OPINIíO – Terrorismo petista ou Pcdobdista?

5 de dezembro de 2011

 Fausto Araújo Santos Jr.  

 

 

 

Prefeitura errou, lojistas erraram…

   

A manifestação dos lojistas da Praça XV pela depredação da praça por adolescentes irresponsáveis pode ter sido exagerada, pois o pessoal aproveitou e reclamou de coisas generalizadas, com o visí­vel intuito de denegrir a imagem da atual administração, atitude normal para opositores incondicionais, o que não transmite o âmago da busca dos lojistas: a recuperação da praça, não oposição incondicional.

 

 Mas a prefeitura em minha opinião errou, sim, em apostar em retirar dos empresários locais a paternidade por adoção do local. Quando foi entregue pelos lojistas em 2004, a praça estava conservada e segura; após se tornou desleixada e insegura. Não se trata de uma mazela somente da prefeitura de Torres, trata-se de uma mazela de qualquer praça em qualquer cidade que é administrada somente pelo poder público. As burocracias internas, a falta de funcionários motivados para cuidar das praças como se suas fossem (como fazem os que as adotam); as dificuldades de encaixar recursos para a manutenção de uma praça diferenciada, quando existem outras também que os moradores do entorno acham diferenciadas (para eles),  são exemplos de causas que explicam o problema, mas não justificam.

 

Parece-me que a opção de sugerir a adoção generalizada de qualquer praça por moradores ou lojistas do estorno delas seria a melhor opção. Cabe-se fazer um convênio regrado, onde os direitos gerais não possam ser retirados dos moradores da cidade  em geral,  em nome de interesses especí­ficos e elitistas, é claro. Mas a autonomia de manutenção e regramento, desde que obedecidas í s regras e leis videntes, me parece que é direito legí­timo dos que adotam. E deu certo em Torres.

 

A Praça João Neves da Fontoura é um exemplo de sucesso. Lá, o lugar é público, mas sempre está mantido limpo e bonito. A municipalidade retirou outra paternidade nos últimos meses: a da Praça em frente aos quiosques. Sugiro que sejam eleitos outros padrinhos ou que voltem os antigos. A adoção é um belo exemplo de parceria público-privada. Mas isto é uma questão de bandeira polí­tica e devem ter opositores dentro da municipalidade, o que é normal.   Mesmo assim, minha opinião não muda, humildemente…

 

 

   

Terrorismo petista ou Pcdobdista?

   

Desde que a nova administração do governo do RS assumiu, Torres acabou sofrendo várias açíµes de terrorismo perante os moradores e comerciantes. Primeiro foi no Parque Itapeva. Os diretores do parque passaram a ameaçar os moradores (pobres) do entorno,  dizendo a eles que suas moradas acabariam virado propriedade do governo, não os deixando, inclusive, reformar suas casas ou sequer religar a luz. O argumento era que se tratava de área do Parque Itapeva, parque este que sequer ainda esta demarcado, e que não indenizou praticamente ninguém desde sua implantação, em 2002.

 

Agora foi a FEPAM, também ligada a mesma secretaria do meio ambiente do governo do RS. Os técnicos da mesma mandaram os quiosqueiros demolir seus estabelecimentos no calçadão da Praia Grande e pagar multa ainda por estarem em desacordo com a lei. Ou seja, tiraram empregos e pediram para que os desempregados pagassem ainda por desacordos anteriores em seu trabalho, pois quiosque para seus donos é sobrevivência, única forma de vida, para muitos há 30 anos ou mais.

 

Coincidentemente a secretaria que ordenou as duas atitudes ditatoriais é ocupada pelo PC do B que tem como titular a secretária Jussara Cony. E coincidentemente as duas açíµes estão longe de serem buscas de preservação ambiental: elas mais parecem busca de poder, ou disputa de território.     Não são os poucos moradores do entorno do parque que iriam matar o parque, muito menos não é a retirada dos quiosques da Praia Grande que se salvará o Oceano Atlântico.

 

O PT é o lí­der de todas estas verdadeiras balburdias feitas pela caneta na mão de quem não merece, mas a coincidência de ser da mesma secretaria as açíµes de terrorismo sugere que o comunismo do PC do B e suas caracterí­sticas peculiares está sendo testado dentro da SEMA do RS. Olho no lance!

 

 

   

Vários motivos

   

Outra coincidência em Torres é a invasão dos homens de preto (fiscais) do Estado, do Brasil, de várias secretarias e ministérios no veraneio. Sabe-se que existe em alguns casos uma lógica, por exemplo: é no verão que se deve ter mais cuidado com a sanidade dos alimentos vendidos nos mercados, pois um erro pode causar problemas para várias pessoas, já que a população da cidade quase se multiplica por dez nesta época. Sabe-se também que a BUSCA DE VAGABUNDOS ladríµes também fica mais importante de ser feita no veraneio NAS PRAIAS, pois vagabundo Mané corre atrás de onde anda o dinheiro e as ví­timas desavisadas,  e as praias são lugar fértil para eles. Portanto o aumento do POLICIAMENTO OSTENCIVO é perfeitamente explicável.

 

Mas o que não se entende são as fiscalizaçíµes trabalhistas, por exemplo, feitas pelo ministério do Trabalho.   Sabe-se que a legislação brasileira, a CLT, é cheia de ciladas e consequentemente é difí­cil um estabelecimento comercial ou de turismo simples e familiar como a maioria em Torres conseguir estar obedecendo todas as leis e suas especificidades, mesmo se os micros empreendedores estiverem com as melhores das intençíµes, embora tenha que fugir de custos como o diabo da cruz na questão trabalhista, que quase que inviabiliza contrataçíµes por ser igual,  tanto para pequenas ou microempresas quanto para grandes, um erro grotesco do Brasil. Outra turma de homens de preto que sempre aparece por aqui no veraneio e atrapalha quem está trabalhando é o pessoal da FEPAM. Parece que durante o inverno não existe gente em APP ou em banhado; mas no veraneio eles são intimados e multados como se fossem animais e que construí­ram suas moradas ali, há pouco tempo. Parece que nada no inverno prejudica o meio ambiente, só no verão…

 

Parece que existem motivos ocultos para esta coincidência, que insiste em atrapalhar os comerciantes que dependem da safra para guardar seu dinheiro para o ano todo.   Pode ser um bom motivo para viajaram a trabalho no veraneio e pegarem uma prainha e diárias polpudas. Pode ser vontade de burocratas mostrarem serviço em época de confusão. í‰ na confusão que somos, afinal, reconhecidos, devem pensar os tecnocratas ou seus chefes. Mas servidor público foi feito para aparecer?

 

  Esperamos que não tenham outros motivos ocultos, que são impublicáveis sem antes haver denúncia…

 

 

   

Torcida contra teve de virar a página

   

A prefeitura deve, sim, entregar as obras na Prainha e na Praia Grande até o veraneio. Se faltar alguma coisa é detalhe de acabamento que não irá prejudicar os turistas que, graças í  Deus,  invadem a cidade. Teremos a Benjamin Constat toda reformada em seu piso e com obra de drenagem por baixo, que irão melhorar ou até terminar com as poças nas ruas transversais. Teremos a Prainha e 25% da Praia Grande com o Calçadão novinho em folha, com asfalto novo, luminárias novas e Ciclovia,   que acompanham bondosamente a nova calçada.   E mais:  na obra no Calçadão na Praia Grande esão sendo colocados canos de escoamento de água também, na Beira Mar e em ligaçíµes com vias perpendiculares, que ajudarão, lá na frente, que sejam escoadas as poças da outra parte do bairro todo, praticamente eliminando um problema que existe desde que a urbanização foi feita, há 50 anos.  

Os que torciam contra devem definitivamente virar a página. Não será desta vez que obras de melhorias poderão ser usadas para a crí­tica, um antagonismo que estava sendo realizado aqui na cidade pela oposição incondicional ao prefeito.   Os crí­ticos de plantão deveriam virar a página e militar por uma operação tapa-buracos em algumas vias, o que acho que deve acontecer ainda antes do veraneio, mas que não foi anunciado oficialmente pela prefeitura. Trocar o disco é a solução.  

 

 

   

 Há concorrência na presidência da Câmara

   

 O vereador Tiaguinho (PMDB) entrou em campo para ser uma espécie de salvação da lavoura do PMDB na disputa pela presidência da Camara Municipal. Zé Ivan quer ser o escolhido da situação, mas Gimi não quer. Gimi também quer ser o escolhido da situação, mas Zé Ivan não aceita, pois ele não foi presidente ainda e Gimi já foi quatro vezes.  

 

E aí­ entra atropelando na reta final o escolhido da oposição, o vereador Idelfonso Brocca. Ele me garantiu que não perde, mas não confio em nenhuma fidelidade nestas horas , e Brocca deveria ficar com a pulga atrás da orelha. í‰ segunda-feira, na sessão da casa. Vamos assistir a saudável disputa?

                         


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