OPINIíO – Pagando mico!

23 de julho de 2010

 

 

 

Um exemplo de atitude a ser seguido

 

     

A construtora EP, aqui de Torres, está em fase de acabamento de um empreendimento incorporado pela empresa na Praia Grande. Após utilizar a rua para construir seu prédio, a própria construtora chamou a prefeitura municipal e propí´s uma parceria para reparar parte dos estragos que os caminhíµes pesados proporcionam naturalmente na rua, deixando buracos no entorno da obra pelo peso que ferro, o cimento, os pisos e azulejos, dentre outros materiais colocados nos apartamentos causam í  rua.  

A construtora mostra visão de longo prazo ao pagar a mão de obra para deixar boa parte da rua reparada, com novo recapeamento como mostra a imagem. Com isto, os moradores de seu empreendimento terão uma rua arrumada defronte seu novo lar, além de parte da rua ser reparada, em um benefí­cio coletivo para todos que lá trafegam.  

 Se olharmos outros prédios na cidade, podemos notar a depreciação que o natural pesado e sistêmico tráfego de caminhíµes no entorno das mesmas causam í s ruas. Se o exemplo fosse seguido por todos, a cidade estaria bastante diferente. Parabéns í  construtora EP.  

 

     

Pagando mico!

   

O PDT está pagando mico ao se referir ao ex-governador Alceu Colares quando de sua traição í  opção do partido aqui no RS. Após o atual CC de Furnas (emprego bom…) optar por Tarso do PT aqui no RS, quando seu partido é protagonista de força na coligação com Fogaça do PMDB, Colares mostra que está defendendo sua boquinha, alias, como sempre fez na polí­tica.  

 

Na eleição passada, quando candidato ao governo do RS com votação insignificante, Alceu Colares acusou publicamente o partido que ele apóia hoje de ter sido irregular e operar com Caixa dois na compra do diretório do PT na Capital, lembram? E agiu como um ditador e com requintes de delegado de polí­cia, acusando a tudo e a todos, sem pudor por nomes ou biografias passadas. Por que, então, respeitar uma biografia destas como a de Colares? Não vale í  pena, é mico.  

O PDT estadual deveria o deixarele falando sozinho, e no próximo pleito já deve saber que a escolha do ex-governador será a mais interessante para seus interésses individuais. Como sempre!

 

     

Baixar imposto e aumentar o Estado, uma equação que não fecha…

 

   O candidato petista ao governo Tarso Genro afirmou na reunião de Federasul onde os três candidatos se apresentaram na última quarta-fera (21), que baixará impostos para as microempresas, proporcionará incentivos fiscais para que novas empresas entrem no RS, e disse também que o maior custo que onera as empresas é o das leis trabalhistas. Até aí­ mais parece um discurso de uma ideologia liberal, o que não faz parte da cartilha do PT, mas que pode ser um tema de campanha até do PT, pois para se eleger atualmente os polí­ticos prometem de tudo.

Mas o mesmo candidato diz que não mexe nos salários públicos, mesmos os altos; seu plano prevê um Estado gordo de secretarias e repartiçíµes públicas; diz que o mí­nimo regional é um direito que deveria ser aumentado no RS, para ele uma defesa dos trabalhadores, mas fracos, e promete investimentos em Estradas em todo o Estado.  

Para mim, um simples bacharel em Economia e pós- graduado em marketing, a receita não fecha matematicamente. Não existe milagre. Se o Estado será grande e com polí­ticas públicas pesadas, não sobre dinheiro sequer para investimentos, como já vimos aqui no RS nos governos anteriores ao de Yeda Crusius, o único que mostra caixa para tal, por conta justamente de um iní­cio de racionalização das contas fixas públicas locais.   Projetar e prometer incentivo fiscal, baixa de impostos e flexibilização das leis trabalhistas, chega a ser piada e um desrespeito í  inteligência humana, a menos que o candidato tenha uma carta na manga para pagar as cotas sem dinheiro.  

 

     

Fogaça promete o impossí­vel

   

O outro candidato, José Fogaça (PMDB), na mesma reunião da quarta-feira, na minha opinião erra ao propor uma reforma polí­tica no Estado, dizendo que trará todos os partidos para o mesmo barco. A reforma polí­tica é lei federal que deve ser combatida n base, com regras rí­gidas de fidelidade partidária e de programas de governo, pra mim, é claro. Portanto, não se trata de ação de um Estado. E se a reforma for, de fato e não de direito, buscando que partidos radicalmente contrários em ideologias de identifiquem como, por exemplo, DEM, PP, PSDB se alinharem í s polí­ticas públicas do PT, do Psol ou do PSB, não se trata da forma saudável de um Estado se desenvolver. O crescimento social saudável deve passar pelas diferenças radicais de ideais. Somente assim a população saberá realmente a diferença entre um Estado grande e interventor de um Estado pequeno na estrutura e que valoriza a liberdade de seus cidadãos, investindo seus recursos em serviços básicos.  

Pra mim, Fogaça deveria seguir sua bela idéia da regionalização dos orçamentos. Esta, sim, é uma idéia diferencial, que independe de uma postura mais liberal ou mais Estatal.   Grêmio e Colorado nunca estarão unidos no RS…

 

   

Yeda ainda peca ao não valorizar seus feitos

   

Pra mim a governadora Yeda parece que não está valorizando tudo que seu governo fez pelo RS. Recebeu, por exemplo, um ataque de seu oponente Tarso Genro, na mesma reunião da Federasul, na quarta-feira passada (21), que creditou ao ex-governador Rigotto o feito do governo do RS ter recebido mais de R$ 1 bilhão de empréstimos subsidiados do Baco Mundial, sem creditar nada ao necessário tema de casa que a governadora realizou ao ajeitar as contas públicas locais, exigência do Banco para ceder o empréstimo.  

 Se eu fosse ela, a governadora, responderia que finalmente o PT também assume publicamente que o crescimento econí´mico do Brasil se dá por conta da polí­tica neoliberal do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, sem nenhum crédito ao PT, que só foi bom por assumir que a polí­tica era boa e mantê-la, mesmo contra as bases ideológicas comunistas do partido.  

Responderia ainda mais. Diria que o RS não recebeu o dinheiro antes e não se credenciou para mais, por conta dos ataques do PT aqui no Estado, que não deixou que o funcionalismo público recebesse uma lei exigida pelo Banco Mundial, a da Meritocracia, que simplesmente premia quem se destaca e não premia que fica inerte, mas que foi brecada pelos petistas e seus sindicatos pelegos.

 

   

Coragem

   

Um relatório de um organismo mundial coloca o Brasil em uma posição vergonhosa no ranking de esgotamento sanitário. Mostra que os últimos governos optaram por gastar dinheiro no que dá voto, ao invés de proporcionarem Saúde Básica para a população.

 Neste contexto, há de se elogiar a governadora Yeda, a Corsan e seu ex-presidente Marco Alba e o atual prefeito de Torres João Alberto Cardoso. Foram eles corajosos em programar esgotamentos sanitários recordes no Estado e aqui na cidade. Foram corajosos por fazer simplesmente suas obrigaçíµes, ao invés de comprarem votos com Bolsas de ajuda financeira e outras coisitas mais…          


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