Por: Fausto Araújo Santos Junior
Corre í boca grande nos corredores da Câmara Municipal, informaçíµes e versíµes sobre muitas e fortes mudanças na casa legislativa. Pelo menos duas modificaçíµes nas cadeiras das bancadas da casa podem estar sendo implementadas ainda neste mês de outubro. E o surgimento de uma nova bancada pode estar no cardápio das mudanças.
Um partido destes novos, que dá espaço legal para que vereadores saiam de suas siglas e ingressem na nova bandeira política, parece que seria a causa principal de tudo, ou pelo menos a instrumentalização dos movimentos previstos. í‰ que os chamados fogos amigos nos partidos aliados do governo Nílvia estão acontecendo na maioria deles. PT, PDT e PP estão divididos, pelo menos por dois. E os fogos amigos entre os partidos que deveriam estar coligados também estão sendo abanados, e recebendo oxigenação para crescerem.
Dança das cadeiras… e das bandeiras? II
Já nesta semana que vem poderemos ver mais dois nomes sentados nas cadeiras da casa legislativa, obviamente substituindo outros dois. E secretarias do governo Nílvia estariam entrando como moeda de troca. Deduçíµes fortes vindas de várias fontes indicam que a secretária de Saúde Karla Matos (PDT) possa estar assumindo sua cadeira na Câmara. Dê Goulart, atual titular “ primeiro suplente do PDT “ estaria assumindo uma secretaria, mas não seria a de Saúde.
Outro movimento estaria em torno da assunção de uma secretaria pelo vereador Ernando Elias (PP). Ele seria substituído pelo primeiro suplente dos progressistas em Torres, o ex-vereador Tenora.
E este dois nomes poderiam estar trabalhando estes movimentos justamente em nome de uma nova sigla. Ou seja: Ernando e Tenora seriam companheiros de um novo partido, que já nasceria em Torres com uma secretaria de Estado e uma cadeira e bancada na Câmara Municipal. Pode ser boato, mas que tem fumaça, ah, tem… Os corredores da Câmara na segunda-feira passada fervilhavam de partidários, de todas as siglas.
Dança das cadeiras… e das bandeiras? III
A disputa da presidência do PT na cidade também estaria… pesada, acima dos embates saudáveis entre as seis correntes do partido, que em embates trabalham como partidos adversários. A falta de chance na participação física e ideológica de líderes petistas da cidade seria a ferida aberta, principalmente a falta ideológica, como reclamam alguns abertamente; mas sabe-se que física também, porque todos gostam de trabalhar na coisa pública, e a oportunidade para os militantes petistas seria esta, com Nílvia no poder.
Em um ano pré-eleitoral no governo do Estado, onde o PT vai tentar manter-se no poder, mas sabe que será chumbo grosso a disputa com Ana Amélia Lemos (PP); Vieira da Cunha (PDT); e uma das forças do PMDB, que deve fechar com o ex-prefeito de Caxias do Sul Ivo Sartori (veranista de Torres); o diretório de Torres não estar afinado com a prefeita Nílvia pode prejudicar os dois lados: prefeitura e seus apoios de Porto Alegre; e Porto Alegre e os apoios torrenses para elegera nominata petista na cidade & região.
E sabe-se que tem um forte candidato do PT na região que quer contar com apoio local do partido, talvez para concorrer com nada menos do que o ex-prefeito João Alberto por uma vaga na Assembléia, concorrendo na região, ainda, com o atual secretário de Saúde do Estado Ciro Simoni que deve tentar se reeleger pelo PDT na AL do RS.
Portanto, os ossos em disputa são cheios de… tutano, altamente nutritivos para futuros físicos e ideológicos das correntes & agremiaçíµes políticas. E as disputas internas do PT podem ser mais um calo apertado, no já justo sapato do governo Nílvia, assim como estas mudanças na Câmara e nas secretarias podem (e devem) estar sofrendo pressão destes movimentos petistas locais.
Dança das cadeiras… e das bandeiras? IV
E o PP parece estar mesmo fora de comando. Os dois vereadores na Câmara nem ligam mais para a coligação. Informaçíµes obtidas por esta coluna nos corredores da casa indicam que houve uma conversa do tipo final entre a prefeita Nílvia e um vereador (a) da casa representante do PP. Parece que a coisa está do tipo; ou se ajeita, ou a coligação entre PP e PT é desfeita…
E o próprio partido parece que tem três alas ou correntes como chamam os petistas dentro de seu partido. Uma, a de Brocca, que é vice-prefeito eleito e possui mandato legal a ser cumprido até o final de 2016; outra, a de empresários e ex-líderes; e a terceira, a da bancada na câmara, principalmente dos vereadores Fábio da Rosa e Gisa Webber. Se o vereador Ernando Elias for para outro partido, aí Nílvia perde o único pepista que se comportou como do governo, defendendo-o e até ridicularizando as açíµes da oposição. E perder nesta caso pode significar ganhar, se Ernando for para o novo partido como está sendo ventilado nos bastidores. Aí não sei como vai ficar o PP e o PT… Parece-me que a ala dos empresários de hotelaria e imobiliárias é que deverá ser o fiel da balança. Se for ouvida por Nílvia, segue; se não for… Só Deus sabe. E Nílvia pode querer desfazer a coligação antes de ouvir os da ala central do PP.
Dança das cadeiras… e das bandeiras? V
E pra completar a pressão sobre e da base aliada do governo Nílvia, o PMDB “ principal adversário do PT e do PP na cidade “ acabou elegendo um vereador para a presidência da Executiva do diretório torrense. Ou seja: a força do partido para se agrupar após a derrota de Pardal no ano passado surgirá da casa legislativa; da forte bancada formada pelas cadeiras do vereador Alessandro (presidente do PMDB de Torres), Tubarão (vice), Gimi e Marcos.
Como a Câmara trabalha nas questíµes de arbitragem jurídica e ideológica perante as políticas públicas do executivo municipal e na elaboração de novas leis, será se opondo ideologicamente a Nílvia e executando projetos inteligentes para a população que o PMDB de Torres se baseará para buscar apoios, novas filiaçíµes, dentre outras questíµes exigidas de um dos maiores partidos de Torres (se não for o maior).
Mesmo o assunto político principal no ano que vem sendo o de apoiar a candidatura do nome do PMDB escolhido para concorrer í cadeira do Palácio Piratini, de deputados estaduais, federais e senador, a sigla torrense escolheu uma pessoa com MANDATO de vereador para liderar o trabalho da militância. E sabe-se que, por mais que se tente separar o joio do trigo, a mistura é inevitável. O povo não consegue ver diferença.
Alessandro tem um trabalho grande pela frente. E certamente o PMDB deverá ser o calo maior no sapato do governo Nílvia, com mais força ainda.Tomara que seja somente ideológico: uma oposição de gente grande!
Passagens de í´nibus custarão R$ 2,50
Após avaliar bem o contrato com a empresa Torrescar, o Comitê de gestão da prefeitura que trata deste assunto fechou negociação para que a passagem de í´nibus de Torres passe a custar R$ 2,50. Os técnicos da municipalidade checaram que as fórmulas estavam erradas e que a empresa vinha tão somente repondo a tarifa conforme inflação da planilha de custos.
Ou seja: os R$ 1,99 como tarifa máxima calculada pelo comitê estava baseado em uma fórmula equivocada. Que se fosse levada í risca projetaria tarifas estratosféricas, ou projetaria a tarifa máxima calculada erradamente no mês passado.
Os R$ 2,50 serão somente reposição. A população pode ficar tranqí¼ila que não está sendo explorada, nem pela Torrescar nem pela prefeitura. E os novos preços devem entrar em vigor em novembro.


