PRIMEIRO EMPREGO

3 de julho de 2012

 

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. í‰ o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, í  margem de nós mesmos (Fernando Pessoa).  

Todos os dias devemos enfrentar as dificuldades e promover as mudanças profissionais com persistência e constância sem fugir das próprias responsabilidades. Quando um grupo de amigos se reúne para falar sobre mercado de trabalho, é inevitável que apareça a pergunta: E você, o que está fazendo atualmente? Isso deixa claro que somos indiví­duos interessados pela novidade, que a qualquer instante podemos nos lançar a desafios e ir í  busca de oportunidades diferenciadas.

O mesmo acontece com primeiro emprego, que representa o momento de experimentarmos nossa capacidade de criar e desenvolver habilidades ligadas a uma determinada área de atuação. Independentemente do cenário, há algo que sempre faz parte das mudanças: uma agitação interna, despertada pela mistura de emoçíµes. Afinal de contas, há uma parte de nossa mente que foca em pontos como a felicidade de ser convidado para um processo seletivo, o prazer em vencer barreiras para alcançar o resultado desejado e a satisfação de ser escolhido para preencher a vaga. Ao mesmo tempo, também temos de conviver com o medo de não sermos aceitos, e o incí´modo de descobrir que somos menos competentes do que imaginávamos. Então a pergunta fica é: como reagir a esse turbilhão de acontecimentos?

Mesmo não existindo regras prontas, é interessante ter em mente que o resultado final daquilo a que nos propomos é apenas um dos pontos da construção de uma carreira sólida. Quando um candidato não é aceito numa empresa, precisa avaliar e visualizar os fatos que parecem ruins no presente como oportunidades de crescimento e desenvolvimento. No mí­nimo, todas as entrevistas são chances de aprimorar ainda mais os pontos fortes e atenuar as fragilidades.

 Hoje, o mercado de trabalho está direcionado aos que unem boa formação e uma personalidade capaz de agregar valor í s equipes, boa vontade, motivação, habilidade e interesse em se comunicar. Em outras palavras, as organizaçíµes de todos os setores não querem mais apenas empregados, funcionários que realizem funçíµes técnicas e especí­ficas. Elas desejam pessoas, seres humanos que possam fazer a diferença. Sabendo disso, quem deseja conquistar uma vaga não pode se deixar ser tomado por sensaçíµes, como angústia e medo, de não alcançar o sucesso. Isso apenas irá fazer com que nossas açíµes se tornem mecânicas, cartesianas demais para que os avaliadores consigam enxergar quem realmente somos.

Essas emoçíµes têm um grande poder de bloquear o caminho da construção do nosso sucesso, pois nos separam de nós mesmos. í‰ necessário ter consciência que o percurso da mudança para realização é cheio de obstáculos e desafios a ser superados.

 


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