OPINIíO – Discurso de candidato í  prefeito

5 de fevereiro de 2011

 Discurso de candidato í  prefeito

   

O vereador Gimi prometeu que sua quarta participação como presidente da Câmara Municipal de Torres será uma espécie de apoio executivo í s demandas locais que dependem de articulaçíµes maiores entre partidos, governo estadual e até governo federal.      

Atualmente temos a vereadora Lú (PT),  que possui boas entradas em polí­ticos importantes do PT, como, por exemplo, a deputada e atual ministra Maria do Rosário. Temos em Brasí­lia um deputado do próprio partido de Gimi (PMDB), Alceu Moreira,  que anuncia publicamente que será um agente do desenvolvimento do Litoral Norte do RS em Brasí­lia. Temos o deputado Busato, que é secretário do Governo Tarso e possui boas relaçíµes com a cidade, já mostrando na prática, com o encaminhamento de emendas parlamentares vultuosas para cá em 2010.   E o vereador petebista George Rech possui boas relaçíµes com Busato.  

Da lista que Gimi elencou para trabalhar em aproximaçíµes através de comissíµes, a AMPLIAí‡íƒO DOS MOLHES já possui uma semente plantada através do governo João Alberto; UMA ESTRADA QUE LIGA AS PRAIAS DO SUL com municí­pios vizinhos já possui projeto feito pelo então secretário do governo Rigotto Alceu Moreira, semente plantada também. O único tema que ainda não recebeu um projeto estruturado para tal é a ESTRUTURAí‡íƒO DE UMA íREA PARA FOMENTAR A VINDA DE INDíšSTRIAS para a cidade, o que só será alcançado através de uma aproximação com o atual presidente da agência de desenvolvimento do RS, Mauro Knijnik, o que tem alto grau de possibilidade de sucesso, desde que a fundamentação da demanda seja coerente, o que a sazonalidade de emprego no Litoral explica por si só.  

Que venham as comissíµes. Gimi tem a chance de se projetar melhor para se apresentar dentro do PMDB como um nome forte para CONCORRER í€ PREFEITO em 2012. Basta trabalhar bem nisto.  

 

   

Parque e Camping Itapeva e a comissão

   

A cidade de Torres perdeu o alto movimento que os campistas do Parque Itapeva traziam para a cidade por conta de sua interdição (coerente) do MP, mas também pelo abortamento (incoerente) do novo governo das obras que estavam já aprovadas pelo antigo governo para reformar e adaptar o camping í s exigências que fundamentaram sua interdição. Podí­amos estar com o local aberto hoje, o que não aconteceu por pura desconfiança que novos polí­ticos sempre têm dos anteriores.  

Agora foi formado um grupo gestor, que deverá apresentar um diagnóstico em seis meses, como já havia previsto a coluna sobre a demora do trabalho destes grupos. E o pior é que já corremos o risco hoje de não termos o Camping aberto antes do veraneio que vem… í‰ que lá em agosto ( se tudo der certo, o que geralmente não acontece com prazos dos serviços públicos em geral)   já faltam somente três meses para entregar o parque para o veraneio com o prazo coerente, que possibilita o trabalho de marketing para chamar de volta os campistas que não conseguiram lá acampar neste ano ( se houver banco de dados de clientes, o que acho difí­cil). E após o tal de diagnóstico, tem a fase das discussíµes de alternativas, onde certamente os pólos radicais entram em conflito. Os ambientalistas xiitas torcendo e trabalhando para que não exista camping;  e os progressistas imobiliários radicais torcendo para que não tenha parque. Daí­ as discussíµes vão longe e devem envolver o Conselho do Parque,  que somente em Torres possui dezenas de conselheiros, com visíµes muitas delas confrontantes. E daí­ ainda entra a tal da licitação. Se o governo quiser ser rápido, a lei não permite, e se o governo fizer todos os trâmites, o prazo facilmente não oportunizará que o Camping esteja aberto para o verão.  

Portanto, cuidado: Já devemos apressar tudo desde agora, se não, mais um ano sem o Camping…

   

Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come?

