Oferecida denúncia contra portoalegrense que matou namorado da ex-esposa aqui em Torres
6 de junho de 2011
O Ministério Público de Torres ofereceu na manhã de quarta-feira, 1 º, denúncia contra o publicitário Carlos Flores Chaves Barcellos, o Alemão Caio. No dia 23 de maio, em Torres, no Litoral Norte, ele matou José Augusto Bezerra de Medeiros, o Zeca Bezerra, namorado de sua ex-esposa, Ivanise Menezes Chaves Barcellos. Carlos responderá pelos crimes de homicídio triplamente qualificado, tentativa de homicídio triplamente qualificada e porte ilegal de arma de fogo. A denúncia foi baseada no inquérito Policial, coordenado pelo delegado de Torres Roger Spode Brutti .
A denúncia do promotor de Justiça Reginaldo Freitas da Silva narra que na manhã da segunda-feira, 23, Carlos Flores Chaves Barcellos matou José Augusto Bezerra Neto com golpes de faca, por motivo torpe e mediante meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima. A certidão de óbito aponta como causa da morte hemorragia interna consequente í trauma toráxico abdominal.
Conforme narra o inquérito Policial, o denunciado foi até a casa onde a vítima e sua ex-mulher morava, com intenção de matar ambos. Após adentrar no pátio, se escondeu em um canto da residência. Aproveitando que Ivanise abriu a porta para permitir que um animal de estimação saísse, invadiu o local. Ato contínuo, Zeca Bezerra, que se encontrava na parte superior da casa, desceu as escadas e foi atingido por diversas facadas, que lhe causaram a morte. Alemão Caio só parou de esfaquear a vítima após ser atingido por golpes de abajur desferidos por sua ex-esposa.
Na sequencia, conforme o inquérito, Carlos tentou matar sua ex-esposa, também mediante golpes de faca e com tentativa de disparo com uma pistola calibre 32, que no momento do disparo engasgou. Ivanise conseguiu fugir e se trancou em um quarto da casa, juntamente com seu filho, de 10 anos. O inquérito afirma afinal que o crime foi cometido por motivo torpe, recurso que dificultou a defesa da vítima e com violência física contra mulher.
Esclarecimentos do delegado de Torres
sobre matérias veiculadas da TV
Em nota para a imprensa, o delegado torrense que atendeu e coordenou o inquérito, Roger Brutti esclarece que houve, sim, de fato, um registro de ocorrência levado a efeito pela Senhora Ivanise, onde foi noticiado fato absolutamente atípico, não restando autorização legal alguma, portanto, para imposição de qualquer medida restritiva que fosse contra o seu ex-marido, como foi dito por ela no Jornal do Almoço, veiculado na RBS TV. O delegado esclareceu, também, que a Polícia Civil, como os demais órgãos públicos, é, obviamente, regida pela legislação vigente, somente podendo agir dentro dos limites legais que lhes são impostos, não lhe restando, portanto, oportunidade alguma para a execução de atos ilegais.
O delegado afirmou que lamenta profundamente a dor da vítima sobrevivente, mas lamenta também a forma como o referido programa jornalístico iniciou, onde se anunciou previamente que uma tragédia "poderia haver sido evitada", bem como lamenta, ainda, que o seu áudio haja sido interrompido exatamente no momento mais delicado da sua entrevista, embora a sua ligação não haja caído, tanto que permaneceu na linha í disposição para maiores esclarecimentos os quais não lhe foram oportunizados.


