O final do prazo da trocas de partido ou domicílio eleitoral para os que QUEREM CONCORRER na eleição do ano que vem, que se encerrou nesta sexta-feira, mexeu com muitas pessoas, partidos e horizontes na política de Torres. O fato novo protagonista é a criação de novos partidos, onde a legislação eleitoral permite que pessoas que ingressem neles não percam seus mandatos atuais e possam ao mesmo tempo concorrer no pleito de 2012 para a vereança e principalmente para prefeituras.
í‰ que se trata de fato natural que siglas tradicionais em todas as cidades possuam MAIS DE UMA PESSOA interessada em concorrer, quando a vaga é somente para um. Aí o PSD, lançado no Brasil por uma dissidência do DEM principalmente em São Paulo, vai acabar se transformando em um forte partido, pois muitas pessoas, com boas e ótimas densidades eleitorais, farão parte do quadro da agremiação, mesmo após o pleito, o que pode tornar a nova sigla uma das mais DENSAS EM NOMES, pois não será vontade de pessoas normais passarem para a sigla: a preferência é dos que QUEREM CONCORRER e não vêem espaços nos partidos atuais.
Acho um erro da lei atual. Seria mais coerente que HOUVESSE PORTA ABERTA neste período para QUALQUER UM mudar de agremiação SEM PERDER O MANDATO. Acho certa a proibição de transferências logo após os pleitos, o que mostra vontades de pessoas de somente usufruírem de coligaçíµes mais polpudas, eu diria, e ficarem em partidos no poder. Mas a um ano do pleito seria saudável a abertura de janelas para dissidências. Aí os partidos teriam que FAZER SEUS TEMAS DE CASA para manterem os filiados em seus quadros, o que também acho saudável.
Política fervilhando 2
Aqui em Torres a coisa não foi diferente. Tudo começou com a ameaça de saída do PMDB do vice-prefeito Pardal. A recuada após a ameaça gerou outras divergências internas e acabou fazendo com que o vereador Gimi também se rebelasse e colocasse o gato no telhado do PMDB. Ele pode estar se transferindo para o PSB, partido novo, e pode também estar levado com ele algumas outras figuras da sigla que está com o poder na cidade. Parece que o que está brecando a idéia de Gimi é a obrigação do partido TER CONSOLIDADO NO RS um DIRETí“RIO que exige UM NíšMERO MíNIMO DE FILIADOS para ser aceito na justiça eleitoral. E o PSB já teria conseguido transferência de deputados federais e estaduais por conta de NíƒO HAVER ELEIí‡íƒO NO ANO DE 2012 para estas cadeiras. Mas para as cadeiras de prefeito e vereança é exigida A FORMALIZAí‡íƒO DO DIRETORIO NO RIO GRANDE DO SUL, o que parece estaria sendo difícil.
Até fechar esta edição, não havia ainda a formalização de nada. Somente conversas informais e buscas de informaçíµes dos interessados. Mas o movimento pode GERAR A SAíDA DE GIMI ATí‰ PARA OUTRO PARTIDO, pois fica claro que o atual presidente da Câmara quer ter espaço garantido para concorrer í prefeitura de Torres, o que é compreensível, pois Gimi já está há 16 anos como vereador e quer ser prefeito desde 2003. E no PMDB terá que lutar contra dois concorrentes fortes: Pardal e José Ivan.
Política fervilhando 3
O PP está de olho nos movimentos como lobo í noite em galinheiro. í‰ que os pepistas sabem que os nomes do PMDB são fortes, o que poderá enriquecer a nominata do partido, que afirma aos sete ventos que QUER ESTAR NO PODER EM 2013. Tanto Gimi, o último rebelde, como Pardal, o primeiro, podem ir para o PP. O problema é a perda de mandato. E a perda de salário, pois em ano eleitoral que já se gasta naturalmente, e perder uma garantia mensal é fator PESADO para qualquer orçamento. Além dos salários, perde-se também a chance de estar na vitrine, Gimi como vereador e Pardal como vice-prefeito, surfando nas ondas das obras e obras que a administração João Alerto entrega, inaugura ou anuncia, semana após semana, e que serão mais e mais.
