Polí­cia Civil de Torres aplica a Teoria das Janelas Quebradas nas ações policiais

26 de março de 2011

A teoria foi originalmente aplicada em Nova York e

reduziu drasticamente os í­ndices criminais.

     

A Polí­cia Civil de Torres prendeu preventivamente um homem com 25 anos no último dia 18, quinta-feira  aqui na cidade. De acordo com o delegado Roger Spode Brutti, foi aplicada a Teoria das Janelas Quebradas (Broken Windows Theory) nesse caso. O delegado Roger lembra que o episódio em questão relaciona-se com a conhecida "Broken Windows Theory", doutrina esta utilizada em Nova Iorque,  na gestão do Prefeito Rudolph Giuliani, durante a chamada polí­tica de "tolerância zero" contra a criminalidade.    

O delegado Roger lembra que em 1982, o cientista polí­tico James Q. Wilson e o psicólogo criminologista George Kelling, ambos americanos, publicaram na revista Atlantic Monthly um estudo em que, pela primeira vez, estabelecia-se uma relação de causalidade entre desordem e criminalidade.    

Naquele estudo, cujo tí­tulo era The Police and Neiborghood Safety (A Polí­cia e a Segurança da Comunidade), os autores usaram a imagem de janelas quebradas para explicar como a desordem e a criminalidade poderiam, aos poucos, infiltrar-se numa comunidade, causando a sua decadência e a consequente queda da qualidade de vida.    

Kelling e Wilson sustentavam que, se uma janela de uma fábrica ou de um escritório fosse quebrada e não fosse imediatamente consertada, as pessoas que por ali passassem concluiriam que ninguém se importava com isso e que, naquela localidade, não havia autoridade responsável pela manutenção da ordem.    

No caso em questão, as investigaçíµes policiais levaram í  identificação de um indiví­duo com as caracterí­sticas fí­sicas apontadas pela ví­tima. Levado í  Delegacia, foi submetido a reconhecimento pessoal cujo resultado foi positivo. Solicitada a prisão preventiva do autor, foi deferida no mesmo dia pelo Poder Judiciário local. A ví­tima havia relatado que o autor, munido com arma branca, rendeu-lhe nas proximidades do Ginásio da Lagoa do Violão, no Municí­pio de Torres, subtraindo-lhe seu celular e sua carteira.    

A Polí­cia Civil aproveita a oportunidade para alertar aos moradores e aos veranistas sobre a inconveniência de transitarem desacompanhados no referido local í  noite, já que há pouca iluminação e aquele campo restrito é ponto de pernoite de andarilhos diversos os quais se aproveitam do fato de que o Ginásio mencionado encontra-se abandonado.  

 Dessa forma, nos arredores de prédios e outros terrenos públicos depredados e abandonados, os marginais acabam sentindo-se motivados a firmarem ali seu campo de atuação ilí­cita.  


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