Por Fausto Araújo Santos Junior
OPINIíƒO – Camelí´s: liberdade não é siní´nimo de progresso?
Um processo de inclusão – social ou empresarial – tem que ter no horizonte uma forma de saída definitiva para os participantes do processo. A entrada do poder público deve sempre ocorrer até que os envolvidos tenham capacidade individual de andarem com as próprias pernas. E é o caso dos Camelí´s que estão sendo despejados da Avenida Itapeva. Parte deles já mostrou que tem capacidade de empreender com suas próprias pernas, sem auxílio público. Mas parte outra, afirma que ainda não conseguiria sobreviver sem auxílio, pelo menos é o que dizem o grupo dos 28 camelí´s que não têm para onde ir.
Liberdade! Esta palavra é mágica para a compreensão das pessoas do significado do quão é positivo, saudável e prazeroso saber que se pode tocar a vida, progredir e crescer sem auxílio de ninguém, muito menos auxílio público. E as políticas pública de auxílio, tanto í s famílias quanto ao micro empreendimento (o que é uma banca de vendas de camelí´s) devem ter em sua estrutura uma porta de saída. Porta de saída esta que interrompe – definitivamente – o auxilio da sociedade aos beneficiários.
Pelo que parece a prefeita Nílvia está trabalhando para pagar uma dívida MORAL aos comerciantes que ficaram sem ter para onde ir após o cumprimento da sentença neste sábado (15). Dívida moral porque são pessoas que estão sinalizando que não conseguiram se tornar independentes. São comerciantes que estão dizendo que necessitam, ainda, de apoio social para sobreviverem. E quem criou o problema (ou solução) lá atrás, na década de 1980 do século passado, foi a prefeitura de Torres.
Então, que esta política de encaminhamento aos camelí´s que se intitulam ainda de vulneráveis tenha, lá adiante, uma porta de saída…, mas uma porta de saída final, para que a prefeitura de Torres e a sociedade não se sintam obrigadas a mais uma vez resolver o problema. Que seja algo que, aos poucos, os camelí´s que usufruírem da situação sejam obrigados a decidir: ou me viro com minhas forças, ou troco de ramo.
Que a palavra LIBERDADE seja chave neste processo. Que a prefeitura de Torres, em nome da sociedade de Torres, se sinta feliz em LIBERTAR comerciantes que ainda se sentem vulneráveis. E que os comerciantes se sintam felizes lá adiante de serem LIVRES de apoio social, como devem se sentir hoje os comerciantes que empreenderam na construção de espaço privado por eles mesmos, com suas forças e sua ânsia saudável de LIBERDADE. í‰ minha modesta opinião… Olho no lance!
Alessandro denuncia NEPOTISMO no MP
O vereador Alessandro Bauer Pereira (PMDB) divulgou de forma pública – na sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira (10), que denunciou no Ministério Público, vários casos de nepotismo na prefeitura de Torres. O vereador foi corajoso… Diferente de outros casos onde houve denúncias contra a administração passada, feitas também por políticos adversários do ex-prefeito, o vereador assumiu a autoria da denúncia, na maioria das vezes guardada em sigilo pelo MP, como manda a lei.
Particularmente, não sou contra o nepotismo… Acho que se o político tem a prerrogativa de contratar cargos de confiança, por que parentes não podem ser de confiança? Uma incoerência. Acho que a lei é feita para exageros… Ou seja, quando um gestor coloca a família inteira em seus gabinetes, numa visível intenção de dar salário e encaminhar dinheiro público para o patrimí´nio familiar. Mas a lei é rígida e não permite. Então, que se cumpra a lei. E que se dê parabéns ao vereador: cumpriu sua tarefa de fiscalizar a legalidade dos atos do executivo.
Homenagem ao ex-prefeito Cezar Cafrune
O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Torres Deomar Goulart, o Dê (PDT) anunciou em seu pronunciamento na última sessão da casa que irá homologar um pedido na Câmara para homenagear o ex-prefeito Cezar Cafrune como cidadão honorário de Torres. Dê afirmou que o ex-prefeito teria dito a ele que não quer mais entrar em nenhuma disputa política, e por isso a atitude de homenagear ainda em vida o ex-gestor na cidade.
Tenho a impressão que o ex-prefeito efetivamente deixou boas lembranças para o desenvolvimento social, econí´mico e estrutural de Torres. Muitas obras tiveram a marca de Cafrune e significaram mudanças de paradigmas em Torres. Mas lembro que a votação da indicação í cidadão honorário é FECHADA. E, portanto, é política… E na política nunca se sabe quais as sentenças que estão nas cabeças dos donos de mandatos de vereança…
Se eu fosse vereador, votaria a favor da homenagem. Acho que os vereadores do PMDB também votam a favor, pois Cafrune quando prefeito era do partido. Depois tentou se eleger pelo PSDB, quando não conseguiu e perdeu justamente para seu ex-parceiro de partido (PMDB) João Alberto Machado. Só não sei o que votariam os outros vereadores dos outros partidos. Se forem pelo legado, dificilmente votam contra; mas se deixarem as rugas políticas influenciarem, não vão votar a favor… E nunca saberemos quem votou o que, pois o voto nestes casos é SECRETO.


