Pontos de Vista
12 de dezembro de 2011
Maria Helena Tomé Gonçalves
Tudo depende do ponto de vista de cada indivíduo. Cada um vê aquilo que quer ver, aquilo que lhe convém ver e ignora ou deixa de enxergar com lucidez o que não lhe convém. Gostamos da NOTA OFICIAL “ Direito de resposta emitida pela Prefeitura de Torres no último exemplar da Folha, pelo menos demonstrou que algo mexeu com o silêncio, apesar do desvio de objetividade e coerência da nota. Não estava essa autora criticando o que tem sido feito pela atual administração em relação a escolas, contratação de professores e a tal reviravolta cultural de que fala a nota. Para isso, batemos palmas (viu Faustinho?) Nosso enfoque objetivo consiste no descaso com que tem sido destratada a Praça XV “ o Coração de Torres. Quanto a isso a ação oficial demorou muito a ter início, perdoem-me, mas até o dia da nossa manifestação pública no sábado, dia 26 de novembro, nada, absolutamente nada havia sido feito na Praça como diz a Nota, alegando que no dia 18 de novembro havia sido iniciada a restauração. Também está claro que não criticamos o fazer obras viárias e urbanas, falamos sim do método, ou falta de método de trabalho, tudo foi esburacado ao mesmo tempo, queremos ver as obras prontas antes do veraneio, aí sim, vamos bater palmas mais uma vez.
Nem vou abordar aqui outra vez o caso das plantas nativas e exóticas. Minha posição permanece a mesma: uma árvore é uma árvore, é uma árvore, é uma árvore. Um ser vivo, com direito í vida até seu derradeiro dia, a não ser que realmente esteja prejudicando algum espaço de forma inevitável e incortonável.
Agora, minha cara Prefeitura de Torres que assina a nota, dizer que Torres tem atividade turística o ano inteiro e deixou de ser apenas um balneário é apelar para a nossa ignorância ao querer que acreditemos nisso. Quantos eventos de nível local são realizados ao ano? De nível regional? De nível estadual? De nível nacional? E internacional? Passamos invernos inteiros, diga-se quase o ano todo, debaixo do mau tempo que a falta de empregos, a falta de dinheiro circulante, a falta de visitantes sejam veranistas ou turistas, ocasionam í nossa economia. Claro que queremos tornar nosso município cada vez melhor e que as atuais obras vão contribuir para isso. í“timo, mas isso é pouco, isso é o feijão com arroz que todo dono de casa precisa servir nas refeiçíµes do dia a dia e todo e qualquer prefeito precisa fazer. Nós queremos mais. Queremos uma cidade litorânea pujante e com vida própria, mas que saiba mostrar suas riquezas naturais ao mundo, que saiba criar mais espaços mágicos e temáticos, que saiba tornar-se mais bela e atraente, uma Torres sem igual como só ela sabe ser, com eventos, mais eventos, muitos eventos, com gente, muita gente indo e vindo e gastando na nossa cidade e oportunizando a criação de vagas de trabalho o ano todo. Aí sim, bateremos palmas com louvor para qualquer administração municipal.


