OPINIíO – COLIGAí‡í•ES

9 de dezembro de 2013

 

Por: Fausto Araújo Santos Junior

 

 

MANIPULAí‡íƒO

 

 

Lendo ZH de domingo passado vi duas provas que existem os que acham que governar é cuidar da vida dos outros. Ou seja: ser ditador, manipulador. Na questão da legalização da maconha vemos claramente que as autoridades que são contra o que está sendo feito no Uruguai querem cuidar das VONTADES das pessoas, não se conformam em cuidar somente do que é coletivo.

 Já na entrevista com o ex- ministro das Ditaduras Delfim Neto (agora aliado do governo contrario), vê-se a mesma coisa. Para ele, governar é INTERVIR. Ele não enxerga um governo livre. Trata-se de um interventor, como o foi sempre. Ditador puro, antes de direita, agora de esquerda! O que interessa é ditar. Para ele isto é um orgasmo!

 

COLIGAí‡í•ES

 

O PDT de Torres vai votar na "votação fechada" a opção por candidatura própria do partido para governador do RS, no pleito do ano que vem. Ou seja: o partido aqui em Torres não quer apoiar a continuidade da coligação com o PT, que vai buscar a reeleição do atual governador Tarso Genro.

Mas na coligação torrense, os partidos devem continuar alinhados. A secretaria de Indústria e Comércio aprovada na Câmara é dos pedetistas. E a mesma reunião que definiu a posição do diretório torrense por não apoiar a continuidade da coligação em ní­vel Estadual também já propíµe nomes para que a prefeita Ní­lvia escolha qual deles será o secretário, neste caso aqui… í‰ a polí­tica…

 

Coligaçíµes 2

 

O PSB já desembarcou do governo Tarso. Somente alguns socialistas insistem em manter suas cadeiras no executivo gaúcho. Até o posto de gerente do aeroporto aqui em Torres, antes uma vaga do PSB, já está ocupado por uma petista, fruto do desembarque dos socialistas do governo Tarso. Já o PC do B não se sabe o futuro da sigla em ní­veis estadual no RS. Correntes do partido Comunista dão sinais que a campeã de votos e protagonista do crescimento do partido no RS, a deputada federal Manoela D™ívila poderá apoiar a senadora Ana Amélia Lemos (PP) na eleição para governar o Estado.

Aqui em Torres o PSB ainda possui pessoas no quadro do governo Ní­lvia, ou seja: os arranjos municipais são totalmente diferentes dos arranjos estaduais. E o PC do B da cidade ganhou uma secretaria. Só não se sabe qual será a reação do PT caso os comunistas também desembarquem do barco que irá definir as siglas que irão apoiar a reeleição do atual governador Tarso Genro. Esta dupla “ PT e PC do B possui conteúdos programáticos muito similares, e a ruptura estadual pode acabar respingando alguma coisa nos arranjos municipais, não por vontade dos diretórios das cidades; mas por força de pressão polí­tica.

 

Coligaçíµes 3

 

Já a coligação entre PT e PP em Torres, feita de fato e de direito, pois o vice-prefeito Brocca possui cargo formal, eleito pelo povo como vice da prefeita Ní­lvia, deve sofrer mais pedras a serem transpostas em seus caminhos. í‰ que a senadora Ana Amélia Lemos já desfruta como favorití­ssima na eleição de 2014. Os conteúdos programáticos das duas siglas só combinam naquela máxima da polí­tica que o que se quer é o bem do povo, pois as formas de fazer este bem são quase que antagí´nicas. Portanto, deve haver acusaçíµes muito fortes da candidatura de Ana Amélia í s Polí­ticas Públicas implementadas pelo PT nos últimos três anos no RS, e resposta eu diria do mesmo quilate. E estas acusaçíµes devem, com certeza, respingarem nas polí­ticas públicas municipais. O marketeando alinhamento das estrelas alinha também projetos antagí´nicos.

