Prefeitura recua e concede 10% ao funcionalismo

5 de março de 2011

 

 

A municipalidade de Torres mostrou maturidade e humildade. Após formalizar como absoluta sua proposta para os í­ndices de reajustes concedidos ao funcionalismo, voltou atrás e atendeu a demanda do sindicato da categoria.   Eram 2,5 pontos percentuais que distanciavam as duas propostas. Diferente de negociaçíµes sistêmicas, que acabam fechando questão no meio das duas demandas, o ainda prefeito em exercí­cio Valmir Daitx Alexandre, o Pardal, informou oficialmente na própria assembléia do SIMTO realizada na última segunda-feira, no iní­cio da noite, no CAPESCA,  que a prefeitura teria avaliado melhor, conversado com os representantes dos funcionários públicos,  e que voltou atrás e deu, de forma cheia,  a pedida de 10% de reposição salarial requerida pelo sindicato.  

 A reunião acabou se transformando em um ambiente de festejos, já que a lei não obriga que a municipalidade reajuste os salários públicos por í­ndices oficiais, embora o sindicato entendesse que a questão não era legal e sim moral, tema inclusive de botons e faixas distribuí­dos e espalhadas pelos militantes do SIMPTO e do Cepemto (este último que defende demandas dos professores do municí­pio), durante o final de semana passado pela cidade e durante a sessão da Câmara Municipal, realizada um pouco antes da assembléia dos servidores municipais. A questão estava sendo levada tanto í  sério pela categoria, que até representantes da CUT se fizeram presentes, além da presidente do sindicato de Torres Leila de Oliveira e da presidente do Cepemto Ní­lvia Pinto Pereira.

   

Câmara Municipal teve peso na negociação

   

 Em uma atuação silenciosa, mas firme, o presidente da Câmara Municipal de Torres Gibraltar Vidal, o Gimi (PMDB), liderou um posicionamento praticamente fechado dos edis torrense sobre o reajuste do funcionalismo. í‰ que era praticamente unânime a vontade de todos os vereadores, da bancada do governo e da oposição, a favor dos funcionários públicos. Gimi buscou encontros com a municipalidade durante a negociação e de certa forma aproximou mais as duas propostas. í‰ o que diz a presidente do SIMTO Leila de Oliveira para A FOLHA. Temos de reconhecer que os vereadores foram totalmente parceiros do funcionalismo, disse

 

Folha recebe impacto de 14%. Projeto deve informar de onde

sairá o dinheiro dentro do orçamento de 2011

   

O ajuste dos salários ficou abaixo do IGPM, que projetou a inflação em 11,5% no perí­odo analisado, mas acima do IPCA, que foi de 4,5% no mesmo perí­odo. A discussão entre a municipalidade e o sindicato era justamente o í­ndice a ser utilizado. A prefeitura queria o IPCA, mesmo tendo utilizado o IGPM no ano passado e o SIMTO queria o IGPM, reclamando falta de coerência da municipalidade. Os 10% ficaram mais para o lado dos servidores do que para o projetado pela prefeitura.  

Com o crescimento vegetativo na folha (vantagens trabalhistas legas dadas aos servidores, independente do reajuste), que foi de 4%, o impacto financeiro da folha de pagamento dos servidores públicos de Torres sobre o orçamento foi de 14%. O executivo tem de agora encaminhar um projeto de lei para ser discutido e votado na Câmara Municipal, formalizando o reajuste;  e outro projeto de lei que dirá de onde sairá os recursos adicionais dados, fora do projetado pelo orçamento anual de 2011. Resta saber se os recursos sairão de forma horizontal em todas as pastas da municipalidade, ou se serão retirados de alguma conta especí­fica.

 O SIMTO informou para A FOLHA que está em estado de alerta até que seja formalizada por lei a negociação feita de fato no iní­cio da semana passada.


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