OPINIíO – POR QUE MEU FILHO MENTE?

17 de julho de 2011

São vários os fatores que levam uma pessoa a mentir. Quando a criança, no perí­odo de formação de sua personalidade, assimilou do ambiente padríµes de comportamento dos pais, e, internalizando-os, passará a agir segundo estes padríµes.    

Quantas vezes esta criança não se surpreendeu ouvindo de sua mãe uma desculpa para justificar uma falha, sem coragem de assumí­-la; outra vez, precisando ou querendo comprar algo com que seu pai não concordaria, ela o enganou alegando ser o dinheiro para outra necessidade qualquer. Outro momento, viu a mãe brulando uma atitude do pai, para justificar uma arte do próprio filho, julgando o pai severo demais e assim desautorizando-o. Ainda em outra oportunidade ela disse ao pai que foi em certo lugar quando, na realidade, esteve em outro, porque ele não a aprovaria.  

 De repente, o filho falsifica a assinatura do pai, para esconder a nota baixa que obteve na escola, evitando assim ser castigado. O filho vai estruturando sua personalidad com desvio de conduta. Ele não nasceu assim; ele se tornou assim, pela influência dos seu  modelos (pais) de identificação. Poderá evoluir o comportamento desajustado para outras condutas mais graves, como furtar, porque mentir e furtar formam um biní´mio: quem furta, mente e quem mente, também furta, na maioria das vezes .Não é o bastante dizer ao filho: não minta, não roube. As palavras são vazias de conteúdo, se não forem vivenciadas e incorporadas   na atitude dos pais.    

Outro motivo que pode levar o filho a mentir   e/ou furtar   pode ser o medo da severidade exagerada dos pais ou de um deles. Geralmente a mãe omiti do pai o comportamento indesejado do filho, numa tentativa de   protegê-lo de castigos rí­gidos, desamor, desrespeito, humilhação, e í s vezes até maus tratos para com filho. Desta maneia, a conduta antisocial poderá ser produto de  frustraçíµes, medos, ressentimentos, privação afetiva vivenciada pela criança ou adolescente.

 Assim, na educação, tanto a presença de regras, valores, condutas extremamente rí­gidas e repressoras,    quanto demasiado permissivas ou ambí­guas (o pai diz uma coisa e a mãe diz outra, um desautoriza o outro, levando a confusão de limites) podem levar a criança ou adolescente í  apresentar comportamento anti social ou até a desenvolver mais tarde um transtorno de conduta. Neste sentido, é preciso haver coerência de ambos os pais na tarefa de educar, mesmo que haja descordância, o que é comum, na maneira de educar entre eles.   Os pais não devem manifestar esta discordância na frente da criança, mas sim poderem repensar, conversar juntos, a sós, longe do filho.          

 

 

Paula Borowsky


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