EDITORIAL – Primeiro o Tema de Casa

23 de julho de 2010

No mesmo momento que o Brasil e os Estados da nação estão passando por um perí­odo que vai escolher seus governantes no pleito que se aproxima, institutos mundiais e nacionais estampam nas páginas de seus relatórios posiçíµes vexatórias do paí­s referente í  capacidade instalada do esgotamento sanitário e da qualidade da Educação na nação, fora o verdadeiro estado de guerra que a Segurança Pública nos coloca diariamente, junto com as pí­fias posiçíµes atuais e as projeçíµes de governantes para estancar a criminalidade e guardar os verdadeiros criminosos em presí­dios seguros. í‰ neste momento que nós, contribuintes, que pagamos com 40% de nosso trabalho as contas gastas diariamente pelos homens públicos através de impostos, na maioria enrustidos nos preços dos produtos e serviços que consumimos diariamente para sobrevivência, devemos cobrar dos atuais candidatos medidas básicas nestas áreas,  ao invés de deixar que eles prometam mundos e fundos para nossa população, principalmente a mais pobre.  

Não é admissí­vel que o Brasil tenha quase 40 milhíµes de pessoas nas áreas urbanas que vivem em locais que não possuem tratamento de esgoto. Não é admissí­vel que os alunos do Brasil vejam na nota 4 ou 5 uma nota boa referente ao passado e á média de muitas cidades, que não passam de 3,5, quando no mundo uma nota razoável é de 7. Não é admissí­vel que não tenhamos uma polí­tica de segurança pública organizada e com medidores de eficiência confiáveis, quando exemplos no mundo estampam projetos eficazes, desde que se tenham objetivos traçados e a sociedade como um todo os busque e os cobre dos lí­deres polí­ticos e comunitários.    

Não adianta candidatos prometerem bolsas de auxí­lio aos pobres quando os mesmos vivem em favelas, muitas delas sem água e a maioria sem esgoto. Não adianta candidatos prometerem salvar uma raça de sapinhos em extinção no mesmo Estado em que seres humanos estão adoecendo por conta da contaminação das águas que bebem ou tomam contado diário. Não adianta candidatos prometerem uma reforma agrária para agricultores que se dizem sem terra, quando sequer temos uma polí­tica séria de fomento í  agricultura e o agronegócio, um dos maiores potenciais de nossa nação perante o mercado mundial. Não adianta candidatos falarem em defesa do meio ambiente sem sequer ter uma polí­tica pública de racionalização de energia e utilização de combustí­veis alternativos, pelo menos na frota de veí­culos públicos e dos fornecedores de serviços do sistema público local.    

Por mais que administrar um paí­s como o Brasil, de extensíµes continentais e com um povo oriundo de várias culturas sociais seja difí­cil, a máxima de priorizar o prioritário deveria ser o horizonte das polí­ticas publicas nacionais.  Por mais que seja difí­cil transformar um Estado da ação em  um lugar diferente para morar, que orgulhe seus moradores, em um paí­s com leis centralizadas como o nosso, fazer o tema de casa, independentemente da situação dos Estados vizinhos, deveria ser prioridade absoluta nos planos de governo propostos pelos candidatos aos postos máximos nas federaçíµes nacionais.  

A polí­tica parece que está jogada í  lama pelos cidadãos justamente por isto. í‰ difí­cil ver homens de terno e gravata falando em implantar no Brasil sistema que funcionam em paí­ses altamente desenvolvidos como a Suécia, Suí­ça, Inglaterra, dentre outros, paí­ses estes que estampam í  olho nu, altos ní­veis de desenvolvimento econí´mico e social, quando na janela de casas de nossas vilas vemos somente um córrego de esgoto í  céu aberto, rodeado por gangues de traficantes, tendo muitas famí­lias de terem que sair diariamente para buscar um salário mí­nimo para suas famí­lias, quando os engravatados votam salários milionários para eles mesmos. Como se irá confiar na polí­tica desta forma?

 Saneamento básico, moradias pagáveis por pobres, Educação competente, Saúde funcional e segurança pública razoável, são temas de casa básicos que os governantes deveriam coloca muito í  frente de suas metas. Após atingirmos ní­veis publicáveis destes temas, aí­ sim poderí­amos voltar a brincar de sermos um paí­s rico.  


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