Pesquisa aponta: Brasileiros falam inglês de ‘qualidade muito baixa’

27 de outubro de 2012

 

 

A Copa do Mundo, em 2014, e os Jogos Olí­mpicos, em 2016, vão ser grandes eventos internacionais que vão mudar a cara do Brasil. Porém, um fator preocupante se espalha pela nossa nação: brasileiros apresentam um dos piores desempenhos ao se comunicar em inglês, revela pesquisa.

De acordo com o EF English Proficiency Index (EF EPI) de 2012, o paí­s está na 46 ª posição em um ranking que considera 54 paí­ses. Cerca de 1,7 milhão de pessoas foram testadas, das quais 130 mil eram brasileiras.

Os suecos são os mais fluentes em inglês, de acordo com a pesquisa. Eles são seguidos de perto pelos seus vizinhos escandinavos (Noruega, Finlândia e Dinamarca), e por outros paí­ses europeus e desenvolvidos como Alemanha, Bélgica, Holanda. Todos contam com ní­veis muito altos de proficiência em inglês.

A América Latina teve um desempenho baixo na pesquisa, e os brasileiros não ajudaram a reverter esse quadro. O Brasil foi considerado como um paí­s com proficiência muito baixa em inglês, o menor dos conceitos. Ficamos atrás da Argentina (o melhor colocado na região, único com "proficiência moderada" no continente, e em 20 º lugar no ranking geral), além de Uruguai, Peru, Costa Rica, México, Chile, Venezuela, El Salvador e Equador.

 

O fator analfabetismo funcional

 

O relatório do EF EPI ressalta que o chamado analfabetismo funcional – ou seja, a incapacidade de pessoas alfabetizadas entenderem o que está escrito – tem grande influência na posição do Brasil, e constitui-se em um limitador para o aprendizado de lí­nguas, o que explicaria a "proficiência muito baixa". A baixa qualidade da educação pública também é um fator deficitário.

Em agosto (de 2012), o jornal A FOLHA publicou uma matéria, baseada em pesquisa do INEF,   explicando que os chamados analfabetos funcionais representam 27% dos brasileiros, enquanto a maior parte (47%) da população apresenta um ní­vel de alfabetização apenas básico. Destas pessoas, fica difí­cil esperar que saia mais em inglês do que um Yes,   um No ou um The book is on the table.

O desempenho brasileiro no relatório foi um vexame, e nem mesmo o argumento de que a população nacional é grande serve como desculpa para o péssimo 46 º lugar. Entre os BRICs, naçíµes em desenvolvimento que competem para ser futuras superpotências econí´micas, a gigante China aparece em 36 º, a Rússia em 29 º e a índia (onde o Inglês é uma das lí­nguas oficiais) fica em 14 º.

Brasil e China, segundo a pesquisa, vivem uma situação semelhante em relação ao inglês. As pessoas (no geral) não dão muita atenção porque o mercado interno é forte e aparentemente basta a elas negociar internamente, na lí­ngua local. O cenário é realmente diferente em paí­ses europeus, como a Alemanha, onde o fluxo de turismo e negócios envolvendo pessoas de diferentes nacionalidades estimula um contato maior com o inglês e outras lí­nguas.

 

Fraco inglês também nas relaçíµes de trabalho

 

Uma outra pesquisa (divulgada em junho) mostra que, na média, o brasileiro não vai também quando o assunto é inglês no trabalho. Numa escala de um a dez, os profissionais que estão estudando tiveram nota 2,95. O Brasil ficou em 67 º lugar entre 76 paí­ses, e também bem atrás dos outros BRIC™s  (Rússia, China e índia).

Segundo o direto-geral da GlobalEnglish no Brasil, José Ricardo Noronha, a dificuldade de se comunicar na lí­ngua universal dos negócios tem impacto direto no desempenho das empresas. Quando a gente tem um baixo ní­vel de comunicação internacional,a gente perde a possibilidade de atrair mais investimentos, de nós tornarmos mais produtivos e trazermos novas divisas para o paí­s.Isso é muito ruim para nossa nação.

 

 

*com informaçíµes de BBC Brasil e Globo


Publicado em:







Veja Também





Links Patrocinados