OPINIíO – PLANO DIRETOR

19 de março de 2011

 

     

 

TARSO E O CPERGS

   

Iniciou a velha briga entre o CPERGS e o governo do Estado. O sindicato conseguiu de certa forma derrubar o governo Yeda por conta de sua insistência em não aceitar as propostas encaminhadas pela governadora no iní­cio de seu mandato e em outras várias vezes.  A diferença básica  atual é a bandeira que Tarso carrega na teoria, de não aceitar as, ditas por ele e seu partido, atitudes capitalistas e neoliberais do governo anterior. Digo na teoria porque na prática sua resposta é quase igual a do governo anterior, até pior, se formos levar as duas propostas ao pé da letra e enxergarmos a realidade dos professores EM ATUAí‡íƒO, que deveriam ter prioridade, e dos PROFESSORES INICIANTES, que deveriam ser beneficiados pela diminuição da diferença salarial deles com os vencimentos mais altos da secretaria da Educação como um todo.  

Outra diferença é a provável não presença da ex-deputada Luciana Genro dos embates contra o governo. A vereadora portoalegrense do PSOL de Luciana foi a lí­der da quase invasão da casa da governadora há  dois anos. E não se imagina que o CPERGS vá fazer passeata na frente da casa de Tarso, nem fazer campanha com out doors ofensivos contra Tarso em Porto Alegre, tão pouco se espera que a ex- deputada Luciana e seu PSOL vá levantar a bandeira contra a integridade moral de seu pai,o governador.  

Mas a briga deverá ser boa de ver. Na verdade o sindicato tem razão em afirmar que está assistindo mais um governo que não demonstra a vontade polí­tica de efetivamente investir na Educação local. Para aumentar realmente os salários dos professores, mesmo que seja se forma mais forte na base da pirâmide, o que acho mais razoável, o governador deverá abrir mão de outras frentes consumidoras de recursos, como a contratação de CCs, a criação de novas pastas, etc. E, ao contrário do que demonstra, deveria diminuir o tamanho do Estado para aplicar o saldo em Educação.  

Por outro lado, o CPERGS já deixou claro que representa uma minoria da vontade de professores do RS. A maioria, por exemplo, gostaria que o projeto do governo Yeda fosse aplicado, mas estes não são os militantes.  Quero ver se o PT e até os partidos da base do governo anterior vão aprovar o projeto de Tarso. Se fosse Yeda no poder, já estariam soando as sinetas em frente ao Piratini.

 

     

Não tem como agradar todo mundo

   

Inicia-se o ano anterior ao pleito do ano de 2012 e naturalmente os partidos e homens da polí­tica começam também a se movimentar para iniciar os posicionamentos de suas pessoas e partidos para o ano vindouro. Isto e saudável e faz parte da democracia. Mas seria interessante se os debates cercassem-se de temas de ideologia, de carência de obras públicas, de excesso de obras públicas,  etc. Não é saudável que os embates polí­ticos fiquem baseados em paradigmas antigos, qual seja, o de tentar minar o terreno dos adversários, incondicionalmente, e acabar criando exércitos de fofoqueiros espalhados pela cidade.  

O polí­tico que quer realmente vender seu peixe para os eleitores, principalmente em perí­odos mais longe de eleiçíµes, deveria se mostrar interessado e informado sobre as diretrizes da administração no poder. Dificilmente uma pessoa bem informada vai comprar uma candidatura que se mostra desinformada, desatualizada. E nesta fase, um ano e quatro meses antes do iní­cio do próximo perí­odo eleitoral, são os formadores de opinião que irão aceitar, discordar e, afinal, multiplicar as novas idéias de candidaturas.  

 Outro ponto fundamental para ser levado em conta pelos que pleitearão uma vaga para concorrer í  prefeito ou a uma vaga na Câmara local é o de possuir um lado maior de sua inclinação ideológica. O saudável seria que os debates ficassem em torno de alternativas mais voltadas para o turismo e veranismo como solução para o desenvolvimento da cidade, contra outras plataformas que preferem priorizar mais as demandas sociais de Torres. Um candidato deveria ter bem claro em que lado da balança ele estará.    

Não dá para agradar a todos: isto é absoluto. Portanto dever-se-á de ter uma escolha institucional.

   

Não tem como agradar todo mundo 2

   

Outra premissa que deveria estar clara para todos os cidadãos, mas é obrigatória para ser utilizada por polí­ticos inseridos na disputa eleitoral, se trata de saber da quase absoluta necessidade de recursos para que projetos e ideais sejam realizados. Atualmente o prefeito de Torres optou claramente em abrir mão de ter orçamento próprio liberado na totalidade para trabalhar em troca de utilizá-lo, quase que totalmente, após o custeio geral da máquina, para pagar contrapartidas de projetos com verbas federais e estaduais.    

  Não existe a possibilidade de um prefeito ter somente orçamento da prefeitura e realizar alguma coisa que seja visí­vel. Ficaria somente na manutenção de ruas e estradas, se assim o fosse.  

E quando se opta por buscar verbas de fora, não se pode decidir como, onde e quando se irá aplicá-la.    

Por exemplo, ouço muito de muní­cipes em geral que não entendem o porquê da prefeitura asfaltar ruas novas ao invés de tapar os buracos das atuais. Mas é que os recursos têm endereço, com número e CEP.   Não dá para pegar dinheiro liberado de um projeto de asfaltamento de uma avenida importante da cidade (esta é a premissa da verba federal ou estadual) e utilizar para tapar buracos de uma rua completamente diferente. Assim como não dá para utilizar verba para asfaltamento de vilas periféricas para reformar a avenida principal da cidade.    

Portanto a decisão é a seguinte: buscar dinheiro fora e arcar com a contrapartida ou somente escolher, e esperar e esperar capacidade de investimento.

   

PLANO DIRETOR

   

O ministério Público Estadual, através de seu departamento de Ordem Urbaní­stica, estará promovendo aqui em Torres no final do mês um encontro para debates sobre os temas fundamentais a serem levado em conta por qualquer cidadão, mas principalmente pelas pessoas que são atores da confecção e aprovação da lei que rege as regras o crescimento urbano, antes de participarem das decisíµes do novo Plano Diretor local.  

Serão palestras temáticas ministradas por especialistas indicados pelo próprio MP, que serão  oferecidas gratuitamente para qualquer pessoa que quiser assistir. Após as mesmas, haverá um espaço para debates, com perguntas e respostas.  

O evento será enxuto. Cabe aos que lá forem que preparem dúvidas sobre o que será discutido na cidade a seguir (pois nosso Plano Diretor entrará em debate para discussão e aprovação provavelmente ainda em 2011) e realizar perguntas práticas. Cabe também aos especialistas (engenheiros e arquitetos que conhecem urbanismo) que lá compareçam e lá também tirem suas dúvidas.  

Geralmente as questíµes acabam sendo discutidas no âmbito conceitual. E neste âmbito sempre terá uma corrente de pensamento que ganha o jogo e outra que perde, invariavelmente. Os centristas devem pelo menos colocar para qual lado seu centrismo é mais indicado.  

O evento será no dia 31.

 

   

Obras acontecendo. Que bom!

   

Uma corrente pessimista da cidade insistia (alguns ainda insistem por pura falta de informação ou cabeça dura) que as obras anunciadas pela prefeitura de Torres não sairiam. Mas a torcida destes torrenses, que enxergam sempre pelo em ovo, não adiantou. A prefeitura apresenta a cada dia cabais provas de que as obras estão saindo e novas devem ser anunciadas, pois o método do prefeito João Alberto é o de estar sempre articulando com ministérios e polí­ticos em Brasí­lia por mais verbas para Torres.  

A administração correria alto risco em anunciar as obras sem ter certeza das verbas. E é por isto que eu, particularmente, acreditei. E se  não saí­ssem as obras, a coluna estamparia a derrota. Mas como saí­ram, cabe somente parabenizar a administração.

 Serei sempre apoiador de tudo que vá somar para Torres. Minhas ideologias podem ser divergentes deste ou de outros prefeitos que vierem. Mas se está anunciado,em princí­pio eu acredito, pelo menos aqui na cidade,onde o eleitor está próximo do polí­tico em que votou.                      


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