, policiais militares e da Patram.