O PP aqui em Torres já está com muitas dificuldades em se manter no governo Ní­lvia quando se fala nas afinidades partidárias locais. Secretários estão saindo, pastas estão sendo tiradas dos progressistas; e fica cada dia mais claro que a forma de enxergar a Coisa Pública dos pepistas de Torres é bastante diferente da forma que os petistas enxergam a mesma questão.

Esta coligação, após o mês de março de 2014, quando efetivamente começa a campanha para as eleiçíµes de outubro, portanto corre sérios riscos. E os fatores são, neste caso, locais e estaduais, diferente do PSB e do PC do B.

 

Coligaçíµes 4

 

Já o PTB já se sabe direitinho qual será sua estratégia, tanto em ní­vel estadual quanto em ní­vel municipal. O partido praticamente tem em  seu estatuto esta atitude, sempre a mesma…

No Estado, devem os petebistas esperar até o último dia dos registros de chapas para o pleito para ficarem dentro do governo Tarso. Depois, o PTB vai se coligar í  chapa que mais o partido confiar que vencerá a eleição. E depois da eleição, a única coisa certa é que o PTB irá se coligar ao partido vencedor do pleito caso sua escolha não obtenha a vitória. E entrará no novo governo trocando cargos por votos na Assembléia legislativa.

Aqui em Torre? Idem com fritas…

 

Coligaçíµes 5

 

No PMDB a questão abrange um escopo mais amplo. í‰ que o partido tem a vice-presidência da república conquistada por voto e com a estabilidade que a lei a propicia por Michel Temer. Mas as únicas pessoas que querem ficar coligadas ao governo Dilma do PMDB são í quelas que possuem cargos estratégicos dentro do governo federal, como acontece no PDT aqui no Estado do RS no governo Tarso. Os outros, acreditam de coração que seria a hora do desembarque.

Como o PMDB é muito grande, as negociaçíµes ficam feitas de forma também grande, abrangendo posturas na esfera federal, estaduais e até municipais. E é por isso que está ficando cada dia mais difí­cil que os diretórios estaduais se decidam. Os nomes que possuem densidade eleitoral apóiam a candidatura própria e livre de qualquer acordo com o governo do PT no Brasil, mas os xerifes da agremiação insistem em serem conservadores e em acreditar que sair do governo Dilma é optar por não estar no governo nos anos de 2015, 2016, 2017 e 2018. Ou seja: acreditam que o quadro se manterá como as pesquisas atuais indicam.

Mas tudo que é grande acaba rebatendo de forma também grandiosa. A decisão nacional do partido é que, em minha opinião, irá redistribuir as cartas do pí´quer do pleito de 2014, no Brasil e no RS. E me cobrem: até posiçíµes partidárias em ní­veis municipais entrarão com força na posição da relação PMDB e PT para o ano que vem. São dois das três maiores agremiaçíµes partidárias com força polí­tica no Brasil. Fora PMDB e PT, somente o PSDB possui esta força institucional.

 

Coligaçíµes 6

 

Mas tudo dito acima mostra que o sistema polí­tico institucional no Brasil não está servindo para nada. Os partidos estão cada vez mais se tornando uma espécie de agencia de empregos que recebe verba federal milionário para conseguir colocar seus militantes.

Não existe mais vergonha na cara de comunistas lutarem por privatizaçíµes de empresas, partidos ditos liberais lutarem pelo contrário, por estatizaçíµes, desde que seus companheiros recebam cargos na empreitada.

Direitistas de carteirinha vão í  rede social defender religiíµes que captam pessoas com estratégias populistas e altamente socialistas; esquerdistas chamados de esquerda caviar vão í s mesmas redes sociais brigar por igualdade material vestindo grifes carí­ssimas, muitas vezes emitindo seus recados de militância dentro de casas de milhíµes de reais, com serviçais arrumando suas camas após acordarem as dez da manha por estarem cansados do dia anterior, após  não ter feito nada: somente bebido ceva importada  em bares militando pelo Che Guevara.

E a sociedade fica mais confusa que gato em dia de faxina. Não sabe sequer onde colocar sua almofada para pensar e decidir em que loteria ideológica apostará naquele dia, diante de tantas denúncias vazias e promessas mentirosas.

 

 

 

 

 

 

 


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados