OPINIíO – Sede da Prefeitura vai virar museu

10 de dezembro de 2012

 

Fausto Araújo Santos Júnior  

 

 Estamos há pouco tempo de encerrar um ciclo onde a Prefeitura Municipal de Torres funcionou no antigo centro de Torres, hoje podendo ser chamado de Centro Histórico da cidade. í‰ que o prédio antigo, aquele ali na Rua Júlio de Castilhos, conforme anunciou a prefeita eleita Ní­lvia Pinto Pereira na semana passada, deverá ser transformado em um grande Museu. Não vai mais existir pessoas da administração pública torrense trabalhando no Centro Alto da cidade. Conforme decisão final tomada pelo novo governo, que assume no dia 1 º, pessoas que trabalhariam no prédio atual e no prédio frontal alugado passarão a trabalhar em um prédio alugado, na Avenida Castelo Branco, onde funcionava a loja Eletrobens. Não sei se isto ocorrerá a tempo, até o próximo dia 1 º, mas que em janeiro o processo deve se encerrar, quase que garanto…

Trata-se de uma decisão de governo. E a história das várias décadas de momentos e legados, positivos e negativos que os prefeitos que atuaram no prédio propiciaram para serem registrados nos anais da cidade poderia ser o primeiro projeto do Museu projetado. Trata-se de muita coisa que lá aconteceu.   Todas com as melhores intençíµes: a de dar mais conforto e qualidade de vida para os moradores de nossa Torres, seus veranistas e seus turistas.   Muitos acertos, muitos erros e com certeza muitas curiosidades. Um projeto bem feito sobre isto daria um livro e as amostras citadas no livro poderiam estar expostas no museu. Uma idéia.

 

Nova sede, novo conceito de trabalho  

 

 Parece que o conceito que será utilizado na nova sede da prefeitura, na Castelo Branco, será similar aos utilizados em escritórios da iniciativa privada, chamadas conceitualmente de Sala de Guerra. Trata-se de um ambiente sem paredes, somente com poucas divisórias, onde as pessoas, além de trabalhar, assistem o trabalho dos outros de certa forma. O processo ajuda a que os trabalhadores mantenham sua postura, trabalhem como se fossem parte de um time e possam resolver rapidamente questíµes que envolvem colegas de outros setores somente dando alguns passos, sem burocracias e marcaçíµes de reuniíµes antecipadas. A necessária transparência do trabalho também acaba ajudando… A prefeita pode sentir-se dentro de um jogo caminhando no meio dos jogadores, como um técnico que deu instruçíµes e está ali para ajudar que as mesmas sejam cumpridas de forma saudável, sem medos nem dúvidas. A chance de gol é maior, certamente.

Parabéns a prefeita eleita e í s pessoas que idealizaram este conceito, caso se confirme o que ouvi, o que acho de muita eficácia e eficiência, já que o prédio não é muito grande e necessita produtividade.  

 

Estacionamento necessário

 

Uma das tarefas dos projetistas da nova instalação da prefeitura, que será na Avenida Castelo Branco, se trata de dar espaço para que servidores da municipalidade tenham onde estacionar seus carros, servidores e contribuintes, fornecedores, polí­ticos e outros visitantes diários do serviço público local. í‰ que o Igra, especificamente a Castelo Branco, a avenida que serve o bairro, atualmente já ocupa muito estacionamento por conta dos vários estabelecimentos comerciais e de serviço que lá operam. Além disto, atualmente a maioria das pessoas tem carro. E a prefeitura tem em média mil servidores. Muitos trabalham na Saúde, que já tem prédio próprio; outros trabalham na Educação, que também tem prédio próprio, outros, ainda, na secretaria de Obras, que tem dois prédios próprios. Mas a maioria trabalha nos dois prédios da Rua Júlio de Castilhos e em outros locais menores como o Centro de Cultura, por exemplo.  

Lugar para estacionar é necessário. Tem um terreno baldio ao lado do prédio, não sei se foi alugado também. Mas, se não, sugiro que se providenciem locais para estacionamento de funcionários.   Para os contribuintes deveria ter um estacionamento rotativo controlado por alguém defronte ao prédio, somente para pessoas de fora, sem poder ser ocupado por funcionários. Uma idéia.

 

Cultura passa para Secretaria de Educação…

 

Durante o anúncio do secretariado da nova prefeita Nilvia, um dos comunicados de tomadas de decisão DE GOVERNO feitos pela equipe dela na semana passada foi a decisão de transferir o departamento de Cultura para a Secretaria de Educação. Hoje o setor funciona na Secretaria de Turismo. A decisão de Ní­lvia visa tratar o tema como mais uma forma de inclusão social da sociedade, dando mais espaço pelo que entendi, para a inclusão das artes no processo de aprendizagem e formação cidadã das crianças e adolescentes torrenses.

A idéia é boa e já é cientí­fica a constatação que a leitura, as artes Cênicas, a Música, as Artes Plásticas, dentre outras áreas da Cultura, acabam servindo como uma espécie de preparo das mentes para um melhor aprendizado em geral, além de dar mais chance í s mentes que tenham mais criatividade e quebrem preconceitos e tabus.

A questão da inclusão da cultura enraizada em Torres e na região como forma de até tratar isto como um legado nosso, dos torrenses, e que deve fazer parte da educação e da multiplicação e preservação da sociedade também é positiva. Por exemplo: a alimentação tradicional, as gí­rias locais, a música, enfim, a influência da miscigenação entre colonos alemães, italianos, português-açorianos e í­ndios já traduziram isto nos dois séculos de interação entre estes biótipos em um biótipo nosso, em um tipo de culinária, um tipo de lazer especí­fico que prosperou, um tipo de escolha econí´mica para sustento de vida… E isto é a Cultura de TORRES.

Mas me preocupa a cultura chamada de PRONTA, a cultura para CONSUMO. í€quela que se trata de dar oportunidade para a sociedade que aprecie espetáculos de arte. Existe, por exemplo, o projeto Torres na Cena, que apresenta peças teatrais e shows no teatro do Centro de Cultura, a parceria entre o SESC e a municipalidade que trás no veraneio anualmente espetáculos de rua de teatro e de música; a questão do patrimí´nio Histórico, etc. Não sei se dentro da secretaria de Educação cabe uma atuação com este escopo, uma atividade muito mais voltada í  relação com artistas, com párocos, com empreendedores, etc.

Parece que esta arte da Cultura deveria ficar como é: junto í  secretaria de Turismo.

 

 

 

 

 

 

 


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