   

Muito reclamam (com razão) a atitude da municipalidade de Torres em asfaltar as ruas em pleno movimento de veraneio.   Mas há de se levar em conta o contexto da maioria das prefeituras de todo o Brasil, com exceção de algumas com alto grau de ICMS repassado mensalmente por produção industrial ou agrí­cola volumosas, como Caxias, Canoas, Passo Fundo, dentre outras.  

í‰ que as municipalidades (como a de Torres), para executarem obras, se obrigam a buscar verbas dos governos estaduais e federal.   E aí­ não se tem domí­nio sobre as remessas de recursos para o pagamento das obras. Os recursos estão empenhados, mas sabe-se lá quando são efetivamente liberados. í‰ daí­ que saiu a gí­ria utilizada no dia a dia que traduz a palavra empenhada como uma pessoa que está sem futuro definido perante suas expectativas. Dizer "estou empenhado" significa que ficou esperando e… nada;  que não sabe o que dizer perante uma promessa… E é o que acontece nos projetos que envolvem recursos de fora das cidades.  

A coisa fica mais ou menos assim: Se o prazo começa a se exaurir, os prefeitos têm de decidir. Ou desistem das verbas ou se submetem aos atrasos e seus desgastes. Parece-me que a segunda opção é a mais inteligente, mas gera os problemas que a cidade está passando ao ter de asfaltar ruas importantes para o trafego local em dias de movimento.  Ah… e tem a questão do clima também. Asfaltar em época de frio é mais perigoso, nós já sofremos na pele este problema há pouco. Lembram da José Bonifácio?  

Mas o atraso foi, é,   e sempre será,  a arma de qualquer oposição, natural nos embates polí­ticos. O pior seria não fazer nada… Se ficar o bicho pega, se correr o bicho come…

   

DEFINIí‡íƒO DE PíšBLICO-ALVO

   

Parece que o movimento do veraneio está bom, mas o perfil dos veranistas e turistas não é de visitante que GASTE na cidade. Parece que o dinheiro trazido para cá serve somente para a hospedagem e alimentação básica, que acaba ficando por conta de abastecimento em SUPERMERCADO.    

Com isto os RESTAURANTES e o COMí‰RCIO em geral acabam sofrendo, pois vêem pessoas na cidade, mas não sentem no caixa o resultado prático disto.  

Outra coisa que acaba aparecendo nas reclamaçíµes que são distribuidas nas ruas e em blogs da net está por conta de duas coisas que parecem antagí´nicas. A falta de OPí‡í•ES NOTURNAS na cidade contrasta com a reclamação quase que geral dos EXAGEROS DOS CARROS DE PROPAGANDA DE SOM. Ou seja, os mesmos jovens que cobram mais opçíµes de lazer í  noite, que se trata de uma opção privada de abrir mais espaços, reclamam também da chatice que os carros de propaganda ocasionam para os turistas.  

Mas o que está por trás de tudo isto é a falta de uma definição ABSOLUTA sobre o perfil de turistas que a cidade quer eleger como PREFERENCIAL. Se quisermos pessoas mais exigentes e mais endinheiradas, devemos trabalhar em todo o composto mercadológico do conceito da cidade para tal.   E aí­ se define o tipo de equipamento que a cidade necessita buscar com incentivos fiscais e que a cidade necessita construir como estrutura pública de turismo. Define-se também que TIPO DE MíDIA devemos utilizar para buscar estes turistas e veranistas (que certamente não será carros de som).  

Mas para termos um planejamento do público-alvo preferencial necessitamos ter um diagnóstico do PUBLICO ATUAL. E para isto temos de fazer uma PESQUISA DE MERCADO para saber isto de FORMA CIENTíFICA, ao invés dos achometros de sempre.  

O SEBRAE realizou um trabalho parecido com este junto ao trade de turismo local em 2009. Mas faltou o básico dos dois lados: a definição do PíšBLICO-ALVO qualificado em seus desejos de consumo e prioridades, e faltou o mais importante: o diagnóstico do perfil do PíšBLICO ATUAL que veraneia e visita a cidade.

 Ainda há tempo de realizarmos esta pesquisa, basta contratar uma empresa especializada ou buscar isto através do SEBRAE ou do SENAC.                          


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