Envenenamentos de cachorros e gatos
Recebi este e-mail da lutadora local da defesa dos animais Taís Abel:
Os envenenamentos em Torres continuam ocorrendo. A Sra. M. R., uma senhora de 66 anos foi ameaçada pelo vizinho, com uma arma, após já ter executado alguns animais com a arma de fogo. Instruída por nós, ela registrou ocorrência na DP. O suspeito ameaçou de envenenar os animais. Nesta madrugada do dia 17, 14 animais foram mortos. Um animal foi enviado para análise toxicológica. A polícia está tomando todas as providências. Precisamos de fiscalização!
Não têm cabimento estes atos covardes. Por que esta pessoa não tentou resolver seu problema conversando ou acionando o MP, caso os cachorros e gatos a atrapalhassem? Os animais não têm culpa. Eles são vítima dos maus costumes dos humanos, que os deixam na rua sem abrigo e alimentação.
E a lei pune isto. Torço que isto seja feio com o covarde ser humano assassinou os bichos.
Sacrifícios de animais em rituais religiosos
Outra coisa que acho que deveria ser proibida por lei é o sacrifício de animais em geral em rituais religiosos. Na minha modesta opinião, se algum ente necessita de sofrimento de outro ser vivo para responder chamados, este ente não é um santo do bem. Se fosse do bem obedecia aos chamados com amor, com afeto, com luz!
Mas respeitando a religião dos outros, acho que a lei dos homens deveria proibir este ato da idade média. Os que defendem os sacrifícios com animais confundem a opinião pública, dizendo que seria uma hipocrisia dos ocidentais se alimentares de carne como o fazem e questionarem os sacrifícios dos animais na religião. Mas estão confundindo alhos com bugalhos.
O homem é um ser carnívoro e predador. Portanto, poderia muito bem comer menos carne, mas, em não agindo assim, o sistema social obrigou-se a sistematizar a tarefa antiga dos homens irem aos matos e campos para caçar e alimentar sua família, fundando as criaçíµes de animais, justamente para que o alimento não fosse extinto.
Ao contrário, nos rituais religiosos não há intenção de alimentação. Somente de sofrimento pontual do animal, não sei para que.
Quantidade ou qualidade?
Está em discussão o reajuste ou aumento (depende do ponto de vista contábil) dos funcionários públicos de Torres. A questão é sempre a mesma, repetida em nível de Brasil, em de Estados da federação ou de municípios. Os gestores, que possuem responsabilidade fiscal e política sobre o uso dos recursos públicos, dizem que os aumentos, mesmo que pífios, não cabem no orçamento, quando se sabe que existem Cargos de Confiança que poderiam ser suprimidos em nome de aumentos.
Por outro lado, os funcionários públicos, quando perguntados, não aceitam serem remunerados e reclassificados por meritocracia. Dizem que poderá haver injustiças. E quando são questionados sobre a qualidade da resolutividade de seus trabalhos, reclamam que faltam recursos humanos para que possam obter as metas desejadas pela sociedade, quando a produtividade média dos serviços públicos é muito menor do que o mesmo serviço feito pela iniciativa privada, o que derruba o argumento.
A sociedade no meio disto fica olhando para os dois lados como em um jogo de tênis, onde a bola nunca para na rede… Parece que definitivamente há uma falta de respeito ao dinheiro publico, tanto por políticos quanto por funcionários públicos. Isto é extremamente pouco didático para a sociedade civil, já que 40% do que nós produzimos diariamente vai para este bolo, que mais parece um jogo sem regras.
Outro preconceito bobo
A prefeitura fechou mais uma vez a empresa SERPAX “ Vidaprev, que vede planos de previdência funerária e outros serviços, em um estilo de seguro. O problema já se arrasta há anos, e a municipalidade alega que a empresa é na verdade uma Funerária, pois o mesmo dono possui uma e existe uma lei municipal que proíbe que existam funerárias em Torres em um raio de 200 metros do hospital local. A questão está na justiça e o empresário sempre conseguiu reabrir o estabelecimento.
Mas desta vez parece que a coisa foi violenta. Os simples funcionários que trabalham na SERPAX ligaram para A FOLHA e disserem que se sentiram marginais, pois a operação de fechamento foi acompanhada de policiais armados com fuzis e quase 15 pessoas ficaram na empreitada, quando existiam somente dois míseros funcionários na empresa.
Acho em primeiro lugar que não deveria existir esta lei de limite para estabelecimento de funerárias próximas ao hospital. Se a pessoa morre no hospital, seus familiares deveriam ter várias opçíµes de serviços justamente próximos ao hospital. Ou não? Dizem que existe um aliciamento dos vendedores í familiares de pacientes que estão desenganados, mas isto pode ocorrer meso se a funerária não for próxima: basta ter um bom olheiro. Isto deve ser combatido por uma questão de respeito í s pessoas, mas não é limitando a proximidade que se resolve.
Por outro lado, acho que a prefeitura deveria deixar que a justiça resolvesse isto. Não podemos funcionar como uma cidade de faroeste, aonde empresários que vem para cá para melhorar a qualidade e diminuir os preços dos serviços, justamente o papel da concorrência, sejam tratados como forasteiros mal recebidos. Estamos no século 21, vivemos em uma república democrática, e o direito de ir e vir existe na constituição. A justiça também existe para resolver isto. Na base do grito, não é didático. Pena…
Resgate merecido, com méritos vários
Um evento de surfe foi transferido deste final de semana para o final de março aqui em Torres. Ele será uma homenagem aos primeiros surfistas do RS, que iniciaram suas atividades no esporte aqui do Estado já na década de 1960. E é também uma espécie de tributo a cidade de Torres, berço destes empreendimentos do surf dos gaúchos.
Uma comunidade foi aberta do Facebook com o nome Guarita Galera do Surf e milhares de acessos são feitos diariamente. O grupo foi uma idéia adicional, e acabou dando ao evento uma amplitude que pode chegar a ter reflexos internacionais, nacional é certo…
Devemos aproveitar este evento para tentarmos resgatar a história dos veranistas daqui, que fazem falta hoje em dia para que venhamos a ter aquela Torres da década de 1980, que estampava lojas finas, operaçíµes de gastronomia confirmadas e os comerciantes festejavam a presença de gente com alto poder aquisitivo por aqui. Inclusive muitos enriquecerem através destes clientes.
Deveríamos perguntar para eles: Por que eles não vêm mais para Torres? E eles sabem os pontos fortes e fracos que a Torres de hoje tem em relação a Torres de antes. Não devemos simplesmente copiar e colar as respostas, mas devemos ouvir. Ah devemos…


