Quais os motivos podem levar uma criança a morder com bastante frequência?

13 de março de 2011

 

 

Os motivos podem ser os mais diversos, mas independentes de quais sejam, o mais importante é entender que ela está usando as mordidas como linguagem para expressar algo e, certamente, coisa boa não deve ser. Tudo indica que ela esteja comunicando por um sentimento de impotência diante de exigências que lhe trazem medo, ansiedade e, consequentemente, raiva.   Em outras palavras, é um protesto e um pedido de ajuda.  

 Isto é muito comum acontecer com crianças que têm de enfrentar muito cedo um mundo diferente do seu lar, ainda num perí­odo naturalmente egocêntrico e sem recursos, têm de lidar com um montante de frustraçíµes com as quais se depara, diariamente, sejam com as outras crianças, ou com outros adultos ou, até, pelos sentimentos de falta da mãe e de seu ninho aconchegante, quando, por exemplo, está na creche ou na escola numa idade muito precoce.    

 Esta é uma exigência muito grande para uma criança pequeninha, e quanto maior a exigência, obviamente, maior será o custo para ela.

Ataques de birra, se atirar no chão, podem aparecer também como um sinal de sofrimento emocional, um pedido de ajuda, amparo, contenção afetiva. Um dos motivos que a leva a esta conduta, é quando se dá conta que é um ser dependente e que não é ela que decide quando a mãe fica com ela ou sai e se afasta. Desta maneira se sente impotente e frágil, o que desperta muita ansiedade e angústia; medo da separação, da perda, da mãe ir embora e não voltar mais.    

Dar-se conta de sua natureza dependente, torna-se muito doloroso do ponto de vista emocional. Por outro lado, nestes momentos de birra, teimosia, de morder, os pais não devem xingar, gritar, discursar, humilhar, pois ela não irá entender. O que de fato ela precisa é ser acalmada, tranqí¼ilizada, acolhida, segurada no colo.

 Como um animal selvagem, seus instintos precisam ser domados, com a diferença que o animal pode ser livre para ser selvagem, enquanto nós não podemos se quisermos viver em sociedade.  


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