OPINIíO – Bonow não vem. E agora?

1 de agosto de 2011

 

 

 

 

 

 

Bonow não vem. E agora?

 

   O ex-deputado Germano Bonow não vai concorrer em Torres. Parece que a resposta é definitiva. Agora inicia uma nova era de acordos e apresentaçíµes polí­ticas na cidade. í‰ que o PMDB e o PT, junto com outros vários partidos possuem propostas mais socialistas. Carece na cidade propostas mais progressistas, que projetem no horizonte um crescimento local baseado em novidades, ou no âmbito do turismo ou no âmbito de novas propostas produtivas, que gerem impostos e empregos fixos, combatendo a sazonalidade.

Digo isto porque é saudável para qualquer local que existam duas frentes bem distintas. Uma mais voltada para  o  investimento nas pessoas; outra baseada na premissa que o crescimento das atividades produtivas é que efetivamente melhoram a qualidade de vida dos cidadãos, com novas vagas de emprego e melhorias no ganho médio. Trata-se da diferença ideológica mais existente no mundo todo.

 

   

Nomes e possibilidade eleitoral

   

Citei na coluna passada alguns nomes da cidade que teriam possibilidade de participar no pleito de 2012 como possí­veis candidatos ao cargo de prefeito. Isto não quer dizer que não existam outras várias pessoas que possuem qualificação para esta tarefa. Mas possuir qualificação pessoal e profissional não chega para ter possibilidades eleitorais. Pessoas que querem concorrer devem ter como vida pregressa í  entrada na polí­tica alguma atividade social importante.   Se não, como serão conhecidas? Aí­ , somente com uma campanha de apresentação muito forte, ou um mote eleitoral também diferenciado. Mas diferenciado não quer dizer nunca que administrar de forma diferente é a diferença. Para isto, é necessário como disse antes, um passado administrativo e polí­tico, mesmo que seja em entidades privadas ou públicas. Mote diferenciado é uma plataforma coerente que sugira uma nova forma de enxergar o desenvolvimento, e receitas também coerentes para se chegar neste horizonte.  

Portanto, quem imagina colocar seu nome para concorrer a prefeito pode, sim, em qualquer situação. Se não somos nós que gostamos da gente, quem gostará, então? Mas a viabilidade eleitoral é outra coisa. Colocar a cara no poste não é trabalho para amadorismo.

 

   

João Alberto em outro patamar

   

O atual prefeito João Alberto já está em outro patamar da polí­tica. Agora sua projeção é estadual dentro do PMDB. Como secretário geral,  tem tirado elogios de todos que com ele convivem; tem mostrado efetiva mudança de paradigmas dentro do partido e tem utilizado muito bem sua alta capacidade de articulação para tentar unir mais a sigla para a eleição de 2012.  

Aqui em Torres, o atual prefeito terá grande influência na indicação de seu substituto para a prefeitura. Ele tem dado as mesmas chances para todos os interessados, em princí­pio Gimi, José Ivan e Pardal.     Cada um em uma função diferenciada, todos estão com o partido aberto para vender suas candidaturas dentro da sigla.   Embora saudavelmente exista gente dentro do partido que prefira A, B ou C, com o tempo a capilaridade das candidaturas começa a ficar clara, e fica claro também a candidatura natural.  

Imagino que no iní­cio do ano de 2012, uma pesquisa deverá iluminar a direção do diretório do PMDB em Torres. Em cima dela que deveriam ser tomadas as decisíµes, pois as pesquisas dificilmente falham.  

Mas se o prefeito optar por indicar um nome, certamente dentro do partido este nome será altamente prestigiado. Cabe a João Alberto pensar bem e montar seu quebra-cabeça eleitoral antes de se posicionar, coisa que sabe fazer muito bem e que agora está fazendo inclusive em ní­vel estadual.

 

       

Parque Itapeva. E o veraneio? A mesma novela?

