OPINIíO – Ansiedade…

18 de dezembro de 2012

 

As normais confusíµes causadas pela troca de poder, aliadas í s rí­gidas normas do Tribunal de Contas para a prestação de contas dos finais das legislaturas em prefeituras, causaram certa ansiedade na comunidade de Torres, principalmente aos empresários do trade do Turismo. í‰ que muitos dependem diretamente do resultado do varaneio e do conceito que o veraneio deixa aos turistas e veranistas que aqui passam: Quem gosta, volta, quem não gosta, procura outro lugar…

Mas não havia necessidade de realizar uma reunião de rebeldia como fez um grupo de lí­deres empresariais liderados pela presidência da Associação de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de Torres (AHRBST). Trataram de fazer uma reunião e de certa forma EXIGIR que a prefeitura atual decidisse quem viria fazer o SHOW DO Rí‰VEILLON, se teria FOGOS, se teria SEGURANí‡A, BANHEIROS, dentre outras demandas naturais do evento já tradicional na cidade. Fui í  reunião e achei bastante belicoso o espí­rito dos presentes, não vi sentido no processo. E a reunião acabou sendo pouco produtiva.

Talvez a equipe da nova prefeitura, cobrada (sem razão) pela sociedade sobre a realização ou não do réveillon tenha colocado a carroça na frente dos bois. Mesmo não recebendo as informaçíµes precisas do governo atual sobre o que será pago pela municipalidade no poder e o que poderia ficar para ser pago após o dia 1 º, a prefeita Ní­lvia não deveria se deixar influenciar pela ansiedade dos empresários, até por que nada pode fazer de efetivo.

Os ânimos dos 70% de eleitores que elegeram a nova prefeita estão saudavelmente ávidos para ver Ní­lvia e seu grupo governando a cidade. Normal, afinal os torrenses na maioria escolheram pela mudança… Mas levantar hipóteses nebulosas para desqualificar a prefeitura atual, que trabalha até dia 31, não se trata de boa forma de manter o ní­vel de muitas outras coisas que irão aparecer pela frente que confrontam estilos de governar. Afinal, se o povo queria e recebeu mudança, é natural que as coisas tendam a mudar…

 

 

Ansiedade II

 

E as coisas deveriam ficar bem claras para a sociedade perante o advento da reunião de empresários, sem a presença da prefeitura, que de certa forma rebelou alguns espí­ritos ansiosos na cidade. O réveillon não faz parte das obrigaçíµes da prefeitura para com o povo torrense, como faz parte alguns serviços da Saúde, Educação, da limpeza urbana, dentre outras obrigaçíµes.

O réveillon sequer está aberto no orçamento público: ele faz parte do orçamento da secretaria de Turismo, e a comunidade nunca se mobilizou para abrir uma rubrica dentro da peça orçamentária para incluir, por exemplo, R$ 500 mil para despesas para cobrir a infraestrutura do Ano Novo em Torres… Poderia…

Os hoteleiros e restauranteiros passaram de pato í  ganso no processo. Além deles não pagarem nada nos eventos de réveillons, se sentiram no direito de exigir da prefeitura o anúncio do mesmo, as atraçíµes, os fogos, os banheiros… A ansiedade fez com que alguns empresários pudessem se sentir no direito de serem prefeitos, mesmo não o sendo.

Imaginem os senhores se a prefeitura pudesse ficar í  vontade para chamar os hoteleiros e exigir um plano de reforma dos hotéis, um plano de horário de abertura e fechamento dos bares e restaurantes, um plano de treinamento dos funcionários dos hotéis, dentre outras mãos “em- cumbuca – alheia que se tratam estas açíµes

O secretário de Turismo que irá assumir em janeiro se comportou bem. Somente disse o que sabia e pediu para a nova prefeita dar sua versão, versão esta que tratava de informaçíµes desencontradas, truculentas.   Mas os empresários do trade do turismo mostraram unhas que teoricamente não têm. Quando eles se unirem para bancar, por exemplo, 50% dos custos de um evento, podem e devem se rebelar quanto í  falta de posicionamento público. Mas querer entrar no trabalho dos outros não se trata de foco. O confronto nunca é o melhor caminho.