Política fervilhando 4
Em alguns casos, candidatos í vereança também trocam de partido. Alguns por ver em outra sigla mais possibilidade de entrar na nominata, outros por ver nas possibilidades de coligação uma maior chance de ser eleito na proporcional (onde dois partidos se unem e somam os votos), e outros por se sentirem desgostosos dentro da agremiação. A notícia que recebi direto da fonte foi a saída do pré-candidato Paulinho Cabelereiro, do PMDB para se filiar ao PT. Ele irá concorrer pela sigla que deve levar a pré-candidata Nílvia Pereira na cabeça para uma vaga na Câmara junto com o ex-vereador suplente do PMDB Antí´nio Machado, também dissidente do PMDB e que também ingressou nos quadros do Partido dos Trabalhadores de Torres há alguns dias atrás.
Política fervilhando 5
A única coisa certa que se pode afirmar é que a eleição do ano que vem será bastante disputada em Torres. Dificilmente algum vereador atual irá abrir mão de concorrer, a menos que vá para prefeito, e nomes importantes estão se apresentando em partidos de várias siglas na cidade, o que sugere que haverá, sim, uma boa disputa, mesmo com o aumento de 9 para 13 vagas na casa legislativa de Torres.
Importante salientar que, aos poucos, a hegemonia natural de PP e PMDB na cidade vai se dissipando. Com a saída de nomes tradicionais da política de um para outro partido e com a entrada de novos nomes em partidos menos tradicionais, a tendência é de se formarem outras bancadas na casa legislativa. As famílias aqui costumam acompanhar a dissidência de seus familiares, o que abre mais tendência ainda de dissipação do poder para várias agremiaçíµes. O PT é o partido que mais vem crescendo, talvez pelo fato de estar no poder no RS e no Brasil; talvez pela já segunda tentativa da ex-vereadora Nílvia ir para prefeita, após também duas tentativas para a Assembleia Legislativa, o que faz com que casas e casas sejam visitadas pelo partido, ou talvez, afinal, pelo efetivo surgimento de uma nova sigla para ser considerada finalmente tradicional na cidade, como o PMDB e o PP, que aqui até então eram como a dupla Grenal é para os gaúchos.
Política fervilhando 6
Para o quadro de prefeitos acho que muito pouca coisa mudará até o pleito. í‰ claro que todos os partidos irão lançar nominata para concorrer a cadeira de prefeito, inclusive os partidos menores como PDT, PSDB, PTB, PPS, PSB, PRB, PV e PC do B, por exemplo. Mas na maioria das vezes é para colocar na vitrine um possível candidato í vice em uma possível coligação futura, onde várias acabam se desenhando, afinal.
Dos três ou quatro do PMDB que se colocam í disposição do partido para a eleição, imagino que no mínimo dois deles acabem concorrendo para prefeito. Para isto devem sair do partido, o que saberem efetivamente até no máximo quinta-feira, dia 14. Nílvia deve ser certo a candidata do PT, a menos que desista, o que não acredito. E o quadro não deve fugir muito disto. Os nomes devem girar em torno de Pardal, Gimi, Zé Ivan, Nílvia, Rogerinho, Brocca, Tubarão (talvez), Schardosim (talvez). Mas Imagino, sim, que há uma enorme chance para o aparecimento de um nome novo, que é conhecido, mas não está na atuação política hoje em dia, ao menos nas especulaçíµes. Surge aos poucos a idéia do lançamento de Cezar Grazziotin pelo PP, um advogado militante das causas torrenses, principalmente da segurança. Outros nomes estão esperando para serem definitivamente colocados de lado ou não. Eraclides Maggi, por exemplo, está no quadro do PMDB, mas pode sair da sigla para concorrer em outra agremiação, ou até se disponibilizar dentro do próprio PMDB, o que é corajoso, pois fez campanha para De Rose do PP na eleição de 2008. O próprio De Rose, após o verão pode mudar de idéia e concorrer pelo PP, no qual se filiou novamente após abandonar a política quando perdeu a eleição em 2008. Cezar Cafrune ensaia voltar a concorrer, e o PPS, de Betão da Cal e do jovem Juliano da Nossa Casa é uma idéia, basta ter quem financie que abre mais uma candidatura com chances para o pleito do ano que vêm.
Nomes novos e bem conceituados na cidade também podem surgir. Carlos Souza da Delta, é um exemplo. Mas tudo irá ficar mais claro após a efetiva porta fechada de troca de partido, e mais claro ainda após o verão, onde a coisa aí pega fogo. Na semana que vem temos um panorama mais claro do processo.


