OPINIíO – Camelí´s: liberdade não ésiní´nimo de progresso?

20 de março de 2014

 

Por Fausto Araújo Santos Junior

 

 OPINIíƒO – Camelí´s: liberdade não é siní´nimo de progresso?  

 

Um processo de inclusão – social ou empresarial – tem que ter no horizonte uma forma de saí­da definitiva para os participantes do processo. A entrada do poder público deve sempre ocorrer até que os envolvidos tenham capacidade individual de andarem com as próprias pernas. E é o caso dos Camelí´s que estão sendo despejados da Avenida Itapeva. Parte deles já mostrou que tem capacidade de empreender com suas próprias pernas, sem auxí­lio público. Mas parte outra, afirma que ainda não conseguiria sobreviver sem auxí­lio, pelo menos é o que dizem o grupo dos 28 camelí´s que não têm para onde ir.

Liberdade! Esta palavra é mágica para a compreensão das pessoas do significado do quão é positivo, saudável e prazeroso saber que se pode tocar a vida, progredir e crescer sem auxí­lio de ninguém, muito menos auxí­lio público. E as polí­ticas pública de auxí­lio, tanto í s famí­lias quanto ao micro empreendimento (o que é uma banca de vendas de camelí´s) devem ter em sua estrutura uma porta de saí­da. Porta de saí­da esta que interrompe – definitivamente – o auxilio da sociedade aos beneficiários.

Pelo que parece a prefeita Ní­lvia está trabalhando para pagar uma dí­vida MORAL aos comerciantes que ficaram sem ter para onde ir após o cumprimento da sentença neste sábado (15).   Dí­vida moral porque são pessoas que estão sinalizando que não conseguiram se tornar independentes. São comerciantes que estão dizendo que necessitam, ainda, de apoio social para sobreviverem. E quem criou o problema (ou solução) lá atrás, na década de 1980 do século passado, foi a prefeitura de Torres.

Então, que esta polí­tica de encaminhamento aos camelí´s que se intitulam ainda de vulneráveis tenha, lá adiante, uma porta de saí­da…, mas uma porta de saí­da final, para que a prefeitura de Torres e a sociedade não se sintam obrigadas a mais uma vez resolver o problema. Que seja algo que, aos poucos, os camelí´s que usufruí­rem da situação sejam obrigados a decidir: ou me viro com minhas forças, ou troco de ramo.

Que a palavra LIBERDADE seja chave neste processo. Que a prefeitura de Torres, em nome da sociedade de Torres, se sinta feliz em LIBERTAR comerciantes que ainda se sentem vulneráveis. E que os comerciantes se sintam felizes lá adiante de serem LIVRES de apoio social, como devem se sentir hoje os comerciantes que empreenderam na construção de espaço privado por eles mesmos, com suas forças e sua ânsia saudável de LIBERDADE. í‰ minha modesta opinião… Olho no lance!

 

 

 Alessandro denuncia NEPOTISMO no MP  

 

O vereador Alessandro Bauer Pereira (PMDB) divulgou de forma pública – na sessão da Câmara Municipal da última segunda-feira (10), que denunciou no Ministério Público, vários casos de nepotismo na prefeitura de Torres. O vereador foi corajoso… Diferente de outros casos onde houve denúncias contra a administração passada, feitas também por polí­ticos adversários do ex-prefeito, o vereador assumiu a autoria da denúncia, na maioria das vezes guardada em sigilo pelo MP, como manda a lei.

Particularmente, não sou contra o nepotismo… Acho que se o polí­tico tem a prerrogativa de contratar cargos de confiança, por que parentes não podem ser de confiança? Uma incoerência. Acho que a lei é feita para exageros… Ou seja, quando um gestor coloca a famí­lia inteira em seus gabinetes, numa visí­vel intenção de dar salário e encaminhar dinheiro público para o patrimí´nio familiar. Mas a lei é rí­gida e não permite. Então, que se cumpra a lei.  E que se dê parabéns ao vereador: cumpriu sua tarefa de fiscalizar a legalidade dos atos do executivo.

 

Homenagem ao ex-prefeito Cezar Cafrune

 

O vereador e presidente da Câmara de Vereadores de Torres Deomar Goulart, o Dê (PDT) anunciou em seu pronunciamento na última sessão da casa que irá homologar um pedido na Câmara para homenagear o ex-prefeito Cezar Cafrune como cidadão honorário de Torres. Dê afirmou que o ex-prefeito teria dito a ele que não quer mais entrar em nenhuma disputa polí­tica, e por isso a atitude de homenagear ainda em vida o ex-gestor na cidade.

Tenho a impressão que o ex-prefeito efetivamente deixou boas lembranças para o desenvolvimento social, econí´mico e estrutural de Torres. Muitas obras tiveram a marca de Cafrune e significaram mudanças de paradigmas em Torres. Mas lembro que a votação da indicação í  cidadão honorário é FECHADA. E, portanto, é polí­tica… E na polí­tica nunca se sabe quais as sentenças que estão nas cabeças dos donos de mandatos de vereança…

Se eu fosse vereador, votaria a favor da homenagem.   Acho que os vereadores do PMDB também votam a favor, pois Cafrune quando prefeito era do partido. Depois tentou se eleger pelo PSDB, quando não conseguiu e perdeu justamente para seu ex-parceiro de partido (PMDB) João Alberto Machado. Só não sei o que votariam os outros vereadores dos outros partidos. Se forem pelo legado, dificilmente votam contra; mas se deixarem as rugas polí­ticas influenciarem, não vão votar a favor… E nunca saberemos quem votou o que, pois o voto nestes casos é SECRETO.

 


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