Precisamos de Alguém
14 de novembro de 2011
Maria Helena Tomé Gonçalves
Precisamos de alguém que nos ensine o antigamente, segundo o Padre Fábio de Melo.
Precisamos de alguém que nos ensine a sermos melhores mulheres, melhores homens, melhores seres humanos.
Precisamos de alguém que nos diga a palavra certa na hora errada para não cairmos na tentação de errar mesmo sabendo o certo.
Precisamos de alguém que segure nossa mão na hora da queda livre no precipício da drogadição de todas as drogas, especialmente do cigarrinho legal, da cervejinha amiga, do uisquinho parceiro, da maconhazinha inocente e daí ao resto, í cheiradinha da coca, í experienciazinha do exctasi e ao tunelzinho sem volta do crack.
Precisamos de alguém que nos conduza no caminho do bem, que nos puxe de volta quando enveredamos pelos caminhos tortuosos da desonestidade, da mentira, da tramóia, do desrespeito í s leis vigentes, do tirar vantagem em tudo.
Precisamos de alguém que nos alerte antes de praticarmos atos discriminatórios, de cometermos injustiças, de desfazermos dos outros, de menosprezarmos quem nos é próximo, de desrespeitarmos direitos em benefício de nós mesmos.
Precisamos de alguém que nos ensine a prudência no trânsito, o equilíbrio nas nossas açíµes, o respeito í natureza e a tudo e todos que nos cercam, a serenidade nas tomadas de decisíµes, a tranqí¼ilidade nos momentos perigosos.
Precisamos de alguém a quem encontrar todos os dias e que nos dê bons exemplos para agirmos segundo bons princípios e praticarmos apenas o bem.
Precisamos todos os dias em todos os momentos encontrar um Jesus Cristo, um Maomé, um Gandhi, um sábio, um herói, um profeta, na forma de um livro, de um texto, de uma música, de uma novela, de um noticiário, de um sermão, de uma palestra, de uma palavra amiga.
Precisamos, na verdade, de um amigo ao nosso lado, na forma de um pai, de uma mãe, de um irmão, de um primo, de um tio, de um colega, de um mestre. A verdade é que precisamos urgente e permanentemente de alguém que fique conosco e nos ajude a traçar o caminho do bem, aquele bem de antigamente que sumiu das nossas vidas. Precisamos de alguém que nos ensine o antigamente.