 

Ansiedade III

 

Outra atenção que a sociedade torrense deve ter nestes momentos de pequenos atropelos, diz respeito í s instruçíµes que as chamadas demandas do MP acerca de direitos difusos.   Falta de sintonia entre o entendimento da promotoria local e a sociedade já propiciou que o prefeito neste ano tivesse as contas da prefeitura municipal bloqueadas para pagar contas que o MP entendia que eram mais importantes para a cidadania local através de uma sentença, que ocasionou o NíƒO PAGAMENTO em dia da Folha por falta de dinheiro em caixa. Esta dissonância indica mais atenção com o futuro dos investimentos públicos em eventos. O promotor deixou bem claro que ele conceitua a participação da prefeitura no patrocí­nio de eventos que fomentam o turismo local de festas. Portanto, os gestores públicos (inclusive o prefeito João Alberto neste final de gestão) têm de tomar muito cuidado para investir quando, ao contrário, o MP acha que é gasto, e gasto com festa…

Lembro que o promotor Viní­cius pedia na ação contra a municipalidade local que a prefeitura construí­sse clinicas ou leitos para tratamento de dependentes quí­micos. E para isto bloqueou dinheiro do caixa público local, o que ocasionou o atraso no pagamento da Folha Salarial.

Sugiro que nos planos seguintes se convide o MP para, junto, liberar orçamentos em eventos como os feitos no réveillon e no Balonismo, por exemplo.

 

 

Bandeira do PT

 

A futura prefeita Ní­lvia Pinto Pereira recebe um presente de seu partido ao se tornar anfitriã, mesmo que não empossada de direito, da abertura do veraneio oficial gaúcho. A conquista da bandeira de Torres para o partido, vontade do PT já há anos, firma de certa forma uma representação do iní­cio de um novo tempo para o PT do litoral, que conquista a mais bela praia do Rio Grande para seus quadros de prefeitos eleitos.

A comunidade espera que seja o iní­cio do prometido alinhamento das estrelas do PT,

 que agora, pelo menos nos próximos dois anos, estão juntas governando o Brasil, o Estado do RS e a cidade de Torres. Festa merecida, horizonte promissor, cobranças adiante. Feliz ano novo!

 

 

Barba cabelo & bigode

 

O governador do RS Tarso Genro abre o projeto Verão Numa Boa, aqui em Torres, neste sábado. O governo aproveita o necessário feito para trazer para cá o chamado governo itinerante. Na sexta-feira (14), uma reunião com a coordenadoria do Corede e o assessor especial do governo gaucho, acontece na Câmara para nivelar a situação atual dos projetos e das polí­ticas públicas estruturais implementadas aqui na região.

Na mesma sexta-feira, a secretaria de Turismo, do mesmo governo gaúcho, promove um encontro para projetar o impacto da Copa do Mundo de 2014 no Estado, na região, e as possibilidades do aproveitamento local para receber turistas do mundo que virão ao Brasil e ao RS como uma das sedes das eliminatórias.

E no sábado, além da abertura da temporada de verão, na Prainha, a secretaria estadual do Trabalho & Emprego presta serviço adicional ajudado o preenchimento de vagas de trabalho abertas na cidade e encaminhando a torrenses e cidadãos em geral presentes uma objetiva facilidade para encaminhamentos dos processos de Seguro Desemprego.

 No Verão a população de Torres quadriplica. Portanto é necessário teoricamente quadriplicar os serviços que o Estado é obrigado por lei a suprir aos cidadãos das cidades gaúchas, e Torres recebe gente de todos os cantos do Rio Grande. MELHORIAS e aumento do efetivo na SAíšDE e na SEGURANí‡A são OBRIGAí‡í•ES DO ESTADO para com a cidade. Outras açíµes servem para dar visibilidade í s polí­ticas públicas em locais que concentram gente de todas as querências do RS em espaços pequenos, como a beira de Praia. Esperamos que na Saúde e na Segurança as obrigaçíµes sejam cumpridas.

 

 

 

 


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