   

Mais uma vez entramos em agosto e o camping do Parque Itapeva não recebe sequer notí­cias de obras de melhorias, ou ao menos de obras de manutenção, para que não seja interditado como foi no ano passado.    

Parece que a novela vai continuar, mesmo já estando disponí­vel, desde o governo Yeda, valores para aplicar na unidade de conservação, que estariam separados para as reformas do Camping da Itapeva. No mesmo governo Yeda foi aprovada a reforma do camping, mas a atual secretária do Meio Ambiente abortou a obra sugerindo que estaria muito cara. Disse ela na época que existiam previsíµes de reforma de quatro galpíµes, quando lá só existem dois, mas ela não pensou que poderiam ser as casas dos guardas, a edificação da entrada do parque, dentre outras que estavam no orçamento. A FOLHA vai conferir de perto o novo plano de obra…  

Sou a favor da terceirização do Camping. Estado não foi feito para administrar empresa, com receitas e despesas, que necessita ter um plano de marketing e negócios para sua viabilização. Mas a terceirização tem de ser bem feita. Regras claras de manejo devem constar no contrato, assim como regras claras de liberdade empresarial também deveriam estar presentes, para viabilizar economicamente o negócio.  

O Camping do Parque Itapeva é um dos mais bem aparelhados no que diz respeito í  localização, tamanho, perfil do terreno e do entorno (o Parque. Lá poderia funcionar um equipamento que pode captar campistas durante todo o ano. Até moradores podem se estabelecer no local. O Turismo agradece ria a preocupação, que até a gora não foi mostrada por mais um governo.

 

   

Parque Itapeva. E as invasíµes?

   

A prefeitura de Torres chiou sobre uma reclamação feita por moradores do contorno do Parque Itapeva publicada em A FOLHA na semana passada. Disse que não se trata de responsabilidade da prefeitura, já que a discussão está no âmbito da administração do Parque Itapeva. Concordo, mas não deixa de ser um direito dos cidadãos reclamarem. E na reclamação, não foi debitada direto para a prefeitura a culpa da mazela.    

Sou contra invasíµes. Elas aconteceram em Torres em massa nas décadas de 1980 e 1990 passadas.   Parece-me que o governo Federal que deveria ter mais verbas para construir casas para os invasores, embora não ache didático premiar quem invade. Mas se o problema está posto, que se construam casas para as famí­lias pobres que invadiram locais com o argumento de não ter onde morar. Mas dever-se-ia somente dar o usufruto das casas í s famí­lias, se não, muitos acabam vendendo as novas casas e invadindo outros locais, construindo um ciclo vicioso de submissão, nada didático para as novas geraçíµes.  

Mas quanto ao Parque Itapeva e as invasíµes, me parece que deve haver um compromisso das autoridades da secretaria Estadual do Meio Ambiente em, ou realocar as famí­lias, ou em regularizar as mesmas. A medição do parque foi feita quando elas já lá existiam. Deve haver urgentemente uma solução para o impasse.

 

   

Parque Itapeva e as indenizaçíµes

 

   Existe um abaixo assinado feito na cidade que questiona a legalidade atual do decreto do Parque Itapeva, já que desde 2002, quando foi assinado e aprovado na Assembléia Legislativa, não pagou quase ninguém que tem terra na área do decreto.

Trata-se de um direito legí­timo. Como o Estado pode decretar que uma propriedade não é mais do dono se não paga por ela? Como pode uma Estado entrar em uma cidade, se apropriar de uma área equivalente a mais volume que toda a área urbana da mesma,  sem investir no local, ao menos cercar e pagar os proprietários?

 Eu sou totalmente a favor da existência do Parque. Trata-se de um diferencial competitivo turí­stico para o futuro de Torres, já que áreas ambientalmente preservadas serão poucas e o cidadão das cidades grandes cada vez mais valorizará passar suas férias, final de semana, etc.,  em um local onde exista natureza, justamente para quebrar a rotina de cidades totalmente urbanizadas. Mas isto não dá direito para que o princí­pio da propriedade seja violado. í‰ isto que está em jogo.                    


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