Projeto TORRES NA CENA quer provocar reflexão

21 de novembro de 2011

 

 

 

A peça "Apareceu a Margarida", de Roberto Athayde, que já foi encenada duas vezes por Marí­lia Pêra, será uma das grandes e polemicas atraçíµes da edição deste veraneio próximo do projeto Torres na Cena . A temática mostra que a organização está  apostando num público cada vez mais fiel e exigente.

 

 " O meu público não quer mais só comédias, ele amadureceu e exige espetáculos cada vez mais dramáticos." Rir é bom, desopila, mas rir com conteúdo instigantes é muito melhor", afirma o produtor Sandro Lopes.

 

Na montagem gaúcha feita pela CIA TEATROFíDICO, "APARECEU A MARGARIDA" recebe a brilhante atuação do ator Renato Del Campão , profissional reconhecido há 30 anos no mercado artí­stico-cultural , detentor de alguns prêmios significativos e inúmeras vezes indicado ( principalmente í  categoria Melhor Ator/Troféu Açorianos).

 

O texto de Roberto Athayde, um dos grandes autores responsáveis pelo divisor de águas da dramaturgia nacional, segue uma linha tragicí´mica e coloquial em cena  (o mesmo destacou-se no perí­odo da Ditadura Militar, do Autoritarismo) e ficou conhecido mundialmente pela montagem, adaptação e tradução de APARECEU A MARGARIDA , para quase o Mundo inteiro, a partir do final dos anos 70 até hoje.

 

   

Novo formato, nova proposta, mais exigência

   

A proposta de trabalhar a linguagem popular do autor, numa encenação interativa “ a platéia é a sala de aula da professora – , oportuniza o contato do público em geral e do Universitário com a obra de um artista inspirador e com grandes profissionais locais, valorizando a história mundial, nacional e regional do teatro.

 

A trama, com texto áspero, é uma profunda análise psicológica da tortura, da perversão, dos mecanismos de opressão e de toda e qualquer tirania ditatorial, garantindo a identificação de todos e proporcionando uma reflexão sobre o perí­odo da ditadura militar no Brasil.

 

 A situação polí­tica faz com que o teatro assuma a sua função social, voltando-se para o questionamento da realidade brasileira, apresentado de forma tragicí´mica, mesclando o real e o imaginário, fazendo uma crí­tica a polí­tica e ao comportamento “ inclusive do panorama atual “ envolvendo a platéia, que torna-se parte da peça como se fossem alunos a encarar essa professora que expressa as suas opiniíµes através das disciplinas curriculares de forma alegórica e, ao mesmo tempo, autoritária.

 

   

Sátira sobre o Poder

   

APARECEU A MARGARIDA , por ser uma sátira do poder em vários ní­veis ( polí­tico , didático e , amplamente , psicológico ) , tem uma grande flexibilidade histrií´nica que permite montar a peça com atrizes de qualquer idade , assim como por atores também . Já houveram nove produçíµes pelo Mundo com intérpretes do sexo masculino , apresentando-se sob vários aspectos ( travestidos ou não ) . Um exemplo disso é o ator multimí­dia George Preub ( que atua com o codinome de Mary Anos , na Alemanha ). Ele interpretou Dona Margarida com figurino masculino e make-up feminino . Sua atuação foi determinante , por ser a primeira ocorrida . No Brasil , outras três ocorreram e a mais sólida foi a de Lenicio Queiroga no Nordeste do Brasil ; mas a professora masculinizada já esteve na Argentina , na Grécia e na França também . O texto é um clássico do TEATRO BRASILEIRO CONTEMPORí‚NEO , foi montada em mais de 30 paí­ses desde sua estréia em 1973 , com Marilia Pêra . Originalmente escrito para o ator LUIS DE LIMA ( que adoeceu ) , passou pelas mãos de Leila Diniz ( falecida em acidente aéreo ) até chegar nas mãos de Marilia . No Rio Grande do Sul , a atriz Sandra Dani viveu ela nos anos oitenta , com absoluto vigor. Mas segundo o próprio autor Roberto Athayde a utilização de um veí­culo distanciado do protótipo da professora , tende a enfatizar o aspecto abstrato do texto como uma paródia supra-genérica , não só do Poder como do próprio ego humano.

 

   

Dramaturgo gaúcho

   

Renato Del Campão, ou Renato Campão, ator e dramaturgo, é presença destacada no teatro gaúcho a partir da década de 1980. Começa a sua trajetória na   CIA Tragicí´mica Balaio de Gatos.

 

 

No final da década de 1980, seus trabalhos como dramaturgo começam a ser consagrados. Entre eles estão Viagem ao Centro da Terra, Lenta Valsa de Morrer(que tinha Adriana Calcanhotto no elenco) e Três Galinhas Sentadas Conversando.

 

 

Em 1992, torna-se por um perí­odo curto de tempo, crí­tico teatral do Jornal Zero Hora.

 

 

No ano de 1994, Renato integra o grupo de autores da série televisiva GLOBAL   Memorial de Maria Moura.

 

 

Funda em 2004, junto com Eduardo Kraemer, A Cia. Teatrofí­dico. Nela trabalha em espetáculos como Jogos na Hora da Sesta, "Caio de Boca e Alma e Apareceu a Margarida.

 

   TORRES NA CENA – Todas as sextas e sábados de Janeiro e Fevereiro í s 21h na Casa de Cultura de Torres com várias e diversificadas atraçíµes.  


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