Privatização ou racionalização?

11 de fevereiro de 2012

O governo do PT, que sempre foi contra as privatizaçíµes e execrava o que foi chamado até de Privataria Tucana, agora privatiza. O PSDB pode mandar escrever um livro chamado Privataria Companheira, ou coisa assim…

 

 Tirando os roubos que são protagonistas cativos em processos envolvendo governos, a privatização em si é racionalização. Cálculos de várias entidades retas e honestas indicam que para cada trabalhador privado, são necessários três ou quatro públicos. As chefias de empresas públicas são polí­ticas e tendem a serem pouco técnicas e pragmáticas, uma necessidade vital no jogo empresarial do mundo. Além disto, há de se perguntar: Para que nós, brasileiros, queremos ser donos de empresas? Qual o objetivo de mantermos bilhíµes de dólares de patrimí´nio empacado que deveria ser produtivo, mas na maioria das empresas públicas não o é, basta fazer um check up detalhado.

 

O governo do PT faz certo. O que seria das telecomunicaçíµes no Brasil se elas ainda fossem públicas? O que seria da geração de energia no Brasil se ela fosse pública na totalidade?  E muito melhor para todos nós que faturemos R$ 26 bilhíµes em vendas de ativos públicos para empresas privadas, mesmo que seja através de concessíµes de longo prazo, como foi nos aeroportos nesta semana, quando utilizaremos este dinheiro para fazer escola, fazer estrada, comprar coturnos e armas para a polí­cia, etc., do que ficar brincando de poderoso e abrindo brecha para malfeitores nos roubarem nas empresas públicas. Na empresa privada, vai pra rua e para polí­cia e roubar; na publica… tudo menos isto.

 

Empresa pública só é palpável de ser aprovada pela sociedade quando uma nação não possui grupos de empreendedores para investir em um projeto empresarial chamado de empresas de Capital Intensivo, qual seja, negócios que necessitam muito dinheiro para começar a funcionar a dar lucro. Após o equilí­brio, se devolve á iniciativa privada. Se não, vira cabide de emprego e de falcratuas, como temos visto muito e ainda veremos.

   

Bola de Cristal nas leis

   Necessária polêmica foi criada em torno da virtual necessidade da prefeitura de Torres ter de interditar o Caminho da Santinha. O local mexe com o conceito turí­stico local e com a religiosidade de cidadãos locais e de fora, de muitas localidades de todo o Brasil.

A tese do MP é de certa forma radical. Mediçíµes dão conta que pode haver desmoronamento ou queda de algumas pedras da parede do Morro do Farol. E ai o MP passou a bola para a prefeitura para que aja… no sentido de evitar o problema.

 

Acontece que já há de certa forma uma tragédia anunciada. Seja lá em que século que isto ocorrer (o desabamento de pedras), o MP já se sente com tema de casa feito, mesmo que a questão entre em processos nos tribunais. Ou seja, está no colo da administração pública de Torres a batata quente. Isto sugere que ao menos algo seja feito, pois nenhum torrense quererá ser culpado de omissão em algo de certa forma anunciado.

 

Para mim, há de se tentar derrubar, de forma organizada e preventiva, as pedras que estão correndo risco de despencar. E caso não sejam pedras, idéias de engenheiros devem ser levadas em conta.

 

O Facebook já tem sido uma ferramenta de captação de idéias neste assunto. Inclusive foi formatado um grupo para discutir o caso e encaminhar alternativas, aqui em Torres. Uma delas é a colocação de telas de contenção, ou no morro ou em uma espécie de teto no caminho.   Mas é unânime que a cidade deve evitar este baque…

 

Imagina se o MP pega este tipo de tese e inicia uma investida em outros lugares? Como fica a subida do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro? Como ficariam as escaladas no Itaimbezinho, aqui no sul? Como ficaria a legalidade de várias estradas por aí­ construí­das em encostas de morro?   E a ponte das Furnas, em Torres? E as decidas das furnas do Morro da Guarita?

 

Tristemente a chamada civilidade no mundo e principalmente no Brasil tem extrapolando. Questíµes quase que metafí­sicas entram em debate e acabam gerando açíµes jurí­dicas, proibiçíµes, etc. A justiça acha que uma queda de um avião merece indenização aos mortos d qualquer forma, como se não houvesse nenhuma possibilidade de cair um avião. Pessoas pedem indenização por danos ocorridos em seus carros estacionados em festas, na rua, alegando que deveriam ser cuidados pelos promotores de festas onde os carros são estacionados.  E as causas vão adiante: aja advogado e juiz para isto.

 

O MP acaba entrando nesta também sugerindo que tenhamos de ter bola de cristal para existirmos. Tudo que há risco é proibido. E nós que pagamos os salários deste pessoal…  

   

Antigamente…

     Antigamente o caminho da Santinha era modernidade, conforto: hoje é risco  

     de vida! Na imagem o trajeto, acho, que na década de 1950

     

Antigamente as pessoas não eram obrigadas a utilizar os cintos de segurança em seus carros. Usavam mais em estrada e a lei exigia somente isto. Hoje não podemos.   Antigamente a meninada adolescente trabalhava cedo nas lojas do pai, dos tios, etc., lugar onde aprendiam sobre disciplina, do valor do dinheiro, do trabalho, e acabavam ficando longe de turmas de maus feitores. Hoje é proibido. Criança não pode trabalhar.  

 

Antigamente os velhos ficavam em casa, cuidando dos netos, com prazer. Não necessitavam, portanto, de aposentadorias milionárias para sobreviver. Hoje é pecado uma pessoa não ter uma aposentadoria polpuda. Muitos filhos acabam nem trabalhando por conseguirem viver í  custa de aposentadorias, pensíµes, muitas vitalí­cias, dadas á aposentados. A cultura de vovó cuidar de neto foi pro espaço, mas antigamente, acho, as famí­lias eram mais felizes.

 

E antigamente as pessoas podiam passear no entorno da natureza. Os riscos? Acidentes da natureza. Tombos, afogamentos, picada de cobra, espinhos, escuridão… Ninguém proibia as pessoas de fazer isto, somente sugeriam cuidados. Algumas tinham medo e não iam: normal, saudável…  

 Mas hoje quem quer ir não pode. Não pode em alguns casos porque vai matar um sapinho; em outros porque pode poluir a água de um lugar; em outros casos, como aqui na Santinha, porque pode cair o morro em sua cabeça.O recado. Fica em casa, vendo TV e buscando forma de tirar dinheiro dos outros através de uma causa jurí­dica baseada em direitos difusos… Este é o século 21. AH.. E mande seus filhos fazem concurso público…  


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